quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Bohemia...Alentejana




A Bohemia Pilsener é cerveja muito agradável e bem conseguida pela Sagres. Ao estilo German Pils, junta-se a particularidade de ter na sua produção cevada do Alentejo. O processo de autenticação de utilização de cevada do Alentejo é certificada pela Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC) evidenciada no selo do rótulo, onde também consta uma homenagem à região com imagens de um sobreiro e ao traçado das suas mantas típicas. A cevada utilizada é fornecida por produtores regionais certificados e associados pelo Agrupamento de Produtores de Cereais do Sul. (*1) (*2)

É uma cerveja de cor dourada, ligeiramente turva, boa carbonatação e formação com dois dedos de espuma. Aroma a malte e floral. No Paladar um equilíbrio entre a doçura do malte e o amargor do lúpulo. Uma cerveja com 5.7% ABV.

Mas permitam-me que aos prazeres da cerveja, e já que falamos no Alentejo, junte uma das suas grandes tradições, para além das mantas típicas e o sobreiro aqui referidos; que é a música, interpretada pela bonita voz de Celina da Piedade.

(*1) https://blogcervejariavirtual.com/2016/09/29/o-estilo-german-pils/

(*2) https://www.distribuicaohoje.com/producao/bohemia-apresenta-bohemia-pilsener-cevada-do-alentejo/



sábado, 26 de dezembro de 2020

Piraat (...of Ertvelde)


E foi ao som da banda sonora dos "Piratas das Caraíbas" que provei esta poderosa Piraat, qual rum armazenado no porão de um qualquer navio pirata com a "Jolly Roger" hasteada. (*1)
Uma cerveja com 10,5% ABV que nos embala a imaginação ao projetarmos a correria de um Jack Sparrow perseguido pela praia.

(Fonte da Foto: https://www.magazine-hd.com/apps/wp/disney-capitao-jack-sparrow/)

A Piraat é uma Belgian Golden Strong Ale que fermenta na própria garrafa. Oriunda de Ertvelde, perto de Ghent foi criada em 1988 pela cervejaria Van Steenberghe, após o sucesso da sua Gulden Draak, e onde foram usadas as mesmas leveduras de vinho exclusivas desta última. Na sua elaboração são utilizados também três tipos de malte (Pale Ale, Pilsener e Munich) e dois tipos de lúpulo (Aurora e Petra). (*2) (*3)



A prova: É uma cerveja de cor âmbar, algo turva, com excelente carbonatação e formação de espuma (dois dedos e meio) e que deixa no copo um bonito rendilhado branco. Aroma a caramelo e pêssego. Na boca um paladar intenso e licoroso, com um final de boca marcante.

(*1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Jolly_Roger

(*2) https://www.vansteenberge.com/en/the-top-beers/piraat

(*3) https://www.beertourism.com/blogs/belgian-beer/piraat


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domingo, 20 de dezembro de 2020

Leão de Munique


A Löwenbräu é uma cerveja de que gosto, recordo-me de uma vez estar no saudoso Burguers & Beer do Saldanha e depois de ter bebido uma ou duas cervejas de alto teor alcoólico, pedi uma Löwenbräu e foi quase que um agradável bálsamo refrescante.

Tendo já aqui feito um post sobre a marzen da Oktoberfest, chega a vez da original. Vamos então falar um pouco da história da marca do leão.

Em 1746/47 o nome Löwenbräu é mencionado nos registos de impostos de Munique. Em 1818 o cervejeiro Georg Brey compra a Löwenbrauerei e com ele começa a ascensão económica, tornando-se a Löwenbräu na maior cervejaria da cidade em 1863/64. Em 1872 é vendida, convertendo-se em sociedade anonima. Em 1912 a Löwenbräu fabrica quase um milhão de hectolitros de cerveja por ano.


A turbulência da primeira grande guerra não ficou sem consequência para a cerveja Löwenbräu, e no final a sua produção era quase metade da dos anos anteriores à guerra. Pelo meio das duas grandes guerras; disponibiliza novamente a sua cerveja forte: "Triumphator", aumenta as suas actividades de exportação, funde-se com a "Union Brewery Schülein & Cie", fabrica cerveja de trigo pela primeira vez e fornece cerveja aos dirigíveis Zeppelin. Em Em 1997 para fazer face aos desafios da globalização une forças a outra cervejaria de Munique: A Spaten. E desde 2004 o grupo Spaten-Franziskaner-Löwenbräu faz parte da InBev, a maior cervejeira do mundo com cerca de 200 marcas de cerveja, dando contudo, importância à independência das marcas e às suas raízes nas respetivas regiões. (*1)

Depois de uma breve passagem pela sua historia, a prova na caneca da versão original; Espuma consistente, branca e duradoura, cor amarelo dourado translucido com carbonatação media. Aroma a malte, milho e algo cítrico. Paladar refrescante, com bom equilíbrio entre o amargor do lúpulo e o malte, final de boca seco e ligeiro amargor. Cerveja de qualidade Alemã.



domingo, 13 de dezembro de 2020

Vadia Loira

 


A cerveja Vadia faz-me recordar uma vez em que falei dela a uma colega, e eventualmente lhe terei mostrado a foto do rotulo com a silhueta de uma mulher sensual (ou mais parecido com uma stripper). Ora esse rotulo, pouco abonatório em conjunto com o nome de Vadia, ter-lhe-á causado um gesto de repudio. E é provável que esta associação do nome e desta imagem, tenha causado alguma desaprovação, e talvez por isso os donos da Vadia tenham decidido alterar a imagem da marca. 


Foi das primeiras cervejas artesanais que vi, hoje é um mercado que prolifera no nosso país, mas andava ao tempo para experimenta-la e quis assim assinalar o primeiro ano deste blog com a prova desta cerveja. Nasceu do gosto comum de três amigos, Nicolas Billard, Nuno Marques e Victor Silva em meados de 2007. Sediada em Ossela, Oliveira de Azeméis, já conquistou inúmeras medalhas nos principais concursos internacionas de cerveja como o World Beer Awards ou o Brussels Beer Chanllange. Para além das instalações onde a Vadia é produzida existe também neste espaço um Brewpub onde se fazem espetáculos de música ao vivo, stand up comedy entre outros. (*1)


Assim, e como já referi abri esta Vadia German Pilsner elaborada com lúpulos oriundos da Alemanha para brindar ao ano um deste blog: "Uma Cerveja no Charco", e no copo ficou à vista a sua cor âmbar, de aspecto turvo com cerca de um dedo de espuma, não muito duradouro, mas que a vai retendo. Com aromas que me pareceram algo de herbal, floral ou mesmo de pêssego. O sabor é suave e com final de boca com amargor muito ligeiro e seco talvez. É uma cerveja agradável com 5% ABV.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Erdinger Pikantus


Antes de falar sobre esta Erdinger Pikantus, apenas uma breve referência a sua história:

Fundada em 1886 na região da Bavária, por Johann Kienle, a Erdinger Weissbräu dá inicio ao seu sucesso como produtora de "weizenbier" - weizen (trigo) bier (cerveja). A família Brombach foi a principal impulsionadora da cervejeira como a conhecemos hoje em dia. O Sr. Franz Brombach tomou posse da cervejeira em 1950, passando em 1975 o seu legado para o filho; o Sr. Werner Brombach que até aos dias de hoje gere a cervejeira, levando o selo de tradição e qualidade a mais de 70 países. (*1)

Passando então à Pikantus, é uma cerveja escura de maltes tostados de trigo e cevada que passa por um longo processo de maturação que lhe confere um sabor forte e complexo. (*2)



Achei que é uma cerveja de cor escura, cobre, com uma interessante carbonatação, apesar de a retenção de espuma não ser muito duradoura. De aromas a malte e caramelo. O sabor é de malte, com a carbonatação a fazer-se sentir, e o final de boca é suave e talvez seco. Não se nota absolutamente nada os seus 7,3% ABV. 

Uma cerveja diferente daquelas a que estamos habituados a ver (e a beber) na Erdinger. 


(*1) http://www.dcnbeers.com/brands/erdinger 

(*2) http://bierwein.com.br/erdinger 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Coruja American Amber Ale


A Coruja foi lançada pela Super Bock devido ao crescente interesse e curiosidade dos consumidores na cerveja artesanal, e que surge numa linha de inovação que a empresa tem seguido nos últimos anos, sobretudo através da gama Seleção 1927, como é referido nesta notícia pelo director de Maketing da Super Bock Group (*1)

Com ingredientes 100% naturais, as cervejas Coruja distinguem-se pelo carácter especial ao serem produzidas utilizando a técnica de dry hopping, que consiste no adicionar tardio do lúpulo ao processo de fabrico o que intensifica o aroma e a experiencia sensorial. (*1)

Foram inicialmente lançados três estilos: A Session Saison (que já tive oportunidade de a experimentar há coisa de ano e meio, tendo-me agradado bastante, mas tenho pena que tenha saído do mercado), a India Pale Ale e a American Amber Ale, que abordarei neste post e que é nos apresentada com uma afinidade harmoniosa entre o caramelo e o malte tostado. (*2)

Ora, na prova que fiz, fez uma boa formação de espuma com cerca de 1 a 2 dedos, embora pouco duradoura, apresentando uma cor âmbar com boa carbonatação, aroma frutado e também notas cítricas. No paladar um sabor lúpulado, acentuado pela técnica do dry hooping e final de boca com amargor acentuado e uns 5,3% ABV. 

Em suma, uma cerveja agradável de se beber. 

(*1) https://www.revistadevinhos.pt/noticias/coruja-e-a-nova-marca-da-super-bock-para-cervejas-especiais

(*2) https://www.superbockcoruja.pt/corujas/american-amber/


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Paulaner Orden




A Paulaner é uma das seis grandes cervejarias de Munique que fornece a bebida para a tradicional Oktoberfet.

O seu nome tem raízes na Paulaner Orden (em Alemão), uma ordem religiosa fundada por são Francisco de Paula em Munique no sec. XVI. O logotipo actual mostra a figura do santo. Os monges desta ordem elaboravam a sua própria cerveja desde 1634. Mas nesta data, e à medida que a cerveja era consumida em Munique por cada vez mais gente, os cervejeiros civis expressam as suas queixas ao conselho civil sobre a competição do mosteiro

Em 1751, depois de oficialmente autorizados a servir a sua cerveja e no dia que comemoram Salvator: o Pai da sua ordem, numa demonstração de gratidão, os eleitores da Baviera são convidados a beber o primeiro gole da sua cerveja "Salvator".

1806 é o ano em que Franz Xaver Zacherl assume o controle da cervejaria dos monges, modernizando-a e expandindo-a. As primeiras barracas de cerveja surgem no prado "Wiesn" e a Paulaner obtém logo a sua licença para servir cerveja. Foi o inicio da grande festa conhecida como Oktoberfest.

Grande parte da cervejaria é destruída num bombardeio em 1944, e a sua reconstrução concluída em 1950.



A família Schörghuber assume a maioria da cervejaria em 1979, mantendo-a até hoje. A Paulaner exporta 1 milhão de hectolitros, sendo consumida em mais de 70 países por todo o mundo.

E como apreciador de futebol não podia deixar de mencionar o patrocínio deste grande emblema de Munique a outro grande: O Bayern de Munique.



Bom mas vamos à prova: É uma cerveja de cor pêssego escuro, turva, com uma excelente retenção e formação de espuma branca. Apresenta um aroma a baunilha e é uma cerveja encorpada de trigo que se bebe muito bem.

Fonte: https://www.paulaner.com/ 

sábado, 31 de outubro de 2020

Super Bock Oktober Edition Märzen


A Super Bock tem tido nos últimos anos ideias inovadoras que saem das suas linhas de produção para surpreender os consumidores de cerveja. Recordo por exemplo a excelente edição comemorativa dos 90 anos, da qual tenho pena que tenha sido limitada, mas cá fico a aguardar, se tudo correr bem até lá, que lancem uma dos 100 anos. Mas voltando às ideias inovadoras, esta edição Oktober é um bom exemplo disso, e não me recordo de em Portugal ter sido alguma vez lançada uma cerveja nacional a comemorar a famosa festa Alemã.

É uma recriação do estilo de cerveja tradicional Alemão Märzen, que foi produzido originalmente, para celebrar o fim das colheitas, e servido em 1872 pela primeira vez naquela que se veio a tornar na maior festa mundial de cerveja. (*1)

Com um rótulo engraçado, tendo os padrões de cores azuis da Oktoberfest, é uma ideia muito agradável, que no entanto não acompanhou as expectativas que eu depositava nela, ou seja é uma cerveja com uma cor âmbar e uma boa formação de espuma creme (Beneficiada aqui pela estreia da minha caneca Super Bock), um aroma a notas de caramelo, que me fizeram lembrar um pouco a Super Bock Abadia, mas que depois no gosto soube-me um pouco a desilusão, que não sei bem explicar, tem um final de boca amargo, só que o sabor é um pouco desagradável, parece-me que há aqui um certo desequilíbrio entre os maltes e os lúpulos, dá ideia de qualquer coisa não ter corrido bem, lembrando-me uma Abadia, mas mais descuidada. 

Segundo a Super Bock, foi usado maltes selecionados e lúpulos nobres Alemães, mas repito, é uma combinação que não me parece ter corrido lá muito bem.

Eu gosto muito da Super Bock e quem me conhece sabe disso, e tem saído excelentes receitas da fábrica de Leça do Balio, mas em relação a esta edição que só vai estar disponível durante algum tempo, espero que para o ano, caso seja novamente lançada, que a sua receita seja efetivamente melhorada. 

(*1) https://www.superbock.pt/pt/pt/products/#super-bock-oktober-edition?modal=super-bock-oktober-edition-read-more 

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Spaten Munchner Hell


E chega-nos uma repetente, cuja versão da
Oktoberfest, já experimentei. Desta vez a clássica Spaten Munchner Hell com 5,2% ABV, de cor dourado claro, ligeiramente opaca, formação de espuma branca pouco douradora, aroma a malte, ligeiramente herbáceo e cítrico, o gosto é suave, sem grande acentuação do amargor no final de boca. É equilibrada, com a qualidade a que as cervejas Alemãs nos habituaram, norteadas pela lei da pureza Alemã.
(*2)
A primeira menção da Spaten em documentos históricos da cervejeira onde veio a ser produzida, fala-nos de registos de impostos datados de 1397. Mas é em 1622 que a família Spatt toma conta da cervejeira e a baptiza com o nome pela qual é conhecida nos dias de hoje. Em 1807 é comprada pelo cervejeiro real Gabriel Sedlmayer, que inicia a recuperação e a torna na maior cervejeira de Munique. Conheceu dificuldades na II Guerra Mundial, regressando à exportação apenas em 1950 e em 1997 comemorou a bela idade de 600 anos de vida.
Presente na Oktoberfest desde o seu inicio, é a cerveja por excelência do evento e continua a ser a fornecedora do barril de inauguração. (*1)

(*2) Imagem retirada do site oficial https://spatenbraeu.de/ 

Presente na oktoGabriel Gabriel Sedlmayer

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

(À mesa com) Bohemia Session IPA


A Bohemia Session IPA apresenta-se com uma cor âmbar, boa formação de espuma que persiste durante algum tempo, carbonatação média.
Um aroma que emana notas frutadas e uma sensação de frescura. No paladar nota-se a presença do lúpulo e um final de boca com amargor, que equilibra com a sua leveza de corpo. É uma cerveja agradável com 4,5% ABV e fácil de se beber.
Trata-se de uma edição limitada da Bohemia, pensada para os dias de verão, em que é usada a a técnica cervejeira do Dry Hopping, que se caracteriza pela infusão a frio do lúpulo na cerveja depois da fermentação, potenciando o aroma e oferecendo uma nova experiência sensorial. (*1)

(*1) https://doit.pt/2020/03/11/nos-dias-de-verao-fique-em-boa-companhia-com-a-nova-bohemia-session-ipa/

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Poderoso Malte


Embora não sendo uma bebida com teor alcoólico nem de se tratar de uma cerveja, quis incluir este "Mighty Malt" aqui. 
As bebidas de malte, mais consumidas noutros países, são bebidas com valor energético e vitamínico como é o caso desta que tem B6 e B12.
As bebidas de malte são produzidas a partir da germinação de cevada e tem grande sucesso e procura em países da Africa do Sul e América do Sul, por ser uma opção a quem procura uma nutrição fácil com benefícios para a saúde como é o exemplo anunciado nesta noticia da bebida "Super Malte" para o mercado Angolano. (*1)
Ora bem, comprei esta lata do "Mighty Malt", que no fundo é uma bebida de malte de cevada, um pouco para distinguir melhor a presença do malte numa cerveja quando faço as minhas provas.
É interessante ver a formação de uma boa camada de espuma creme que faria inveja a muitas cervejas, com algum corpo, uma cor escura que à luz do dia é acobreada e com um aroma intenso a malte, que no fundo me faz recordar a cerveja sem álcool da Sagres. 
Mas ao beber as comparações com a cerveja ficam por aqui, já que é uma bebida adocicada e com corante, talvez para dar um pouco esta cor.
No geral é uma bebida nutritiva, que não é má de toda.



segunda-feira, 5 de outubro de 2020

La Estrella de Galicia


Já não me recordo bem quando prestei atenção à Estrella Galicia, se foi quando comprei um six pack no El Corte Inglês que trazia um copo oferta, se foi em Lagos que trouxe um pack de minis da chamada "Especial", de qualquer maneira guardo na memória o travo amargo tanto da "Pilsen" com rótulo verde, como da "Especial", no entanto sempre com a boa recordação de as ter como companhia para ver os jogos do meu Benfica na tv.
Conta a história, que após regressar do México no final do sec. XIX, D. José Mª Rivera Corral funda em 1906 a fábrica "La Estrella de Galicia" na cidade da A Corunha, dedicada ao fabrico de gelo e cervejas, nome que recorda o que foi o seu negócio em Veracruz "La Estrella de Oro". 
Desde ai e depois de passar por várias gerações da família Rivera que em muito contribuíram para melhorar, engrandecer e tornar aquilo que é hoje a Estrella Galicia; Uma das grandes marcas de cerveja de Espanha, e que à data de 2012, ano que iniciaram uma expansão nacional imparável, chegavam a mais de 30 países em todo o mundo. (*1)
A cerveja que hoje apresento é a "Especial" com 5,5% ABV, de cor dourada, límpida e carbonatação média, com uma formação de espuma aceitável, deixa um "rendilhado" no copo. Um aroma que talvez combine o malte com o lúpulo a ser denunciado. O sabor tem uma presença do lúpulo que se faz notar, em especial no final de boca. 
É uma cerveja de que gosto muito mais agora do que ao inicio quando a bebi pela primeira vez, também porque com o passar dos anos (e com o aparecimento das IPA´s) comecei a apreciar mais as cervejas lúpuladas.
É com satisfação que a vou encontrando com mais frequência à venda em Portugal.




segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Suave


A Steinburg Suave é uma cerveja vendida na cadeia de supermercados "Mercadona", e que me chegou através de uma colega, que gentilmente me ofereceu para experimentar.

De um amarelo dourado, límpido, cristalino e com uma boa retenção de dois dedos de espuma, que deixa um "rendilhado" no copo ao bebermos a cerveja.

De um aroma a notas cítricas e talvez a milho. 

O Sabor é suave, e o final de boca tem um ligeiro amargor. Tem carbonatação média e 5% ABV.

No geral é uma cerveja suave que se bebe muito bem, especialmente se for bem geladinha, e em boa companhia numa tarde de calor.


quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Como é que o bicho (do mato) mexe

A "Bicho do Mato" da cervejaria "Letra", é feita com a colaboração do chef Ljubomir Stanisic. Inserida na Letra Collabs; uma espécie de laboratório de experiências cervejeiras, como é o exemplo da cerveja "Quinto Império" (*1), elaborada em conjunto com a "Dois Corvos".

Trata-se de uma Rye Imperial IPA (*2), encorpada e imensamente lupulada (Com lúpulos americanos Mosaic, Citra e Summit), tendo ja recebido uma medalha de prata no concurso internacional de Lyon, destacando-se entre cerca de um milhar de cervejas, fortalecendo a relação entre cerveja artesanal e a alta gastronomia. Vale a pena transcrever as palavras do chef Ljubomir: "Coloquei tudo de mim dentro daquela garrafa, para chegar a um resultado que fosse mesmo a minha cara. É muito bom ver o esforço e o trabalho - Que é de uma equipa -, reconhecidos" (*3).


É uma cerveja de cor âmbar, quase alaranjada, com boa formação e retenção de espuma douradora, de boa carbonatação. De uma aroma fantástico, intenso, frutado, cítrico, com notas a frutos tropicais e a lúpulo. De paladar lupulado e final de boca seco com amargor bastante acentuado, daquelas que causa algum arrepio, o que não é de estranhar tendo em conta os 66 IBU . É elaborada com malte de cevada, centeio, aveia e penso que trigo também. Tem 8,3% ABV e não há nada como experimentá-la para saber como é que o bicho (do mato) mexe.

(*1) https://www.doiscorvos.pt/pt/cerveja#imperio

(*2) https://www.cervejaletra.pt/pt/loja-online/produto/bicho-do-mato

(*3) https://ominho.pt/cerveja-de-vila-verde-criada-por-ljubomir-stanisic-vence-medalha-em-franca/

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

O criativo Pawel Kwak


Confesso que a cerveja Kwak é uma das que mais aprecio, quer seja pela recordação da altura em que a bebi pela 1ª vez; numa viagem a Bruxelas e do sitio onde bebi; um bar com uma decoração peculiar de marionetas, quer seja pelo curioso e tradicional copo, e claro pela sua apreciável qualidade.


É produzida pela cervejaria Bosteels, responsável também por outras duas famosas marcas: a Tripel Karmeliet e a DeuS. 
Em 1791, Jean-Batist Bosteels estabeleceu a cervejaria, tendo sido seguido por sete gerações que assumiram a cervejaria com zelo, e que nunca pararam de fabricar cervejas, mesmo durante as guerras mundiais.(*1)

Foi então numa dessas gerações, que Ivo Bosteels, filho de Antoine Bosteels, trouxe de volta ao mercado em 1980 a icónica Kwak.
Ora, reza a lenda que Pawel Kwak, criador desta cerveja e dono de uma estalagem, inventou um copo especial, para que os condutores das diligências (Na altura não tinham permissão para deixar a carruagem para saciar a sede junto dos passageiros), pudessem pousá-lo na carruagem, permitindo ter o copo sempre à mão. (*2) (*3)

Copo esse que também tenho, e assim poder apreciar melhor esta cerveja de uma fantástica cor caramelo, formação e retenção de espuma que vai de grande até desaparecer, mas é engraçado ver o efeito que tem quando servida no seu copo de silhueta género "ampulheta", em que se vê a abundante espuma diminuir à medida que a cerveja sobe pelo copo. A carbonatação é média, o aroma tem notas a caramelo, açúcar amarelo, e a mel. O Paladar é similar,  com notas a caramelo também, e com um final de boca adocicado, com os seus 8,4% ABV a nem se fazerem notar assim tanto. Sem duvida, uma das minhas cervejas preferidas.



sábado, 1 de agosto de 2020

A lenda do Spitfire

O Spitfire foi projectado em 1936 por Reginald Mitchell, entrando ao serviço em 1938, o seu nome em Inglês significa "cuspir fogo". Mas a fama deste caça firmou-se na Batalha de Inglaterra em combate contra o Messerschmitt Bf 109, a partir da Blitz sobre as cidades Britânicas. (*1)
E foi precisamente para comemorar o 50º aniversário da Batalha de Inglaterra, realizada nos céus sob o solo de Kent, que esta cerveja foi fabricada. Com lúpulo 100% Kentish, o melhor malte e água extraídos de um poço por baixo da cervejaria Faversham, da Shepherd Neame. (*2)

Produzida pela mais antiga cervejaria da Grã-Bretanha, a Shepherd Neame, e embora 1698 seja a data oficial da sua fundação, há evidências claras de que  sua herança é anterior a este período.
Nesta Link é detalhado, os eventos mais significativos da sua história, desde os primeiros fabricantes de cerveja em Faversham, à chegada da família Shepherd e dos Neames, e até à actualidade como um negócio premiado e bem sucedido.

Ora então e como se apresenta esta denominada Kentish Ale ? Apresenta- se com uma bonita cor âmbar, de formação e retenção de espuma de curta duração e com carbonatação baixa.
Tem um fantástico aroma frutado, com notas a marmelada, a caramelo e a laranja.
Na boca, sabores de malte, especiarias e um final seco com um amargor acentuado. Uma cerveja agradável de se beber com 4.5 % ABV.


(*1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Supermarine_Spitfire
(*2) http://www.spitfireale.co.uk/home

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Leffe, tradição cervejeira desde 1240

A Leffe, a par da Duvel, foi uma das primeiras cervejas Belgas que conheci, e desde logo fiquei fã. Considero aquele aroma e sabor únicos, e dá-me sempre um prazer enorme apreciá-la.
Fundada em 1152 a Abadia de Leffe era caracterizada pela hospitalidade dos seus monges. 
Os peregrinos sempre foram bem-vindos em Leffe e em 1240 foi decidido construir uma cervejaria para preparação de uma bebida saudável e revigorante (Naquela época, doenças como a praga eram disseminadas por aquela região, e a fervura da água durante o processo de alta fermentação da cerveja Leffe matava todos os germes. Durante a revolução Francesa a abadia e a cervejaria foram fechadas, até 1924, altura em que a abadia foi restabelecida, naquilo que parecia já ser uma lembrança distante.
(Abadia de Leffe em 1740)
Em 1952, o abade Nys e Albert Lootvoet decidiram retomar a tradição cervejeira da Leffe com a sua receita bem guardada. 
Hoje em dia, pertence à multinacional Belga Ab-Inbev que se comprometeu a honrar a tradição desta cerveja. (*1)
Quem quiser conhecer um pouco da sua história, pode visitar a Maison Leffe em Dinant. (*2)
Passemos então ao estilo que aqui apresento; a Leffe Radieuse, de cor âmbar escuro, espuma de cor creme com muito boa formação, retenção e excelente carbonatação, influenciada também, por estar a beber numa taça Leffe "oficial". O aroma é o típico a baunilha das Leffe (que eu adoro). O sabor tem notas a caramelo, malte e baunilha e com um amargor mais acentuado do que as tradicionais Blonde e Brune, fruto de provável maior incidência no lúpulo, mas com um balanceamento aceitável entre o malte e o lúpulo. É uma das cervejas mais fortes da Leffe com 8.2% ABV, e no geral apresenta-se com a qualidade a que esta cervejaria nos tem habituado.

(*1) https://leffe.com/en/history
(*2) https://leffe.com/en/maison-leffe

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Uma Cerveja dos Diabos

A Duvel foi das primeiras Belgas que conheci, mais precisamente no restaurante do Centre Belge de la Bande Dessinée, estava eu na altura de visita a Bruxelas onde a minha irmã estudava.
Num país que tem das melhores cervejas do mundo e que eu até brincava que se podia beber uma diferente todos os dias (...se calhar até é verdade) a Duvel é uma das clássicas e obrigatórias, uma Belgian Golden Ale com uns preciosos 8,5% ABV. de cor amarelo turvo, com uma excelente carbonatação e uma formação e retenção de espuma incrível e bastante duradoura, fazendo quase lembrar a textura de um pudim Molotov. Tem aromas a baunilha, frutos cítricos e florais, Na boca notas a baunilha, florais e um final de boca com um amargor bastante acentuado. Uma cerveja forte que confesso de que não gostava muito e não era das minhas favoritas, mas hoje em dia vejo-a (e saboreio-a) com outra perspectiva de que é uma grande cerveja.
A história da Duvel Moortgat é baseada no respeito pela tradição e valores de família. Hoje em dia já vai na quarta geração que cuida do legado do fundador Jean-Leonard Moortgat e dos seus filhos. Tudo começou em 1871 quando Jean-Leonard e sua esposa fundaram a fazenda da cervejaria Moortgat. Em 1900, os seus dois filhos Albert e Victor entram então neste negócio que crescia e inspirado pelo sucesso das cervejas inglesas Albert decide criar uma cerveja especial baseada no modelo britânico, tendo então viajado para Inglaterra à procura de uma cepa especifica de levedura que desejava e obtendo uma preciosa amostra de uma cervejaria escocesa. Entre 1918 e 1923 é lançada uma cerveja apelidada de "Victory Ale" para comemorar o fim da 1ª Guerra mundial e em 1960 a terceira geração da família Moortgat acreditava que a cerveja merecia um copo especial, é então que aparece o famoso copo Duvel. Mais momentos marcantes podem ser consultados no link em referência.  (*1).
Vale bastante a pena ver o delicioso video sobre a história desta conhecida cerveja Belga.

Uma ultima curiosidade sobre o seu nome, que em Flamengo significa "Diabo"; Conta-se que em 1923, após degustação o fabricante de sapatos Mr. Van De Wouwer terá exclamado: "This is a real Duvel (Devil)" empolgado pelos potentes aromas desta cerveja (*2); (*3)

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Lady in Red

Continuando a série iniciada em A Receita de Ancião Cervejeiro, passando pelo Aprendiz de Cervejeiro, e terminando para já, sobre os "Os quatro valentes", que num mundo pós-apocalíptico, lutam contra uma lei-seca imposta, produzindo às escondidas as suas próprias cervejas artesanais, numa forma de vida e num autêntico acto de liberdade, mantendo sempre acesa a esperança de uma revolução. (*1).
Chega a vez da "Lady in Red", mais conhecida como "The Stranger", a única conhecedora da formula que o seu Pai escondeu e a única sobrevivente da sua familia que sabe do segredo desta German Red, associando-se ao grupo Steam Brew que possuía condições perfeitas para a produçao da sua excepcional "cerveja vermelha".
E é com essa cor avermelhada que e com uma formação e retenção de espuma média que esta cerveja se apresenta, aroma de malte tostado e talvez caramelo, o paladar equilibrado com notas maltadas e um final de boca seco e amargor moderado sobressaindo os seus respeitáveis 7.9 % ABV. 
Um cerveja com excelente relação qualidade/preço 

quarta-feira, 24 de junho de 2020

The Charge of the Light (Beer) Brigade

A canção "The trooper" faz parte do álbum "Piece of Mind" dos lendários Iron Maiden, cujo LP eu tinha em casa, e que era das minhas irmãs. Recordo que tinha a mítica mascote "Eddie" acorrentada pelo pescoço com o cérebro à mostra e na parte de trás do LP, um cérebro servido numa bandeja com os Maiden, a olhar com um ar repugnante. Confesso que a imagem me criava também alguma repulsa. Mas toda esta imagem de marca dos Maiden é única e reconhecida no mundo inteiro não só pelos inúmeros fãs como por quase toda a gente.
Ora é com essa marca inconfundível dos Maiden e imagem do Eddie (Só uma pequena curiosidade; a música "The Trooper" é inspirada no poema "The Charge of Light Brigade" escrito por Lord Alfred Tennyson sobre a batalha de Balaclava, na guerra da Crimeia em 1854, e que conta a história sob o ponto de vista de um soldado Britânico, que sem esperanças avança contra as linhas Russas. [*1]) que esta cerveja é produzida pela Robinsons com a colaboração dos Iron Maiden, mais concretamente com a ajuda do vocalista Bruce Dickinson. Esta cervejaria de tradições familiares, sediada em Stockport há quase dois séculos, é um dos nomes mais antigos e respeitados na história Britânica das cervejas. (*2).



Esta "Trooper" que em bendita hora apanhei numa Glood caracteriza-se por uma bonita cor âmbar, translúcida, e com uma retenção de espuma pouco douradora de cor creme.
Aroma a frutos, chã, caramelo e talvez passas. Sabor a malte tostado, frutos cítricos, laranja, com carbonatação média e amargor pouco acentuado no final de boca. Uma cerveja com 4.7% ABV que se bebe muito bem e que se pode fazer acompanhar musicalmente com um bom metal clássico dos Maiden. 
Tem direito a site próprio e tudo. (*3)





Iron Maiden  - The Trooper

You'll take my life but I'll take yours too
You'll fire your musket but I'll run you through
So when you're waiting for the next attack
You'd better stand there's no turning back

The bugle sounds as the charge begins

But on this battlefield no one wins
The smell of acrid smoke and horses breath
As you plunge into a certain death

Oh oh oh

Oh oh oh

The horse he sweats with fear we break to run

The mighty roar of the Russian guns
And as we race towards human wall
The screams of pain as my comrades fall

We hurdle bodies that lay on the ground

And as the Russians fire another round
We get so near yet so far away
We won't live to fight another day

Oh oh oh

Oh oh oh

We get so close near enough to fight

When a Russian gets me in his sights
He pulls the trigger and I feel the blow
A burst of rounds takes my horse below

And as I lay there gazing at the sky

My body's numb and my throat is dry
And as I lay forgotten and alone
Without a tear I draw my parting groan

Oh oh oh

Oh oh oh
Compositores: Stephen Percy Harris

domingo, 14 de junho de 2020

Amadurecida em Barris de Carvalho

A Mahou Barrica é uma cerveja envelhecida em barris de carvalho e isso é perceptível no seu paladar, pois dá-lhe um gosto especial. 
Tem um aroma com notas caramelizadas, de aspecto é de cor âmbar transparente, com pouca retenção de espuma e carbonatação média. O paladar é algo adocicado e talvez tenha aqui algumas notas de madeira, uma vez que é envelhecida em barris. Tem um amargor no final de boca e 6.1% Vol.
É uma cerveja produzida pela Mahou que se distingue das demais.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Aprendiz de Cervejeiro


Ora continuando a série Steam Brew, iniciada em Receita de Ancião Cervejeiro, temos a continuação com o "Jovem" como é conhecido nas ruas, outrora um dos melhores alunos do mestre, mas quando apresentou a sua própria criação, que foi apelidada de pouco ética pelo seu professor, decidiu indignado, abandonar o país e viajar pelo mundo onde aprendeu muitas coisas novas. Arrependido e depois de saber da resistência decidiu regressar, e depois de pedir perdão, colocar-se ao lado dos combatentes da liberdade. A sua especialidade é a India pale Ale, cuja receita e fabrico desenvolveu nas suas aventuras e com a ajuda dos seu mestre.
Tem uma fantástica com âmbar e uma boa e persistente formação de espuma. Com uma explosão de aromas tropicais, cítricos e manga. Na boca sente-se a predominância do lúpulo, com uma graduação de álcool considerável (7,8%), e um amargor acentuado no final de boca e também algo seco. 
Receita arrojada do jovem aprendiz. Continua nos próximos capítulos...

domingo, 31 de maio de 2020

Ginger Beer

Desde que ouvi falar de uma Ginger Beer do British Bar fiquei com curiosidade em experimentar, para mais produzida ali. Bem mas enquanto não lá vou, comprei esta na Glood.
As cervejas de gengibre, geralmente não alcoólicas (a do British Bar acho que é), são feitas a partir da fermentação natural de um preparado de gengibre, leveduras e açucar.
As suas origens remontam ao comércio colonial de especiarias com o Oriente, e com as ilhas produtoras de açúcar no Caribe. Era popular na Grâ-Bretanha e nas suas colónias a partir do Séc. XVIII. Foram adicionadas outras especiarias e o seu teor alcoólico foi limitado a 2% pelas leis tributárias em 1855. (*)
Ora voltando ao presente, nesta ginger beer da marca "Old Jamaica" senti um forte sabor a gengibre e aquela sensação característica de picante na garganta, é turva de aspecto e pode-se dizer que assim à primeira vista estranhei um pouco, mas como foi a primeira vez, vou dar um desconto e provar mais umas, pode ser que se entranhe.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

La Roja

Acho bastante piada às edições Reserva da cerveja Alhambra, quer pela sua qualidade quer pelo design e imagem das garrafas, indo buscar algo de antigo que me faz recordar as velhas garrafas de vinho com vidro verde. Esta edição Reserva "Roja" também me lembra pelo seu nome, o epíteto da famosa selecção de futebol Espanhol, invencível pela sua táctica do "tiki-taka", e que ganhou Europeus e o Mundial de 2010. 
Um pouco da sua história conta-nos que esta empresa de cervejas foi fundada em 1925 na cidade de Granada e desde 2006 pertence ao grupo Mahou-San Miguel. (*)
A Cerveja tem uma boa retenção de espuma creme, corpo médio com uma bonita cor âmbar escura, quase cor de vinho, e com carbonatação média. Aroma a passas e frutos secos, o paladar tem um bom equilíbrio entre o malte e o amargor do lúpulo, com um final de boca seco, algo adocicado e suave, impondo-se no entanto os seus 7,2 % Vol. 
Em suma uma cerveja forte, agradável que se bebe muito bem.


quinta-feira, 21 de maio de 2020

Tuber Bock, cerveja artesanal com batata-doce de Aljezur

A cerveja "Tuber" tem uma particularidade que a distingue das demais; é feita com a adição de batata-doce, mais concretamente da variedade "Lira". Ora esta original ideia partiu dos mestres cervejeiros da "Marafada" (Silves); André Gonçalves, e da "Ale n´Tejo" (Sabóia); Sérgio Rodrigues para ser estreada no festival de batata-doce de Aljezur.
Foi com alguma curiosidade que fiz a prova da "Tuber" e foi com satisfação que constatei o sabor suave, algo adocicado e agradável desta receita. 
Com curta duração de espuma, apresenta uma cor âmbar escura e tem 6,5 % de Álcool (nada mau).
É baseada no estilo Dunkles Bock, que usa maltes de primeira qualidade, lúpulos clássicos e levedura típica deste estilo, para além da batata-doce lira, o tubérculo ex-líbris daquela zona do Algarve. (*1).
Apesar de achar que o design do rótulo poderia ser melhorado, tem uma rima engraçada e que passo a citar:

"Além do Tejo, distinta e demarcada
Nasce uma batata doce marafada
Cujas características excepcionais
Permitem uma cerveja diferente das demais

Não é por ser a mais gira
Mas pelo seu sabor doce e sensual
Que todos olham a batata lira
Como um pecado mortal

Dois cervejeiros inspirados
Tiveram uma ideia excepcional
Juntar a lira a maltes seleccionados
E fazer uma cerveja artesanal

Cada um deu o seu toque
Adicionaram lúpulos e que tais
e agora todos querem mais
Desta bela (Tuber) Bock"



sexta-feira, 8 de maio de 2020

Receita de Ancião Cervejeiro

Com uma das imagens mais originais que já vi no mercado, a Steam Brew (uma cerveja que se encontra à venda no lidl) tem também um site igualmente criativo a acompanhar.
Comecemos mesmo por aí e na sua homepage que vale a pena transcrever a apresentação: "No mundo pós-apocalíptico dominado pela tirania e barbárie quatro corajosos heróis lutam contra a lei seca imposta. Nas profundezas das catacumbas construíram as suas próprias produções artesanais com excepcional habilidade, amor ao detalhe e um acentuado espírito criativo, que resulta da sua inexorável vontade de sobrevivência. Às escondidas dos guardas, trabalham incansavelmente nas suas criações cervejeiras excepcionais. Para os "Quatro valentes" (como são chamados pelos seus simpatizantes), a produção de cerveja é mais do que um mero ofício." e continua, mas o resto da história ficará para "próximos capítulos".
Passemos então à cerveja, uma imperial Stout, especialidade do Ancião cervejeiro, o mestre e fundador da valente comunidade para combater a imposição desta lei seca. Usa um chapéu enterrado na cabeça para esconder um ferimento na cabeça, feito numa emboscada.
Ora tendo a forte receita (7,5% vol.)do mestre na mão, não demorei a degustar esta cerveja preta com formação de espuma creme e aroma a chocolate e a malte tostado. No paladar notas tostadas com final ligeiramente amargo e com corpo médio.