sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Dark Phoenix


Não só temos Grimbergen em dose dupla (ver post anterior) como também temos uma Double Ambrée, uma cerveja de Abadia Belga, com carácter de frutas maduras e marcadamente maltada, com boa acidez. De perfil perfumado cativante e licoroso, equilibrada entre o amargo e os aromas maltados e florais. (*bonito cartão de visita na store da Super Bock).

Tendo já contado um pouco da sua história, gostava de deambular pela sua imagem de marca; A Fénix. Segundo a mitologia Grega era um pássaro que quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, ressurgia das próprias cinzas. outra característica era a força, o que lhe permitia carregar cargas muito pesadas enquanto voava, contando algumas lendas que chegaria a transportar elefantes. Finalmente poderia transformar-se numa ave de fogo. (*1)

Mas como grande fã de comics não poderia deixar passar também a excelente Saga da Fénix Negra, escrita e desenhada respectivamente pelos lendários Chris Claremont e David Byrne para a Marvel e um marco na história dos X-Men. (*2)

A minha prova: de cor âmbar escuro, avermelhado diria também, com boa formação e excelente retenção de espuma bege, com 6,5% ABV, não muito forte. Aroma a caramelo, talvez frutos secos e sultanas. Sabor a malte, açúcar caramelizado, que faz parte da sua composição, açúcar amarelo e com final de boca seco a combinar com algum amargor, mas apesar de encorpada, é uma cerveja muito fácil de beber e diferente da irmã Blonde. Bastante agradável de se beber

* https://store.superbock.pt/pt/pt/cerveja-grimbergen-double-ambree

(*1) https://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%A9nix

(*2) https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Saga_da_F%C3%AAnix_Negra


quarta-feira, 14 de setembro de 2022

Fénix renascida


Tal como na mitologia Grega em que a Fénix renasceu das cinzas, os monges da abadia de Grimbergen a norte de Bruxelas ressuscitaram a cerveja que estava "morta" há 220 anos, usando a mesma receita antiga.
Mestres cervejeiros desde o Sec. XII, conta-nos a história que durante um momento de aflição durante a revolução Francesa e antes que a biblioteca fosse destruída esconderam livros com receitas num local secreto (um buraco escavado na parede) e escapar dessa forma à destruição de um incêndio. Quando a Abadia de Grimbergen voltou a funcionar e apesar dos livros recuperados, a receita não voltaria a ser produzida. Com o passar do tempo deixaram de produzir cerveja, de a saber fermentar e até há bem pouco tempo nem sabiam onde estavam os livros. Uma vez localizados depararam-se com outro problema, como estavam escritos em Latim e Holandês antigo perceberam que tinham deixado de saber ler as receitas. Após quatro anos de investigação foi possível recuperar a receita e ressuscitar a cerveja, com os ingredientes naturais e os métodos de fabrico de antes, mas adaptada ao gosto do consumidor do XXI, porque a cerveja que se consumia há dois séculos era mais ou menos como pão liquido. (*). 
O mosteiro foi fundado no ser. XII e ardeu três vezes. Por ter ficado em cinzas, mas nunca ter desaparecido faz-se representar por uma Fénix.



Ora bem então passemos à prova que fiz da Grimbergen Bonde, comercializada pelo grupo Carlsberg, e distribuída em Portugal através da Superbock (Corrijam-me se estiver errado). É uma cerveja de fermentação alta com um rótulo bastante bonito da fénix. Cor âmbar, com um dedo de formação de espuma branca, boa retenção apesar da espuma descer mais depressa que esperava, carbonatação média, aroma floral, caramelizado, e também a banana. Sabor adocicado a caramelo, e final de boca com algum amargor e seco, característico das cervejas Belgas, e embora diferente, faz-me lembrar de alguma maneira a leffe. Cerveja bastante agradável com 6.7 % ABV. 

https://www.dn.pt/mundo/a-cerveja-estava-morta-ha-220-anos-e-os-monges-ressuscitaram-na-10929945.html

sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Mac Mahon (2M)


E assim chego ao 100º post deste blog, muito bem assinalado e representado por esta Moçambicana, a 2M. 
Concebida na CDM - Cervejas de Moçambique, a 2M começou a ser produzida em 1965 em Maputo, e o seu nome deve-se em homenagem ao ex-presidente Francês Marie Edmé Patrice Maurice, Conde de Mac Mahon, que enquanto presidente de França decidiu em 24 de Julho de 1875 a favor de Portugal numa disputa com a Grã-Bretanha relativamente à posse da região sul de Moçambique (*1).


Para além do nosso Pais e da Africa do Sul é também vendida em Inglaterra (em parceria com a cadeia de restaurante "Nandos". É ainda patrocinadora do Moçambola, o campeonato Moçambicano de futebol. (*2)


É uma cerveja de cor dourada, clara, transparente, formação de espuma branca, com retenção pouco duradoura e boa carbonatação. Aroma a fazer lembrar pão. O sabor é leve, bastante leve até (também só tem 4,5% ABV) suave, adocicado e com ligeiro travo de amargor no fim. É refrescante (bebia-a num dia em que esteve bastante quente) e é boa de se beber quando o calor aperta. (Imagino que nos dias mais quentes em Moçambique saiba muito bem) É uma garrafa que apresenta um rotulo e uma imagem engraçada.