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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Desventuras na Moita do Ribatejo (Abbaye de Vauclair Ambrée)


Terceira ou quarta cerveja desta marca que bebo, e tenho-a sob boa consideração em qualidade/preço desde que a experimentei pela primeira vez. Estilo diferente tipo abadia que se enquadra muto bem nas que já bebi do gênero. Houve ali por momentos no aroma e sabor que me trouxe à memória uma notas de uma garrafa de rum velho misturado com coca cola que eu e os meus amigos e irmãos Jorge e Pedro compramos numa ida até à casa que os meus Pais tinham na Moita ao pé do parque. Curioso vir-me à memória aquela cuba livre. 
Sem o meu saudoso Pai saber roubei as chaves daquilo que pensava ser da casa. Mas naquela tarde/noite tinha tudo para correr mal.
Mal desembocamos no Barreiro depois de atravasarmos o Tejo, dirigimo-nos para a plataforma da antiga estação de comboios e entramos sem saber numa composição que se dirigia para as oficinas, peranta a incredulidade saltamos para fora com o comboio em velocidade lenta.

A icónica estação de barcos e comboios do Barreiro, por onde passaram tantas e 
tantas vidas no seu trajecto diário.Aqui recordarei sempre o meu Pai, assim 
como de algumas vezes em que por aqui passei com os meus amigos.
Fonte das imagens (*1), (*2)

Uma celebre locomotiva série 1400 da CP a puxar as famosas carruagens
vermelhas na zona do Barreiro, tentando imaginar aqui um pouco o começo
daquelas desventuras. Fonte da imagem: (*3)
 

Depois de finalmente chegarmos à Moita, fomos até ao posto de gasolina encher um jarrican de gasolina (pois comigo também tinha as chaves do Opel Kadett do meu Pai), e de seguida até à casa que tinhamos no parque, eis que descobrimos que a chave não servia. Meio desorientados, lá tivemos a felicidade de constatar que pelo menos as chaves eram do escritório onde o meu Pai tratava da contabilidade dos seus clientes na casa dos meus Avós, a qual dividia com o seu sócio. Tihamos acesso também à casa de banho, o resto estava trancado...Já não era mau.

Casa dos meus Avós e do meu Pai no Largo principal da Moita

Depois de mais uma dose de inconsciência ao andarmos às voltas com o carro e de o Jorge quase ter batido num poste, lá fomos pernotar ao escritório, onde depois de bebermos a garrafa de rum num unico copo para lavar os dentes partilhado pelo três, adormecemos desconfortavelmente nas cadeiras, até apanharmos de manhã cedinho o comboio e barco de regresso. 
Ainda tomamos o pequeno almoço na baixa, que foi o que correu melhor desta desvetura.

* Em homenagem ao meu grande amigo Jorge, que já partiu desta vida, deixo aqui esta música da sua banda predilecta que ele cantava tantas vezes e que marcou aquela época da minha amizade com ele.    

Das memórias desta história e passando à cerveja provada, tem uma bonita cor ambar com um dedo de espuma com retenção baixa. Translúcida e com boa carbonatação.
Aroma caramelizado e resinado 
Bom equilíbrio entre o amargor e o sabor licoroso. 
Os seus 6.7% ABV fazem bem o seu trabalho de aquecer num dia chuvoso de Março.
Expectativas mais uma vez não defraudadas com esta Abbaye de Vauclair.













quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Seleção 1927 American Wheat



Assim que os aromas saíram da garrafa desta American Wheat vi logo que estava com uma boa cerveja para beber.
Cor dourada quase âmbar e muito boa formação de espuma de dois a três dedos com retenção media-baixa.
Aroma frutado, herbal, malte e perfumado.
Sabor fresco,.cítrico,.frutado e bem lupulado com acidez.e amargor em final de.boca.
Com 5.5 % ABV e elaborada com malte de trigo apresenta-se com uma agradável sugestão desta edição limitada da família seleção 1927.


Este estilo é normalmente mais lupulado e sem dar os tradicionais sabores de cravo e banana das cervejas de trigo Alemãs, devido ao uso da cepa de levedura weizen (que não é usada na sua produção), mas que provavelemente os cervejeiros Americanos se inspiraram por ser uma cerveja de trigo não filtrada com a habitual aparencia turva. (*1)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Super Bock Seleção 1927 Barrel Aged (...e Espirito de Natais passados)


A 1927 lembra-me de certa maneira o jantar de Natal, mas os mais recentes, pois foi numa dessas celebrações à mesa em casa da minha irmã mais nova que levei uma garrafa de 75 cl. Creio que terá sido das primeiras edições há cerca de uma década. Recordo-me da boa sensação que me deixou com aquele sabor mais apurado de uma cerveja artesanal.
A época Natalícia é um período de que gosto muito, é sinônimo de felicidade e de celebração com a família, amigos e colegas. Toda a envolvência da árvore enfeitada, luzes, presépio e presentes remonta-me a Natais passados em casas onde vivi, seja em São Domingos de Benfica em que andava sempre a pedir dinheiro à minha querida Avó para comprar mais um efeito para a Árvore ou em Carnaxide em que só abrindo os presentes na manhã de Natal, acordava bem cedo (nem dormia bem) e corria e deslizava pelo corredor até abrir com enorme entusiasmo os embrulhos que por magia apareciam junto à árvore de Natal. É claro que eram lá postos pelo meu saudoso Pai, pela minha Mãe ou pelas minhas irmãs quando já estava deitado. Ainda me recordo de um guindaste ou de um Renault 4L amarelo que recebi. 

O prédio onde ficava o apartamento que passei alguns Natais

A esta época mágica para mim passada em família, associo também o clássico Conto de Natal de Charles Dickens, em particular uma versão que tinha em BD, salvo erro da editora Liber (a mesma dum outro que ainda conservo do Barão de Münchausen) e que hoje, dia de Natal, acabo de reler este delicioso conto de uma coleção de clássicos em BD da parceria Levoir/RTP.

Lado a lado: Uma reliquia do passado; "O Barão de Münchausen",
junto do recente que reli; O "Conto de Natal" de Charles Dickens


Não podia deixar de referir o coro infantil de santo Amaro de Oeiras que interpretava o popular "A todos um bom Natal" lançado em 1980, composto por César Batalha, que se tornou um verdadeiro clássico de Natal, que tantas vezes passava na nossa televisão Telefunken a preto e branco, e que quando ouço embala-me num agradável regresso ao passado. (*1)


Falando de um passado mais recente a marca 1927, apareceu em 2013 quando a 1ª edição foi lançada, em garrafas de 75cl, esta seleção de cervejas especiais ostenta o ano em que a marca Super Bock foi registada. Tendo já sido lançadas várias edições limitadas, existem no entanto quatro residentes nos supermercados em formato de 33cl (*2). Apesar de esta ser a primeira que aqui referenciada, já experimentei outras 1927 que terei oportunidade de falar noutras ocasiões, desta aposta bem conseguida da Super Bock acompanhada por uma excelente estratégia de marketing com copo próprio (estilo Teku) e formato de torneiras de pressão original. 
Cor âmbar, opaca, com um dedo espuma a inexistente. Sem retenção 
Aroma licoroso e caramelizado.
Sabor adocicado de notas a madeira, a bourbon e a uvas. licorososo, espirituoso e com alguma acidez, com ligeiro amargor final.
Uns belos 8% ABV.
Estava curioso com esta 1927 e depositava algumas espectativas, algo que não se veio a concretizar muito em termos de satisfação.
Nota-se que é uma proposta diferente por ser envelhecida em barricas de carvalho mas existe algo que não me seduz muito, penso que seja a acidez, algo que não me tem agradado em algumas 1927, mas que tenciono fazer segundas provas e reavaliações.



quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

The Crafty Brewing Red Ale


Terceiro estilo que bebo desta marca, comprada igualmente no Lidl, apresenta-se em rótulo vermelho o que condiz com o facto de ser uma red ale.
Esperava um estilo tipicamente característico da escola inglesa e de certa maneira não foi defraudado.
Cor rubi com formação de espuma bege de 1 de dedo e meio.
Aroma fantástico a malte tostado e com notas caramelizadas.
Sabor suave, um pouco aguado, mas com amargor acentuado e final seco.
Teor alcoólico a condizer com as típicas cervejas de estilo, Irish Red Ale.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Hip Hop IPA


Cerveja artesanal Italiana com um rotulo de cor tangerina muito engraçado e animado.  cor âmbar, semi turva, boa formação de espuma de dois a três dedos, retenção média/boa com lastro razoável no copo.
Aroma fantástico e fresco a toranja, ananás e notas cítricas. 
Sabor a toranja, notas herbais e amargor digno de uma IPA prolongado e com presença em final de boca. 
Carbonatação média com 6.1% ABV. 
Uma boa Italian Pale Ale da região da Emilia Romagna distribuida pela Target 2000, a mesma da Italian Pale Ale, de que já aqui fiz um post, igualmente comprada no Lidl. Fica a dúvida se não será a mesma.


sexta-feira, 6 de outubro de 2023

Tróia dos meus sonhos... (Cerveja Warrior IPA)


Foi com esta "Warrior" na bagagem que atravessei o belo rio Sado a caminho de Tróia para aproveitar um período, ainda que pequeno, de descanso e aquele que costumo chamar de primeiro banho da época balnear. 
Toda esta maravilhosa península banhada quer pelo rio Azul - assim se canta o nome do Sado da música que curiosamente a ouvi ao vivo pela primeira vez em Tróia  (*1) - quer pela águas do atlântico, é repleta de tão boas recordações e memórias passadas junto do meu Pai (o grande responsável por esta forte ligação a Tróia e Setúbal), da minha Mãe e das minhas irmãs. 

 Foto antiga da minha irmã mais velha junto do NSU Prinz do
 meu Pai naquilo que me parece ser o cais do Jardim da
 Beira Mar em Setúbal com Tróia no Horizonte

Diz-se que as primeiras memórias costumam ser a partir dos 3 ou 4 anos de idade, e eu tenho um flash de infância, a atravessar o Sado com os meus Pais num rapidíssimo Hovercraft em direção a Tróia, tenho a sensação de ter tido algum medo e alguma claustrofobia pelos assentos estarem numa cabine de passageiros mais baixa que o normal. De facto as peças encaixam-se na procura de informação sobre estas embarcações que faziam a ligação entre o jardim da beira-mar em Setúbal e Tróia, e que começaram a operar em 1971 por uma empresa ligada ao grupo Torralta, durante meia dúzia de anos, sendo o seu fim ditado pelas convulsões sociais, politicas e econômicas do período pós 25 de Abril que afetaram profundamente este grupo (*2)
Encontrei há pouco uma página no facebook intitulada "Setúbal do meu coração" (*3), que divulga deliciosas fotografia que me fazem viajar no tempo, e que ao meu pedido de permissão, gentilmente anuído pelo criador da página, aqui publico para me guiarem neste relato. 


Por volta da segunda metade dos anos 80, começamos a ir anualmente passar duas semanas a Tróia, naqueles tempos apesar de alguma degradação da Torralta (lembrou-me do casino abandonado), existia uma grande agitação devido ao enorme fluxo de Setubalenses no verão. Lembrou-me de ver o movimento de pessoas que vindo dos barcos, seguia pelas ruas ao longo das bandas, passava pelo cinema - onde também se realizava o Festroia, que contou com a presença de grandes nomes como Christopher Walken (*4) - e ao passar pelo supermercado se enfileirava a caminho da praia.


Comecei a passar férias na segunda metade dos anos 80, num dos apartamentos das torres, a vista era deslumbrante, e cá embaixo ao pé da recepção existiam umas salas de convívio onde estudei para os últimos exames de historia e matemática do 7º ano com a preciosa ajuda da minha Mae. Recordo ainda que havia um écran de TV grande cuja imagem era obtida através da mistura de projeção de feixes de luz vermelha, verde e azul, onde víamos com grande entusiasmo a telenovela brasileira "Roda de Fogo" com os actores Tarcísio Meira e Bruna Lombardi.


A maioria das vezes o meio de transporte era através do imponentes ferryboats, eram como pontes, o Renault 5 do meu Pai entrava por um lado e saia pelo outro, tal como das vezes em que o usei com os meus amigos, uma com o "velho general" o Opel Kaddet 1.2 do meu Pai, conduzido pelo meu amigo Pedro, ou o Renault 11 do avó do meu amigo Luís, que sem carta (é verdade, que inconsequentes) fomos até à Sol Tróia às tantas da noite. Uma vez, passava eu férias com as minha irmãs e o meu Pai e acordamos com uma manhã submersa em nevoeiro, que depois de se desvanecer, avistamos um ferryboat encalhado num banco de areia e até dava a ideia de se conseguir alcança-lo pela praia.


Tróia de outrora tinha um complexo de piscinas muito grande, tinha as do bico das lulas e as da Galé, onde íamos, dividida em dois quartos de circulo, onde existia uma plataforma de mergulho para os mais destemidos num deles. Recordo-me de existir um restaurante, e de uma vez em que foi gravado o programa de televisão "Clube dos amigos Disney" com o Júlio Isidro. pelo caminho via-se um comboiozinho com rodas que fazia o transporte até às piscinas da Galé.


Existia também uma pequena esplanada muito simpática num pequeno jardim entre as bandas, que eram os apartamentos mais baixos, e que tinha um parque infantil. Naqueles tempos não nos confinávamos apenas a Tróia, pois o meu Pai gostava de ir até ao Carvalhal onde se comia muito bem no restaurante do Sr. Avelino ou mesmo até Sines. 

Hoje em dia a Tróia está muito diferente daqueles saudosos tempos, mas ainda consigo sentir a magia quando lá estou, quando olho para aquele quadro azul do atlântico a perder de vista, de um céu recortado pela serra da arrábida e as suas praias, quando atravesso o ferryboat, ou quando passeio pelo extenso areal e olho para as torres, outrora Magnólia Mar e Rosa Mar, é um bálsamo para a minha alma.

O extenso e paradisíaco areal da praia de Tróia

Depois da alguma decadência do império da Torralta  (*5) e algum abandono, como o prédio (Hotel ? Casino ?) que ficou por construir, apenas habitado pela famosa comunidade de morcegos, veio a fase da Sonae (*6), da implosão de edifícios como aquele que falei agora, da reorganização de espaços verdes e reaproveitamento de alguns prédios, construção de uma marina e de moradias e casas só ao alcance de alguns, para além da deslocalização do cais de embarque/desembarque dos ferryboats ou do preço dos catamarãs. Bem se podem queixar os meus amigos Setubalenses, pois como é frequentemente dito, Tróia deixou de ser para o povo, que de alguma maneira ficou mais condicionado ao acesso daquele paraíso, e é agora dos que têm mais desafogo financeiro. De qualquer maneira quando lá vou ainda vejo alguma vida e um bom movimento dos barcos em direção às praias. 

Tróia nos dias de hoje

Como já referi foi uma óptima ideia ter levado esta cerveja que comprei no Lidl e que de certa maneira pelo rotulo com a imagem de um índio, é uma certa analogia àquilo que Troia já foi, uma península de natureza selvagem e bela, mas muito menos atualmente devido à mão do homem na exploração turística com alguns planos para o futuro de casas e resorts de luxo que temo virem a impactar negativamente em aspectos ambientais e visuais até.  

Já tinha experimentado a "Patriot", que penso ser do mesmo fabricante - ao que parece engarrafada na Hungria para o Lidl (*7) - desta "Warrior" IPA que se caracteriza por uma cor âmbar, turva, com um a dois dedos de espuma bege, retenção pouco douradora, deixando um rasto de espuma. Aroma maltado, caramelizado, e talvez a sultanas. Sabor de notas a rezina, biscoitos de manteiga (esta apreciação é uma novidade no blog) e com final de boca amargo e um pouco seco, que perdura. Com 6% ABV é uma cerveja que devido ao aroma e aquele gosto caramelizado, não se assemelha a meu ver a uma IPA, mas pronto é uma cerveja que se bebe especialmente com uma vista tão bonita e repleta de memórias tão boas e doces.

O mesmo local ? a mesma paisagem ?


(*1) https://gmcaapge.blogs.sapo.pt/rio-azul-8825

(*1) https://www.youtube.com/watch?v=fmCaCGhYNN0

(*2 ) https://setubalmais.pt/os-hovercrafts-do-sado/

(*2) https://www.youtube.com/watch?v=uwAWfpMhCUA

(*3) https://www.facebook.com/setubaldomeucoracao

(*4) https://arquivos.rtp.pt/conteudos/festival-internacional-de-cinema-festroia/

(*5) https://www.dn.pt/arquivo/2005/um-imperio-turistico-cheio-de-historias-620734.html

(*6) https://www.nit.pt/fora-de-casa/critica-troia-ainda-cheira-nossa-infancia-esta-diferente

(*7) https://www.eleconomista.es/nacional/noticias/11163900/04/21/Las-15-nuevas-cervezas-artesanas-de-Lidl-que-ya-se-pueden-comprar-a-un-precio-de-autentico-chollo.html


quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Abbaye de Vauclair IPA


Tendo já experimentado a Abbaye du Vauclair Imperiale, despertou-me a curiosidade esta IPA que vi no lidl e que desconhecia existirem mais estilos.
Depois de ter feito algumas pesquisas pela internet, lá se abriram um pouco mais as cortinas acerca da produção desta marca para o Lidl, e ao que parece quem está por trás é a conhecida cervejaria Francesa Brasserie Goudale (*1), da qual já tive oportunidade de experimentar a Goudale IPA, e que também produz a Belzebuth a qual ando a ver se a apanho por ai à venda. (*2)

Com 7% ABV é uma IPA forte. de Cor Amarelo escuro, alaranjado, âmbar também se poderá dizer, um pouco turva. Faz uma boa formação de dois a três dedos de espuma branca e uma retenção média que deixa um bom rendilhado no copo. Aroma frutado, cítrico, um pouco a toranja e maltado. Pelo paladar sobressai um gosto lupulado, logo tem um amargor acentuado e no final de boca talvez um pouco seco. É uma IPA um pouco diferente com um contraste entre o adocicado e o amargor, mas nota-se aqui que tem um certo adocicado. Uma referência de sabor a casca de laranja que faz parte da sua composição e o açúcar. 
Digamos que não é má, mas que corre o risco de poder tornar um pouco enjoativa por ser algo doce, especialmente se tivermos a beber uma garrafa de 75 cl que foi o caso. Mas pronto pela relação qualidade preço é uma cerveja até bastante razoável. 

(*1) https://www.rayon-boissons.com/actu-flash/distribution-lidl-met-en-avant-son-abbaye-de-vauclair-imperiale-en-biere-du-mois-49895

(*2) https://brasserie-goudale.com/

sábado, 5 de agosto de 2023

Zambujeira e a rota do Litoral (Abbaye de Vauclair)


É a terceira vez que experimento esta cerveja que me foi mostrada pela minha irmã e que eu provei pela primeira vez na Zambujeira do Mar, numa tarde de verão, no quintal de uma casa muito agradável que alugamos. A Zambujeira é um sitio de que gosto muito, uma vila pequena, acolhedora, simpática e com muita riqueza natural, praias belas e recônditas, escarpas sobre o mar com monumentais vistas para o oceano e um por do sol deslumbrante. 

Praia da Zambujeira do Mar

Quando vinhamos de Lagos o meu Pai gostava de fazer o caminho do litoral Algarvio e Alentejano bem cedo e a Zambujeira do Mar era quase sempre um local de paragem para tomar o pequeno almoço depois de passarmos por Aljezur, Rogil e Odeceixe era seguir por Vila Nova de Milfontes, Porto Covo, São Torpes e avistava-se Sines para depois entrar na estrada que ia para Troia, passava-se por Pinheiro da Cruz, Comporta, e daí entrar no ferry boat que atravessava o rio Sado ou azul como também é conhecido. Também acontecia fazermos o caminho inverso a caminho do Algarve. Era uma viagem arejada, com estrada coberta de sombras das árvores em alguns trajectos e não era tão saturante como ir pela A2 pois dava para ir vendo a paisagem e as belas vilas do sudoeste Alentejano e parar nalgum local. Há alguns anos fiz essa mesma viagem com a minha Mãe e os meus Tios. 

*Fontes das imagens (*1) (*2) (*3) (*4)

Infelizmente à data que escrevo estas linhas tem deflagrado um incêndio muito grande pelo concelho de Odemira que já fez arder muitos hectares daquela zona e estendeu-se ate Monchique. 
Mas voltando ao nosso tema central fiquei impressionado e gostei muito da garrafa de 75 CL. num preto baço. Não fazia ideia ao inicio que era comercializada apenas para o lidl, mas no que diz respeito à produção pouco mais sei do que vem na garrafa, cujo nome usado, Abbaye De Vauclair,  poderá ter referências a um mosteiro cisterciense fundado em 1134 por São Bernardo de Clairvaux a pedido de Barthélemy de Jur , bispo de Laon. E localizava-se no que é hoje a comuna de Bouconville-Vauclair  em França. (*5) Mas isto é apenas a associação que faço do nome da cerveja com a referida abadia que existiu ou seja sem confirmação de informações que pesquisei pela web.


A segunda vez que a experimentei foi num verão em Lagos e tinha uma ideia diferente na minha cabeça de que era uma cerveja loura, turva e eis que me deparo com uma cerveja de cor ruiva e aroma caramelizado.
É uma cerveja de cor âmbar, límpida, transparente com dois a três dedos de espuma branca, boa retenção e boa formação de espuma. Aroma malte, a caramelo, a rezina.
O sabor nota-se a presença dos 7,5% de álcool, uma cerveja a começar para o forte, um sabor caramelizado e com algum amargor no final de boca.
Na sua composição, que se pode ler na garrafa, é elaborada para além dos ingredientes habituais como água e lúpulo, tem a curiosa combinação de vários cereais como o malte de Cevada, trigo, centeio e aveia, mais xarope de glicose, extrato de coentros e de laranja. Que receita. 
Faz-me lembrar a Abadia da Super Bock, mas mais forte. 
Provei-a em boa altura porque já estava fora de prazo e tinha de fazer esta prova antes que começa-se a perder qualidade. 
É uma cerveja muito agradável de se beber mas fazia uma ideia diferente de quando a bebi nas primeiras vezes. 










quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Irish Craft Pale Ale


Volto a esta marca Irlandesa, depois de ter experimentado a excelente IPA, sendo que por isso as expectativas eram altas. Como já tinha falado nesse post, são exclusivas dos supermercados Lidl e foi de lá que trouxe esta ale Ale. O nome da cervejaria é a Rye River, que produz vários estilos desde 2013 com a chancela The Crafty Brewing Co.


De facto não tenho andando muito entusiasmado com as provas desde a morte da minha gatinha Jamilinha, para além de ultimamente não andar muito bem dos intestinos, o que fez com que bebesse esta cerveja já fora de prazo, mas mesmo assim ainda em perfeitas condições. Começo por dizer que é uma excelente cerveja, o que não era de esperar outra coisa desta marca dos rapazes de bigode, desta vez uma Pale Ale com 4,5% de cor dourada quase âmbar, excelente formação e retenção de espuma branca. Um pouco turva, Aroma frutado e fresco a citrinos, toranja e maracujá. Sabor frutado, refrescante e lupulado mas muito fácil de beber. Amargor em final de boca.
Uma Irlandesa que já ganhou uma medalha de prata e de bronze no world beer awards.
Não defraudou as minhas expectativas de maneira nenhuma.


segunda-feira, 22 de maio de 2023

Praxis e tradição cervejeira de Coimbra


Corria o ano de 2016 de boa memória e foi ali na pastelaria Flórida, que antes de ir jantar fora para ver um jogo de futebol na tv, experimentei ao balcão a Praxis Âmbar, recordo de na altura me ter agradado, uma cerveja de cor ruiva, encorpada e sabor acentuado servida numa garrafa com óptimo aspecto semelhante a uma garrafa pequena de vinho.


Passados sete anos voltei a bebê-la, fruto de uma oferta, e existia já essa prova de que voltaria a sentir o mesmo, mas eis que, inesperadamente não foi isso que senti, para minha desilusão. Foi uma cerveja um pouco diferente, penso que com menos graduação alcoólica, de cerca de 6% na altura para os 5,6% actuais, inclusive terei visto qualquer coisa na app ratebeer a confirmar isso. É uma cerveja produzida com água de Coimbra, cevada maltada, lúpulo e leveduras e 16 IBU. De cor âmbar e turva de carbonatação quase inexistente, formação de um dedo de espuma quase bege de pouca retenção e pouco duradoura. Aroma a açúcar caramelizado, caramelo, sultanas, talvez enchidos. Sabor a toffee, café, algo aguado, com acidez e amargor em final de boca que perdura. Como referi, fiquei com melhor impressão da primeira vez que a bebi, não sei se seria só pela diminuição do valor alcoólico ou alteração da receita.
Companhia de Cerveja de Coimbra
https://www.centralcervejas.pt/pt/sobre-nos/a-nossa-historia/

A cervejaria, fábrica e museu Praxis foi fundada por Arnaldo Baptista de 71 anos e veio devolver a Coimbra uma herança cervejeira, e mantém por esse motivo também, toda a história nas paredes do museu, desde a criação da companhia de cervejas de Coimbra em 1924, ao momento em que a cerveja substituiu o vinho nas tradições académicas e até aos primeiros passos da Topázio e Onyx. Apesar da ideia ter surgido nos anos 80 e ganhar forma nos anos 90, só em 2009 se tornou real. A ideia de criar a marca surgiu logo após o encerramento da última fábrica de produção de cerveja em Coimbra com o objectivo de preservar o património cervejeiro. A Praxis, gerida por Pedro Baptista, filho do fundador, produz 15 variedades e dispõe de diferentes marcas como é o caso das já citadas Topázio e Onyx, marcas adormecidas e que em 2017 voltaram a ser produzidas. (*1)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Reviver o passado em Palmela (Aldeana de Cacho Rosé)


A Aldeana de Cacho mistura dois mundos; o do vinho e o da cerveja e nasceu de uma parceria entre a cervejaria do Montijo e a Adega de Palmela. que depositaram nestas cervejas o equilíbrio entra as castas Portuguesas da península de Setubal e a liberdade criativa que a cervejeira apresenta, entre uma partilha de experiencias entre o cervejeiro Miguel Cáceres e o enólogo Luís Silva.
E foi assim que foram lançadas duas Aldeanas; uma de Cacho branco moscatel que conta com mosto de uva branca da casa Moscatel graúdo e a outra a de Cacho rosé Castelão que utiliza mosto de uva desta casta tinta. (*1).

Eu diria que é uma combinação curiosa de dois produtos distintos de duas terras do mesmo distrito de Setúbal, distrito esse que conheço alguns locais relativamente bem, uma vez que o meu Pai era da Moita do Ribatejo, e ora passeávamos por Setúbal, ora passávamos férias em Troia ou visitávamos Palmela, onde muitas vezes íamos almoçar ao "Retiro Azul", restaurante conceituado e de boas memórias de infância e adolescência, com boa comida, em que eu gostava de acompanhar com um Trinaranjus e a cereja em cima do bolo, que era a tão desejada tarte de amêndoa, isto enquanto olhava com atenção aos saudosos desenhos animados do "Dartacão e os três Moscãoteiros" na TV do restaurante e que eu adorava ver.


Cá fora, recordo também aquela deslumbrante imagem do Castelo de Palmela, e na minha imaginação as imagens de batalhas entre Cristãos e Muçulmanos pelas conquistas e reconquistas da povoação e do seu imponente castelo. Do lado oposto no jardim da alameda a curiosa, fascinante e bonita imagem de uma quinta (de seu nome Quinta dos Carvachos) com muitas laranjeiras, com uma mansão enorme, lagos e casa de caseiros, creio eu.



Depois destas boas recordações, vamos então à nossa Aldeana de Cacho, a de Rosé Castelão, gentilmente oferecida por uma colega de trabalho muito simpática. No seu rótulo podemos observar que é uma Portuguese Grappe Ale Castelão Fruit Sour, de cor âmbar, mas também de cor rosé, turva, praticamente sem formação de espuma, carbonatação média/baixa, embora ao inicio exista, mas vá desaparecendo. Com aroma a groselha, a vinho rosé e talvez a cerejas. No sabor nota-se acidez e sem amargor. Com uma graduação de 7,5%. é uma proposta diferente que não estava à espera, mas a cerveja artesanal permite-se a tudo e a fazer todas as experiencias que sejam aceitáveis. Na sua composição temos agua, malte de cevada e trigo (talvez para suavizar), uvas, lúpulo e levedura. 
É uma cerveja mas mais parece um vinho, porque o sabor que tem é praticamente de um rosé ou parecido. 
É mais uma sugestão no vasto mundo das cervejas artesanais.


(*1) https://grandeconsumo.com/adega-de-palmela-e-cerveja-aldeana-lancam-duas-cervejas-de-uva/

https://retiroazul.eatbu.com/?lang=pt

https://pt.wikipedia.org/wiki/Castelo_de_Palmela

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Matiné com aroma de memórias


A pretexto desta Matiné da Dois Corvos embalo para algo que me soa bem e me traz boas recordações: As Matinés, estas não eram só as do cinema à tarde, das quais eu gostava e ainda gosto muito, tantas e tão boas no cinema Império, para ver um Starwars, um Superman, uma Lenda da Floresta, filme pouco
conhecido do Ridley Scott com o Tom Cruise (*1), em que eu e os meus amigos vínhamos de São Domingos de Benfica como numa excursão ao centro da cidade, ou mesmo nos Alfas triplex e outros cinemas de Lisboa, mas também as matinés das discotecas (*2), como as do Crazy Nights em Picoas, em que juntamente com os meus saudosos e grandes amigos Nuno "Polaco" e Hugo Epifânio, lá parávamos num espaço a abarrotar de gente. Mais tarde, e às 4ª Feiras senão me engano, lá ia com o meu também saudoso e grande amigo Jorge Jardim, depois das aulas no Liceu D. Filipa de Lencastre, às matinés do Central Park, dentro do centro comercial São João de Deus, para num espaço com menos gente e mais confortável para mim, beber um (ou mais) copos de Pisang Ambon com sumo de laranja. 
Que saudades desses tempos meu deus, e que saudades de tantos locais e de tanta gente que partiu desses tempos, de um tempo em que como se costuma dizer era feliz e não sabia.
E aproveito para, com um brilhozinho nos olhos como diria o Sérgio Godinho, mudar a agulha para falar desta cerveja da Dois Corvos.
Trata-se de uma session IPA, que combina malte e aveia, assim como lúpulos mosaic e citra, usando-se o dry-hopping resultando num aroma e sabor de intenso perfil a citrinos e frutos tropicais. (*3)
Para mim é uma das melhores cervejas da Dois Corvos (que provei, é claro), é uma cerveja que se bebe muito bem, é leve, faz uma ótima formação de espuma branca de dois ou mais dedos, uma retenção douradora, de cor dourado escuro, quase límpida e algo turva. O aroma é fantástico a frutos tropicais, é fresco, cítrico, a ananas. Muito bom. Na boca tem essa leveza e facilidade de se beber, mas com amargor acentuado no fim, bem apurada e com personalidade. Com apenas 4.5 % ABV. Quanto à imagem tem o crivo das Dois Corvos, sempre com rótulos extremamente engraçados tanto o da renovada imagem com um urso com óculos 3D ? assim como o anterior em tons mais quentes.




(*2) https://www.dn.pt/vida-e-futuro/febre-de-sabado-a-tarde-vai-voltar-a-estar-na-moda-12488295.html

(*3) https://shop.doiscorvos.pt/products/matine-session-ipa

* Foto do Crazy Nights retirada do seguinte grupo do facebook:

https://www.facebook.com/groups/229079017219788/media



sexta-feira, 14 de outubro de 2022

Italian Pale Ale


E da Bella Itália chega-nos esta IPA. Comprada no Lidl e produzida em Riccione, uma comuna Italiana da região da Emilia-Romanha. 

O nome desta região fez-me lembrar o antigo grande prémio de formula 1 de São Marino em Imola  que regressou ao campeonato mundial em 2020 agora renomeado de GP da Emilia Romanha, e evidentemente marcado pela triste recordação e memória do trágico acidente do nosso saudoso e querido campeão Ayrton Senna em 1994. Ainda me recordo bem desses dias de comoção desde os fatídicos acidentes, pois nesse fim de semana também morreu em pista Roland Ratzenberger, até ao enorme funeral no Brasil no ultimo adeus do povo Brasileiro ao seu grande Tricampeão, e vencedor do seu 1º GP no Estoril à chuva. Para mim um dos meus pilotos favoritos de todos os tempos e um dos melhores do mundo, senão mesmo o maior. Inesquecível.

Mas voltando à cerveja, pouca informação consegui obter dela, portanto sem mais demoras vamos à minha avaliação: Não defraudou as minhas espectativas, correspondeu àquilo que eu estava à espera, é uma IPA muito boa de se beber com dois dedos de espuma branca, boa retenção, cor âmbar, alaranjado, turva. carbonatação média. Aroma a lúpulo com notas cítricas a limão e a toranja. sabor suave, acabando em final de boca com amargor e seco. Com 6.1% ABV. Excelente cerveja.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Riccione

http://target2000.net

https://www.ratebeer.com/beer/italian-ipa-pale-ale/276084/

sexta-feira, 13 de maio de 2022

Olha a Marafada


Ora cá está uma cerveja do meu Algarve, pois a minha família do lado materno é desta bela terra, Alcantarilha onde a minha Avó nasceu e Lagos onde nasceu a minha Mãe. Mas é no Algoz, onde também tinha primos, que vem esta Marafada, mais precisamente na Quinta dos Avós, na estrada do Algoz. Uma antiga casa agrícola, hoje transformada em pastelaria e café onde se podem provar os melhores doces tradicionais Algarvios saídos das mãos da D. Encarnação, mãe de André Gonçalves, um dos mestres cervejeiros que se juntou ao outro mestre cervejeiro Ruben Pires, para criarem a Marafada. (*1)
Marafada, é uma expressão muito usada no Algarve, que pode significar alguém irritado, mas também maroto ou travesso. Especialmente a mim recorda-me uma colega Algarvia, que lhe trato por Marafada. 
Já agora deixo aqui transcrito a seguinte quadra de um poeta popular Algarvio, de seu nome Gualdino Calçada e um dos primeiros a provar a cerveja: "Nasceste logo Marafada, serás assim a vida inteira, estás bem preparada, para dar muita rasteira".


Existem muitas propostas desta cervejaria Algarvia, duas das quais já experimentei como as originais Tuber Bock e Alcalar. (*2)
E foi exactamente no Algarve que a comprei. Trata-se de uma cerveja do estilo India Pale Ale. Cor âmbar escuro, turva, formação de espuma de dois dedos e retenção média e quase sem carbonatação. Aroma intenso, herbal, a lúpulo. Sabor frutado, a pêssego, toranja, com amargor bem acentuado e final de boca seco. Não me desiludiu esta IPA forte com 7.1% ABV e das melhores que já provei até hoje.

(*1) https://www.sulinformacao.pt/2015/07/ah-marafada-cerveja-algarvia/

(*2) https://www.marafada.pt/

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Doce Murmúrio


Permanecemos ainda pela Dois Corvos para avaliar a Murmúrio, que me fez recordar uma antiga canção dos Xutos numa altura que estava a cumprir serviço militar no Lar da Cruz Vermelha Portuguesa que tanto me marcou. Ora contava a letra de uma cidade com uma ponte de ferro apontada ao luar e de uma saudade do lar (na altura recordo o amigo a dizer que a música falaria de Paris, o que faz sentido). Nessa canção "Doce Murmúrio" havia uma parte assim: "Nessa cidade, numa outra noite, já perdido o olhar, ouviu um murmúrio, um doce murmúrio que o fez acordar, procurou por cima, por baixo das pontes, junto às portas ao fechar, por onde passou já só encontrou uma saudade no ar...Longe, longe tão longe do Mar".

E desse doce murmúrio passamos para esta cerveja que sussurra, fala baixinho e é discreta, mas sabe sempre bem. (*1) 


É uma American Amber Ale com 5.6 % ABV, elaborada com lúpulos americanos, de cor âmbar escuro, muito escuro, formação de um dedo de espuma bege com pouca retenção. Sem sedimentação e carbonatação por ai além. Aroma a malte e caramelo. Sabor idêntico a malte e caramelo. Final de boca sem grande amargor e final talvez seco. De corpo leve e equilibrada, mais uma boa cerveja da Dois Corvos.



(*1) https://shop.doiscorvos.pt/collections/permanentes/products/murmurio-american-amber-ale

(Braço de) Prata

E continuamos pela Dois Corvos, cervejaria perto da zona do Braço de Prata, precisamente para a prova desta...Prata. E no seu original rotulo, sempre com imensa piada, a Dois Corvos conta-nos a história de uma cavaleiro que em pleno sec. XVII, após perder o seu braço numa batalha engendra outro feito de prata. Bem eu diria que é mais consentâneo referir que aquela zona terá o seu nome devido à antiga fabrica de armamento do Braço de Prata, que produziu entre outras armas, a famosa G3. Mas alguém mais entendido nesta matéria o saberá melhor do que eu. (*1)  

Voltando a esta pilsner, a Dois Corvos, apresenta-nos esta receita com uma variedade de lúpulos Alemães de baixa percentagem de alfa-ácidos, que produziram intensos aromas herbais, provenientes do seu uso na fervura e Whirlpool. (*2)

Elaborada com malte pilsner, é uma cerveja de cor amarelo, aspecto turvo, com boa formação e excelente retenção de espuma branca. Aroma muito fresco, cítrico, a limão. Cerveja com paladar floral, um pouquinho de amargor, presença de acidez e carbonatação forte. Com 5.0 % ABV, esta Prata é uma excelente sugestão para os dias tórridos de verão.  

(*1) https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A1brica_de_Bra%C3%A7o_de_Prata 

(*2) https://shop.doiscorvos.pt/collections/permanentes/products/prata-pilsner