sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Coruja IPA


Com uma forte aposta na imagem e marketing, a Coruja apresenta-se como reposta ao aumento do interesse em cerveja artesanal no mercado nacional. Tendo já oportunidade de provar a American Amber Lager e a Session Season (que com muita pena minha deixou de ser comercializada), apresento a India Pale Ale. Ao contrário da American Amber, que incide mais numa cerveja de estilo maltado, a IPA incide, como é característico deste género, num sabor lúpulado. Escura, amarga, com ingredientes 100% naturais e aroma e sabor acentuados pela técnica do dry Hopping. (*1)

Como referi existe aqui uma componente grande de imagem, como é exemplo; o site próprio com a explicação do processo de produção (*2), e a sua colecção de rótulos pensados para uma experiencia de realidade aumentada através de uma app descarregada para o smartphone.(*3) 


É uma cerveja de cor âmbar transparente, com boa carbonatação e formação de espuma, com retenção não muito duradoura. Aroma com notas a especiarias, sobressaindo o lúpulo. Sabor igualmente lúpulado com final de boca com amargor acentuado. Com 6 % ABV.  Faz jus ao estilo IPA e à conceituada marca portuguesa.

(*1) https://www.superbockcoruja.pt/corujas/india-pale-ale/

(*2) https://www.superbockcoruja.pt/processo/

(*3) https://www.colecaocoruja.com/


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

A Princesa de Namur


Esta cerveja tem uma história engraçada: Blanche Namur era o nome da filha do conde de Namur de seu nome John. Conta-se que Magnus Eriksson IV, rei da Suécia e Noruega, foi atraído pela beleza da jovem princesa quando estava a viajar por França em busca de uma mulher para casar. A princesa embarcou com ele para a Escandinávia e tornou-se a Rainha da Noruega, Suécia e Escandinávia. Em memória da sua delicadeza e doçura, a Brasserie Du Bocq dedicou uma wittebier à princesa - Blanche de Namur. (*1)

Mas tudo começou em 1858, quando Martin Belot, um fanzendeiro de Purnode, fez uma cerveja pela primeira vez nas dependências da fazenda. No inicio era só produzida no inverno. 
Foi no inicio do Sec. XX que "La Galouise", actualmente a marca mais antiga produzida, escura de alta fermentação, foi um sucesso inegável. 
A cervejaria foi incorporada como uma sociedade anonima em 1949. Independente de qualquer grupo cervejeiro Belga ou estrangeiro, ainda mantém o seu caracter familiar. 
Aproveitando a mania das cervejas tradicionais a Brasserie du Bocq lançou-se à exportação e é um sucesso, sendo uma das cervejarias independentes mais importantes da Valónia. 
Algumas da cervejas fabricadas pela cervejaria são a "Gauloise Blonde", "Tete de Mort Triple" ou a "Blance de Namur". (*2)


Ora a Blanche de Namur é uma cerveja de trigo Belga, com boa carbonatação, de um amarelo pálido, turvo com boa retenção e formação de espuma. De um magnifico aroma perfumado, floral, um pouco de banana e cítrico também. Paladar leve sem amargor, muito fácil de beber e refrescante. 4,5% ABV. Uma cerveja que superou nitidamente as minhas expectativas. Muito boa.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Delírio de Cerveja


Uma vez chegados a uma das garrafas mais originais e uma das melhores cervejas Belgas, falemos um pouco da sua história que nos faz recuar até 1654, ano em que se encontra registo de actividade da cervejeira Melle, mas foi só em 1902 que Léon Huyghe ali se estabeleceu. passados 4 anos comprou-a e baptizou-a de "Brouwerij-Mouterij den Appel", mas como muitas cervejarias tiveram problemas com ocupação das suas propriedades durante a 1ª Guerra Mundial, só em 1939 é que a cervejaria encontrou o local, onde até hoje produz as suas cervejas. Começou por produzir cervejas de baixa fermentação, mas com quedas de vendas durante a década de 70, decidiu levas a cabo uma restruturação da empresa, métodos e produção. em 1985 a produção das tradicionais pilsners foi trocada pelo método de alta fermentação. A primeira cerveja a ser produzida foi a "Artevelde Grand Cru" em 1987, mas a sua cerveja mais emblemática "Delirium Tremens" saiu das linhas de produção três anos mas tarde. Denominada de "Show Beer" foi sem dúvida a cerveja que tornou a Huygue famosa, e do seu portefólio fazem parte outras conhecidas marcas como a Guillotine ou a Mongozo. (*1)


E vamos à cerveja, uma Strong Blond Beer, de cor dourado escuro com muito boa formação e retenção de espuma branca, um aroma fabuloso, perfumado diria eu, com notas florais, um sabor doce no inicio, mas com final de boca a sobressair amargor, um cerveja tão fácil de beber, que nem nos damos conta dos seus 8,5% ABV. Grande cerveja no geral.

(*1) http://www.dcnbeers.com/brands/delirium 

https://www.delirium.be/en

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Loirinha

Elaborada pela Praxis exclusivamente para ser vendida nos supermercados das cadeia Lidl, temos três cervejas artesanais; as "Tuga", das quais fazem parte a "Loirinha" que aqui apresento; a "Gingão" e a "Xico Esperto". Cada uma com sabores e aromas diferentes, produzidas pelo mais antigo produtor de cerveja artesanal em Portugal, e com um dos ingredientes diferenciadores da Praxis: a água do Alto Mondego, com ph neutro, ideal para a produção de cerveja, não havendo necessidade de ser moldada quimicamente, contribuindo assim para um produto final de elevada qualidade. (*1)

É uma cerveja turva, de cor âmbar claro, quase alaranjado, com fraca retenção de espuma e carbonatação média. Aroma a frutos cítricos, laranja (o que não é de estranhar, uma vez que na sua composição é usada a casca de laranja), com sabor leve, ligeiro amargor sobressaindo os frutos cítricos e final semi-seco. 

Elaborada com maltes de cevada e de trigo e com 5.1% ABV é uma cerveja que no verão, bem fresca irá saber muito bem.

(*1) https://institucional.lidl.pt/media-center/comunicados-de-imprensa/2020/cervejas-tuga-praxis