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segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

St. Bernardus Wit


E regressamos a uma marca que já aqui provei, desta vez para falar da St. Bernardus Wit uma tradicional cerveja não filtrada de trigo. Foi desenvolvida com a colaboração de Pierre Celis, o lendário mestre cervejeiro que conduziu ao ressurgimento da white beer na década de 60. É uma cerveja clássica e destinta com a sua atrativa cor amarelo-dourado, é famosa pelas notas picantes a coentros e laranja, com toques de cravo picante com fragrâncias frutadas e cítricas. Estas ervas picantes combinam com a cremosidade do trigo para produzir uma cerveja equilibrada. A sensação suave na boca produz uma adorável interação entre a doçura do malte e a acidez, criando assim uma sensação refrescante. (*1)


Assim depois desta apresentação no sitio da St. Bernardus, eis a minha singela avaliação: 
Uma cerveja de trigo tipicamente Belga, diferente das germânicas, de cor amarelo-escuro, turva, com boa formação e retenção douradora de espuma branca. Muito aromática , com notas a banana e aquele aroma balsâmico e floral tão característico das cervejas Belgas. Na boca é uma cerveja seca, algo amarga e acida. Boa carbonatação com 5.5% ABV. Muito refrescante.






quarta-feira, 14 de abril de 2021

St. Bernardus Abt 12 - Abbey Ale


A St. Bernardus Abt 12 é a cerveja mais conhecida da Sint-Bernardus e considerada uma das melhores cervejas do mundo. É uma quadrupel e fabricada de acordo com a receita original de 1946. Tem um aroma muito frutado, derivado a uma levedura especifica da cervejaria, uma cor escura, com espuma cor de marfim, é fácil de beber devido ao sabor encorpado e macio, com um perfeito equilíbrio entre o amargo  e doce.

No inicio do sec. XX, os Trapistas fugiam de Catsberg (Mont des Cats) para Watou, onde fixaram residência na fazenda "Patershof", a poucos passos da actual cervejaria, e onde a renomearam como "Refuge de Notre Dame de St. Bernard" para a produção de queijo. A mudança deveu-se aos impostos que tinham de pagar em França. 

Ente 1930-1934, as actividades monásticas regressaram a França após um apaziguar com as comunidades religiosas e assim a fábrica de queijo foi adquirida por Evarist Deconinck.

Não muito depois da 2ª grande guerra, Deconinck foi convidado pelos monges Trapistas de Westvleteren para produzir e comercializar as suas cervejas sob licença, e foi então que o mestre cervejeiro Mathieu Szafranski levou não só o seu know-how, como recetas, assim como a famosa levedura St. Sixtus enquanto uma nova cervejaria era estabelecida ao lado da fábrica de queijos. 

Em 1992, o acordo expirou, uma vez que as cervejas trapistas decidiram atribuir o rótulo de"cerveja trapista autêntica" às cervejas produzidas exclusivamente dentro de uma abadia e a partir de então passaram a ser comercializadas com a marca St. Bernardus. (*1) (*2)

Na prova que fiz, achei uma cerveja de cor escura com reflexos rubi, espuma bege consistente, duradoura e de boa formação. Aromas a açúcar amarelo e caramelo. Na boca alguma acidez e final de boca com algum amargor. Com 10% ABV, mas muito bem camuflado. 

(*1) https://www.sintbernardus.be/en/brewery/history

(*2) https://en.wikipedia.org/wiki/St._Bernardus_Brewery