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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Seleção 1927 American Wheat



Assim que os aromas saíram da garrafa desta American Wheat vi logo que estava com uma boa cerveja para beber.
Cor dourada quase âmbar e muito boa formação de espuma de dois a três dedos com retenção media-baixa.
Aroma frutado, herbal, malte e perfumado.
Sabor fresco,.cítrico,.frutado e bem lupulado com acidez.e amargor em final de.boca.
Com 5.5 % ABV e elaborada com malte de trigo apresenta-se com uma agradável sugestão desta edição limitada da família seleção 1927.


Este estilo é normalmente mais lupulado e sem dar os tradicionais sabores de cravo e banana das cervejas de trigo Alemãs, devido ao uso da cepa de levedura weizen (que não é usada na sua produção), mas que provavelemente os cervejeiros Americanos se inspiraram por ser uma cerveja de trigo não filtrada com a habitual aparencia turva. (*1)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2024

Super Bock Seleção 1927 Barrel Aged (...e Espirito de Natais passados)


A 1927 lembra-me de certa maneira o jantar de Natal, mas os mais recentes, pois foi numa dessas celebrações à mesa em casa da minha irmã mais nova que levei uma garrafa de 75 cl. Creio que terá sido das primeiras edições há cerca de uma década. Recordo-me da boa sensação que me deixou com aquele sabor mais apurado de uma cerveja artesanal.
A época Natalícia é um período de que gosto muito, é sinônimo de felicidade e de celebração com a família, amigos e colegas. Toda a envolvência da árvore enfeitada, luzes, presépio e presentes remonta-me a Natais passados em casas onde vivi, seja em São Domingos de Benfica em que andava sempre a pedir dinheiro à minha querida Avó para comprar mais um efeito para a Árvore ou em Carnaxide em que só abrindo os presentes na manhã de Natal, acordava bem cedo (nem dormia bem) e corria e deslizava pelo corredor até abrir com enorme entusiasmo os embrulhos que por magia apareciam junto à árvore de Natal. É claro que eram lá postos pelo meu saudoso Pai, pela minha Mãe ou pelas minhas irmãs quando já estava deitado. Ainda me recordo de um guindaste ou de um Renault 4L amarelo que recebi. 

O prédio onde ficava o apartamento que passei alguns Natais

A esta época mágica para mim passada em família, associo também o clássico Conto de Natal de Charles Dickens, em particular uma versão que tinha em BD, salvo erro da editora Liber (a mesma dum outro que ainda conservo do Barão de Münchausen) e que hoje, dia de Natal, acabo de reler este delicioso conto de uma coleção de clássicos em BD da parceria Levoir/RTP.

Lado a lado: Uma reliquia do passado; "O Barão de Münchausen",
junto do recente que reli; O "Conto de Natal" de Charles Dickens


Não podia deixar de referir o coro infantil de santo Amaro de Oeiras que interpretava o popular "A todos um bom Natal" lançado em 1980, composto por César Batalha, que se tornou um verdadeiro clássico de Natal, que tantas vezes passava na nossa televisão Telefunken a preto e branco, e que quando ouço embala-me num agradável regresso ao passado. (*1)


Falando de um passado mais recente a marca 1927, apareceu em 2013 quando a 1ª edição foi lançada, em garrafas de 75cl, esta seleção de cervejas especiais ostenta o ano em que a marca Super Bock foi registada. Tendo já sido lançadas várias edições limitadas, existem no entanto quatro residentes nos supermercados em formato de 33cl (*2). Apesar de esta ser a primeira que aqui referenciada, já experimentei outras 1927 que terei oportunidade de falar noutras ocasiões, desta aposta bem conseguida da Super Bock acompanhada por uma excelente estratégia de marketing com copo próprio (estilo Teku) e formato de torneiras de pressão original. 
Cor âmbar, opaca, com um dedo espuma a inexistente. Sem retenção 
Aroma licoroso e caramelizado.
Sabor adocicado de notas a madeira, a bourbon e a uvas. licorososo, espirituoso e com alguma acidez, com ligeiro amargor final.
Uns belos 8% ABV.
Estava curioso com esta 1927 e depositava algumas espectativas, algo que não se veio a concretizar muito em termos de satisfação.
Nota-se que é uma proposta diferente por ser envelhecida em barricas de carvalho mas existe algo que não me seduz muito, penso que seja a acidez, algo que não me tem agradado em algumas 1927, mas que tenciono fazer segundas provas e reavaliações.



terça-feira, 4 de outubro de 2022

Super Bock Oktober Edition Helles


Não, ainda não foi desta que a Super Bock conseguiu uma receita que me agradasse no que toca a edições da Oktober edition, pelo menos com a qualidade que já demonstrou na excelente edição comemorativa dos 90 anos e a condizer com a grande qualidade da maior parte das cervejas produzidas na Baviera. É certo que não sou conhecedor de muitas cervejas do estilo Helles, mas por exemplo quando equiparada com uma Spaten Helles deixa muito a desejar.

Já agora a título de curiosidade, Helles é um estilo de cerveja tradicional de Munique, de cor amarelo médio a ouro claro, com sabor a cereais e malte pilsen predominante e com amargor baixo a médio-baixo. (*1). Precisamente este é o estilo que os mestres cervejeiros da Super Bock tentaram recriar para esta segunda edição que é caracterizada por cor dourada, espuma cremosa e persistente, apresentando-se com um perfil maltado e doce, e o toque amargo dos lúpulos de notas herbais e cítricas. (*2) 

É pois de louvar a continuidade destas edições especiais pela Super Bock, que muito aprecio, e concretamente em relação a esta grande festa Alemã é das poucas marcas no nosso país a fazê-lo, mas confesso que depositava algumas expectativas nesta cerveja, já que a anterior não me tinha agradado, e apesar de ser um pouco melhor que a antecessora Märzen, ainda não foi desta que consegui afastar mais uma desilusão. 

É uma cerveja de cor dourada, com boa formação de espuma branca, carbonatação baixa, aroma característico do selo Super Bock, facilmente reconhecido por este aroma a malte, um pouco cítrico e herbal talvez. Sabor a malte, mas seco com amargor no fim, parecendo existir um certo desiquilíbrio entre o sabor do malte e o amargor. A informação do rotulo também deixa a desejar, pois tive de por os óculos para ver a informação da graduação alcoólica (4,9 % ABV). Apesar disso tem um rotulo bonito. 

Volto a frisar que é uma ideia engraçada da marca de Leça do Balio, mas continuo a ficar um pouco com as expectativas defraudadas, e isto muito por culpa da edição dos 90, porque depois desta fasquia elevada tudo o que veio depois (Oktober e Christhmas editions) não atingiram aquela qualidade, e atenção nada contra a Super Bock que sempre adorei e quem me conhece sabe bem a preferência que tive ao longo de muitos anos, de maneira que espero que continuem com estas edições e cá estarei para experimentar as próximas edições especiais.


(*1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Helles

(*2) https://www.superbockgroup.com/produto/super-bock-oktober-edition-helles/ 



quinta-feira, 21 de abril de 2022

Super Bock Christmas Brew - Receita de Natal


Mais uma original ideia da Super Bock, em linha com o que já fora feito com a Oktober Edition e à semelhança com outras cervejarias que durante a época festiva de Natal têm as suas edições especiais; casos da Delirium Christmas (Noël) ou da St Bernardus Christmas Ale. (*1).

Apenas disponível durante 8 semanas no periodo de Natal, é uma cerveja de duplo malte produzida com malte pilsner, que lhe confere equilíbrio de corpo, e malte Brown que lhe dá o sabor rico a biscoito e caramelo (*2)

Quanto à prova, esperava melhor sinceramente, não foi uma desilusão como a edição da Oktober Fest do ano passado, da qual não gostei, esta Christmas Brew é um bocadinho melhor. É uma cerveja de cor Âmbar com formação razoável de dois dedos de espuma branca, boa carbonatação, aromas a caramelo e malte tostado. Na boca o mesmo sabor mas com com amargor no final de boca. com 5,7% ABV. Apesar de tudo não se afasta do muito do sabor característico da Super Bock, mas já experimentei edições melhores desta marca, como a excelente edição comemorativa dos 90 anos. Espero que para o ano melhorem a receita e que não passe apenas de um produto de marketing que foi efetivamente melhor como comprova este divertido sketch comercial com referências à sua grande concorrente.

(*1) https://centralbrew.com.br/blog/cervejas-especiais-de-natal-conheca-9-rotulos/

(*2) https://www.superbock.pt/cerveja/super-bock-christmas-brew/


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Coruja IPA


Com uma forte aposta na imagem e marketing, a Coruja apresenta-se como reposta ao aumento do interesse em cerveja artesanal no mercado nacional. Tendo já oportunidade de provar a American Amber Lager e a Session Season (que com muita pena minha deixou de ser comercializada), apresento a India Pale Ale. Ao contrário da American Amber, que incide mais numa cerveja de estilo maltado, a IPA incide, como é característico deste género, num sabor lúpulado. Escura, amarga, com ingredientes 100% naturais e aroma e sabor acentuados pela técnica do dry Hopping. (*1)

Como referi existe aqui uma componente grande de imagem, como é exemplo; o site próprio com a explicação do processo de produção (*2), e a sua colecção de rótulos pensados para uma experiencia de realidade aumentada através de uma app descarregada para o smartphone.(*3) 


É uma cerveja de cor âmbar transparente, com boa carbonatação e formação de espuma, com retenção não muito duradoura. Aroma com notas a especiarias, sobressaindo o lúpulo. Sabor igualmente lúpulado com final de boca com amargor acentuado. Com 6 % ABV.  Faz jus ao estilo IPA e à conceituada marca portuguesa.

(*1) https://www.superbockcoruja.pt/corujas/india-pale-ale/

(*2) https://www.superbockcoruja.pt/processo/

(*3) https://www.colecaocoruja.com/


sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Coruja American Amber Ale


A Coruja foi lançada pela Super Bock devido ao crescente interesse e curiosidade dos consumidores na cerveja artesanal, e que surge numa linha de inovação que a empresa tem seguido nos últimos anos, sobretudo através da gama Seleção 1927, como é referido nesta notícia pelo director de Maketing da Super Bock Group (*1)

Com ingredientes 100% naturais, as cervejas Coruja distinguem-se pelo carácter especial ao serem produzidas utilizando a técnica de dry hopping, que consiste no adicionar tardio do lúpulo ao processo de fabrico o que intensifica o aroma e a experiencia sensorial. (*1)

Foram inicialmente lançados três estilos: A Session Saison (que já tive oportunidade de a experimentar há coisa de ano e meio, tendo-me agradado bastante, mas tenho pena que tenha saído do mercado), a India Pale Ale e a American Amber Ale, que abordarei neste post e que é nos apresentada com uma afinidade harmoniosa entre o caramelo e o malte tostado. (*2)

Ora, na prova que fiz, fez uma boa formação de espuma com cerca de 1 a 2 dedos, embora pouco duradoura, apresentando uma cor âmbar com boa carbonatação, aroma frutado e também notas cítricas. No paladar um sabor lúpulado, acentuado pela técnica do dry hooping e final de boca com amargor acentuado e uns 5,3% ABV. 

Em suma, uma cerveja agradável de se beber. 

(*1) https://www.revistadevinhos.pt/noticias/coruja-e-a-nova-marca-da-super-bock-para-cervejas-especiais

(*2) https://www.superbockcoruja.pt/corujas/american-amber/


sábado, 31 de outubro de 2020

Super Bock Oktober Edition Märzen


A Super Bock tem tido nos últimos anos ideias inovadoras que saem das suas linhas de produção para surpreender os consumidores de cerveja. Recordo por exemplo a excelente edição comemorativa dos 90 anos, da qual tenho pena que tenha sido limitada, mas cá fico a aguardar, se tudo correr bem até lá, que lancem uma dos 100 anos. Mas voltando às ideias inovadoras, esta edição Oktober é um bom exemplo disso, e não me recordo de em Portugal ter sido alguma vez lançada uma cerveja nacional a comemorar a famosa festa Alemã.

É uma recriação do estilo de cerveja tradicional Alemão Märzen, que foi produzido originalmente, para celebrar o fim das colheitas, e servido em 1872 pela primeira vez naquela que se veio a tornar na maior festa mundial de cerveja. (*1)

Com um rótulo engraçado, tendo os padrões de cores azuis da Oktoberfest, é uma ideia muito agradável, que no entanto não acompanhou as expectativas que eu depositava nela, ou seja é uma cerveja com uma cor âmbar e uma boa formação de espuma creme (Beneficiada aqui pela estreia da minha caneca Super Bock), um aroma a notas de caramelo, que me fizeram lembrar um pouco a Super Bock Abadia, mas que depois no gosto soube-me um pouco a desilusão, que não sei bem explicar, tem um final de boca amargo, só que o sabor é um pouco desagradável, parece-me que há aqui um certo desequilíbrio entre os maltes e os lúpulos, dá ideia de qualquer coisa não ter corrido bem, lembrando-me uma Abadia, mas mais descuidada. 

Segundo a Super Bock, foi usado maltes selecionados e lúpulos nobres Alemães, mas repito, é uma combinação que não me parece ter corrido lá muito bem.

Eu gosto muito da Super Bock e quem me conhece sabe disso, e tem saído excelentes receitas da fábrica de Leça do Balio, mas em relação a esta edição que só vai estar disponível durante algum tempo, espero que para o ano, caso seja novamente lançada, que a sua receita seja efetivamente melhorada. 

(*1) https://www.superbock.pt/pt/pt/products/#super-bock-oktober-edition?modal=super-bock-oktober-edition-read-more