Lembro-me das vezes que olhava para as cervejas Baltika, nas prateleiras dos supermercados e saltava à vista a imponência dos seus rótulos e a elegância das sua garrafas. Havia de vários estilos, cada uma numerada conforme fosse uma porter ou uma lager, sendo que a mais forte era a numero 9.
É precisamente a Strong Extra Lager que trago aqui. engarrafada pela primeira vez em 1998 (*1), hoje em dia é muito difícil ou praticamente impossível encontrar uma Baltika à venda, devido ao embargo imposto à Rússia por causa do conflito armado com a Ucrânia. Presenciamos pois os horrores de uma guerra, e um futuro incerto desse desfecho com velhos fantasmas da ameaça nuclear a pairar no ar e que quase ninguém pensaria que regressassem. Traz-nos à memória para os dias de hoje a bela e inquietante música: "Russians" que Sting compôs e lançada em 1985. Vale a pena colocar um excerto da letra que infelizmente se aplica à actualidade, mesmo que os intervenientes políticos sejam outros:
"In Europe and America there's a growing feeling of hysteria
Conditioned to respond to all the threats
In the rhetorical speeches of the Soviets
Mister Krushchev said, "We will bury you"
I don't subscribe to this point of view
It'd be such an ignorant thing to do
If the Russians love their children too..."
Bem, mas tentemos nos alhear um pouco, para falarmos sobre o tema principal deste blog e desta Baltika nº 9. que um amigo meu já me tinha dito muito bem. Com Apenas 8 % ABV, é a cerveja mais forte da Baltika que conheço, de cor dourada, uma boa formação de espuma branca de dois dedos, retenção média, aroma com predominância a malte, notei aqui algum aroma parecido a xarope, tem um sabor com preponderância alcoólica, com algumas notas a xarope, alguma acidez e um final de boca com amargor e seco. É uma cerveja que esperava algo de diferente mas é de facto uma lager extra forte e não me desiludiu de todo, gostei da cerveja. É forte, tem amarrar, tem presença e fez-me lembrar agora a primeira cerveja forte que bebi e que apareceu em Portugal ai pela segunda metade dos anos 90, a Tuborg Strong beer com 7.2 % ABV. Confesso que naqueles tempos não estava muito preparado para ela ou não a sabia apreciar, e não gostava muito, era demasiado forte, mas esta Baltika ainda com mais teor alcoólico é bem superior.
A Baltika 2 foi lançada em 2004 e esta variedade foi desenvolvida de acordo com as preferências relevantes dos consumidores de cerveja.
Os amantes de cerveja light gostam do sabor puro, leve e refrescante desta Baltika 2. A combinação única de lúpulos confere a esta cerveja algum amargor, perfeita para saciar a sede, tendo ganho diversos medalhas de ouro logo após o inicio da sua produção. (*1)
Num momento particularmente muito triste em que decorre um conflito armado e que testemunhamos os horrores de uma guerra sem sentido, e que quem mais sofre é a população civil, faço a avaliação desta cerveja que de certeza vai passar a estar indisponível no mercado.
Com uma apresentação clássica nos seus rótulos é uma cerveja com excelente carbonatação, de cor dourada, formação de espuma branca e retenção que se vai perdendo, deixando no entanto um bom rendilhado. Aroma fantástico a malte, sabor muito leve e muito refrescante. Cerveja óptima com apenas 4.7 % ABV.
E eis que chega aqui ao blog a vez da Baltika, a cerveja de origem Russa, mais concretamente de São Petersburgo, cujo impacto da sua boa apresentação me tinha deixado curioso numa vez que tinha entrado num restaurante de comida Russa aqui na Rua de São José em Lisboa. Desde dai já tive oportunidade de experimentá-la algumas vezes tendo comprovado a sua qualidade também. Mas comecemos como de costume por um pouco da sua história.
Assim a construção da primeira cervejaria começou em 1978 e quando foi concluída em 1990 a nova cervejaria estatal foi baptizada de Baltika Brewery, e o primeiro lote foi despachado em Novembro desse ano, mas como nessa época a marca ainda não havia sido criada foi produzida sob nomes diferentes como Zhigulevskoe ou Rizhskoe. Em 1992 a marca Baltika é criada com o intuito de produzir cerveja com alto padrão de qualidade Europeu equipando-a como o melhor da alta tecnologia Europeia. Segue-se o ano de 1996 com a marca a tornar-se a mais popular e a afirmar-se como nº 1 no mercado e expandindo-se no ano a seguir fundindo-se com outras cervejarias Russas, virando-se depois para o mercado de exportação e integrando o grupo Carlsberg em 2008. Actualmente é representada em mais de 75 países no mundo.*(1)
Gostei de ver no rotulo as referencias em Português, o que é naturalmente de saudar. Sobre esta Baltika 7, é cerveja de cor dourada com boa formação de espuma branca, retenção média e boa carbonatação. Aroma a malte com notas de limão, sabor igualmente a malte, refrescante, com final de boca não muito amargo. Cerveja agradável com 5.4% ABV