segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Choufee Soleil - Marcel e Malcom em dias de sol


A história da cervejaria Achouffe começa em finais dos anos 70 no meio do Vallée des Fées (O vale das fadas), quando dois cunhados; Pierre Gobron e Chris Bauweraerts decidem criar a sua própria cervejaria numa garagem, onde a primeira produção de 49 litros viu o nascer do dia em Agosto de 1982. Inicialmente considerado um hobby, a cervejeira Achouffe tornou-se um trabalho a tempo inteiro, quando os dois cunhados adquiriram a fazenda onde haviam produzido a cerveja há quatro anos.

A imagem de marca são os seus simpáticos Gnomos, e à medida que a cervejaria cresceu, aumentaram também a família de Gnomos; Ao Marcel (La Chouffe) e Malcom (Mc Chouffe), juntou-se o Matthew (Houblon Chouffe) e Micheline (Cherry Chouffe), cada um com as suas próprias histórias e características (*1)


Uma cerveja que nos é apresentada como delicada, frutada e refrescante, com maltes de cevada, trigo e centeio, com aromas a baunilha e sabugueiro. Sabores cítricos de tangerina e lima, realçados com um toque de baunilha e notas apimentadas (*2)
Podemos considerá-la  como uma cerveja Belga de verão, tais são as referencias do rotulo e o sabor refrescante. De cor amarelo, turva e com resquícios da fermentação própria das cervejas de trigo. Boa formação e retenção algo douradora de espuma branca, uma fragrância como já senti em outras cervejas Belgas, com aromas de banana, notas cítricas e abaunilhadas, sabor agradável, suave, macio e ligeiro amargor com 6% ABV. Boa carbonatação, ligeira acidez. 
Diferente daquilo que estava à espera.

(*1) https://chouffe.com/en-gb/our-brewery/chouffe-story/

(*2) https://chouffe.com/en-gb/beers/chouffe-soleil/


sexta-feira, 18 de junho de 2021

Erdinger - Elaborada segundo as leis de pureza


Já há algum tempo que queria falar da Erdinger Weissbier, uma das primeiras cervejas estrangeiras que conheci e bebi. Faz-me recordar bons momentos em que a bebi numa casa bela antiga que morei, mas também de uma noite em que eu e o meu grupo de amigos fomos a pé até aos Campos Mártires da Pátria, onde se realizava uma Oktoberfest no jardim, organizado, pelo Instituto Goethe e outras entidades. Foi muito animado, com tendas montadas, comida típica Alemã como as tradicionais salsichas e claro está uma das rainhas daquele evento, era a Erdinger senão me engano. Recordo-me de ter bebido algumas e de voltarmos (já aquecidos) novamente a pé para casa.
Pena que depois nunca mais voltaram a fazer esta festa no jardim público. (ainda organizaram mas no jardim dentro do próprio Instituto.) (*1)

Tal como foram muito agradáveis esses momentos, é igualmente muito agradável beber uma Erdinger, uma cerveja refrescante, de cor dourada e turva, naturalmente como são as cervejas de trigo, com uma boa formação e retenção de espuma branca, duradoura especialmente se for no seu próprio copo. Uma cerveja com boa carbonatação, com um fantástico aroma a banana e sabor idêntico, muito equilibrado, suave, sem amargor acentuado, diria até adocicado e que se bebe muito bem, com 5.3% ABV, e elaborada sob a égide da Reinheitsgebot (lei de pureza da cerveja). (*2)
Uma das minhas cervejas de eleição.

(*1) http://lisboa-livre.blogspot.com/2010/09/24-26-de-setembro-2010-oktoberfest.htm

(*2) https://blog.famigliavalduga.com.br/lei-da-pureza-alema-como-ela-influencia-na-qualidade-das-cervejas/

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Erdinger Dunkel


A Erdinger Dunkel é uma weizen escura com paladar adocicado devido ao facto dos maltes serem mais tostados e de aroma complexo fruto da mistura de aromas a banana e cravinho das weizen tradicionais. (*1)

Fundada em 1886 na região da Bavaria, por Johann Kienl, a Erdinger Weissbraü dá inicio ao seu percurso de sucesso como produtora de weisenbier -  weizen (=Trigo). A família Brombach foi a principal impulsionadora da cerveja como a conhecemos hoje em dia. O Sr., Franz Brombach tomou posse da cervejeira em 1950, passando o seu legado para o seu filho em 1975, e até hoje, o Sr. Werner Brombach gere a cervejeira para que a tradição, qualidade e notoriedade associadas à marca Erdinger, permaneçam intactas nos mais de 70 países em que está presente. (*2) 

Esta cerveja de trigo é uma cerveja de cor castanho escuro com uma excelente formação e retenção de espuma cor marfim. Aromas a banana e malte. Na boca sente-se a suavidade do malte de trigo e uma doçura no final de boca. Uma excelente cerveja com 5% ABV produzida segundo as leis da pureza da Baviera.

() https://www.clubedomalte.com.br/Produto/cerveja-erdinger-dunkel-garrafa-500ml-76769 

() http://www.dcnbeers.com/brands/erdinger

https://de.erdinger.de/biere/dunkel.html

terça-feira, 25 de maio de 2021

Hala Madrid


"Hala Madrid !" É com esta expressão, entoada pelos adeptos do Real Madrid no Santiago Bernabéu, em resposta ao repto lançado por Cristiano Ronaldo aquando da sua contratação, que aqui falo sobre a cerveja Mahou, também ela patrocinadora não só do Real como do Atlético.
É uma marca centenária, que em 1890 contava já com três variedades de cerveja: A Munich, A Pilsen, e a Pilsen especial.
Vale então a pena contar um pouco mais da sua história, que no seu rotulo entre 1900 e 1920 já referenciava dois prémios conquistados pela cerveja "Filhos de Casimiro Mahou", e algumas curiosidades museológicas, como a arca de madeira de 1890, para servir cerveja, e que no seu interior encontrava-se uma bobina que servia de conduta para levar a cerveja até ás torneiras. Água, gelo e sal eram os elementos incluídos para a refrigerar. 


Curiosa é ainda a "torneira Ceres" de 1970, decorada no topo com a figura da deusa da agricultura "Ceres" e cujo mecanismo de dois movimentos, um de saída da cerveja e o outro de espuma, ainda subsiste nos nossos dias. Mas estas e outras curiosidades como a torneira cerâmica podem ser encontradas no site da Mahou. (*1)
Ora então e o que dizer da Mahou, a cerveja de Madrid (vou-lhe chamar assim); É uma cerveja de cor dourada com formação de dois dedos de espuma, retenção média que deixa um "rendilhado" no copo. Aroma a malte e talvez um pouco de milho. O sabor é idêntico com final de boca com algum amargor. Com cerca de 5,5% ABV é uma cerveja refrescante que casa muito bem com as tapas Madrilenas, ideal para os dias tórridos desta grande cidade e capital de Espanha.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

O Lúpulo é quem mais ordena


Resultado da colaboração entre a Barona e a Aroeira, a "Vila Morena" chegou ao mercado em 2017 para homenagear Salgueiro Maia. É uma edição limitada e que todos os anos em que Abril se avizinha começa a sua produção. Ora o capitão de Abril que liderou os militares que cercaram o quartel do Carmo, nasceu em Castelo de Vide, no Alentejo, muito perto de santo António das Areias, onde se localiza a cervejeira Barona onde é produzida esta cerveja. Tem uma ilustração do artista Pedro Loureiro,  onde Salgueiro Maia aparece com uma espingarda, em que na vez do tradicional cravo vermelho que simboliza a revolução, aparece uma flor de lúpulo, usada no fabrico da cerveja. 
O "lúpulo é quem mais ordena, ostentando uma revolução de aromas a citrinos e pinho" (*1), (*2)
É descrita como uma India Brown Ale, de cor escura, com reflexos rubi, uma excelente formação e retenção de espuma bege. Aroma estupendo frutado e cítrico. Paladar com notas a caramelo com final de boca seco e sem amargor acentuado. Com 5,6% ABV.
Uma agradável surpresa desta garrafa que aguardava o seu dia, justamente em Abril.

(*1) https://www.meiosepublicidade.pt/2019/04/cerveja-vila-morena-regressa-comemorar-45-anos-do-25-abril/

(*2) https://www.efe.com/efe/portugal/portugal/vila-morena-a-cerveja-revolucionaria-do-25-de-abril/50000441-3949075

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Boa Onda


A cerveja Sierra Nevada traz-nos um conceito "boa-onda" assim ao estilo de um "Ben Harper" se me é permitido esta analogia ao músico Americano. Foi fundada pelos cervejeiros Ken Grossman e Paul Camusi na cidade de Chico, Califórnia. Entre os seus variados prémios está a nomeação de "Green Business of the Year pela Agência de proteção Ambiental dos Estados Unidos pelas suas prática e incentivos à sustentabilidade.(*1)

Dentro das suas clássicas, sazonais e lançamentos especiais, destaco esta Pale Ale, que foi a primeira a ser produzida em 1980, do estilo American pale Ale com lúpulos Americanos Magnum, Perle e Cascade

Cerveja da escola Americana com cor âmbar, um pouco opaca, excelente carbonatação, espuma branca e boa formação e retenção de espuma, com aroma cítrico e frutado, paladar com um bom equilíbrio entre o malte e o lúpulo. Fácil de beber com 5,6% ABV que não se nota. e com final de boca sem amargor acentuado.

(*1) https://www.clubedomalte.com.br/fabricante/sierra-nevada

https://sierranevada.com/

quarta-feira, 14 de abril de 2021

St. Bernardus Abt 12 - Abbey Ale


A St. Bernardus Abt 12 é a cerveja mais conhecida da Sint-Bernardus e considerada uma das melhores cervejas do mundo. É uma quadrupel e fabricada de acordo com a receita original de 1946. Tem um aroma muito frutado, derivado a uma levedura especifica da cervejaria, uma cor escura, com espuma cor de marfim, é fácil de beber devido ao sabor encorpado e macio, com um perfeito equilíbrio entre o amargo  e doce.

No inicio do sec. XX, os Trapistas fugiam de Catsberg (Mont des Cats) para Watou, onde fixaram residência na fazenda "Patershof", a poucos passos da actual cervejaria, e onde a renomearam como "Refuge de Notre Dame de St. Bernard" para a produção de queijo. A mudança deveu-se aos impostos que tinham de pagar em França. 

Ente 1930-1934, as actividades monásticas regressaram a França após um apaziguar com as comunidades religiosas e assim a fábrica de queijo foi adquirida por Evarist Deconinck.

Não muito depois da 2ª grande guerra, Deconinck foi convidado pelos monges Trapistas de Westvleteren para produzir e comercializar as suas cervejas sob licença, e foi então que o mestre cervejeiro Mathieu Szafranski levou não só o seu know-how, como recetas, assim como a famosa levedura St. Sixtus enquanto uma nova cervejaria era estabelecida ao lado da fábrica de queijos. 

Em 1992, o acordo expirou, uma vez que as cervejas trapistas decidiram atribuir o rótulo de"cerveja trapista autêntica" às cervejas produzidas exclusivamente dentro de uma abadia e a partir de então passaram a ser comercializadas com a marca St. Bernardus. (*1) (*2)

Na prova que fiz, achei uma cerveja de cor escura com reflexos rubi, espuma bege consistente, duradoura e de boa formação. Aromas a açúcar amarelo e caramelo. Na boca alguma acidez e final de boca com algum amargor. Com 10% ABV, mas muito bem camuflado. 

(*1) https://www.sintbernardus.be/en/brewery/history

(*2) https://en.wikipedia.org/wiki/St._Bernardus_Brewery 


domingo, 11 de abril de 2021

Coral Puro Malte

 


A Coral Puro Malte foi lançada e acrescentada ao portefólio da cervejaria Madeirense em jeito de celebração do seu meio século de vida. Era assim um bom motivo para uma cerveja Premium e o compromisso foi cumprido com o lançamento da Coral puro Malte, que combina maltes ibéricos e belgas, lúpulos Alemães e uma estirpe de levedura exclusiva da Empresa de Cervejas da Madeira.

A satisfação dos consumidores Madeirenses, levou a que a ECM tivesse a confiança para enviá-la ao concurso da Monde Selection, onde foi distinguida com a medalha de ouro. (*1)

Cerveja de cor dourada, translucida com carbonatação média e formação de espuma com menos de dois dedos e pouca retenção. Aroma a malte e talvez um pouco a milho, sabor equilibrado entre o malte e lúpulo, com final de boca com ligeiro amargor. Uma cerveja leve com 5% ABV boa para a as tardes de verão.

(*1) https://www.dnoticias.pt/2020/4/7/59911-coral-puro-malte-ganha-medalha-de-ouro-pela-monde-selection

https://www.ecm.pt/portfolio_page/puromalte-premium/

domingo, 14 de março de 2021

Trappistes Rochefort


A Rochefort 10 é uma cerveja de fermentação superior, fermentada novamente na garrafa. É fabricada na abadia de Notre-Dame de Saint-Remy em Rochefort, é a mais popular da Rochefort e considerada uma das melhores da Bélgica.

Os Monges da Abadia de Notre-Dame de Saint-Remy em Rochefort preparam cerveja desde 1595, usam água de um antigo poço que esta dentro das paredes do mosteiro, na verdade pouco se sabe sobre esta abadia, fechada aos visitantes. A sua produção é bastante limitada pois atualmente apenas há 15 monges para a fazer. (*1)

A Trappist Rochefort 10, é uma cerveja de cor castanho escuro, com uma excelente formação de espuma bege com cerca de dois dedos e uma retenção duradoura, deixando um bonito rendilhado no copo. Com aromas a caramelo e chocolate, é uma cerveja complexa de sabor intenso com excelente equilíbrio entre a doçura do malte e o lúpulo, e com final de boca que perdura, nos seus 11,3% ABV muito bem disfarçados.

(*1) https://cervejabacchus.pt/pt/product/rochefort-10-2/

https://www.abbaye-rochefort.be/ 

quarta-feira, 3 de março de 2021

La Sagra de Toledo


A cerveja La Sagra nasceu com a ideia de mudar o conceito da cerveja em Espanha e com a crença de que a criatividade é contagiante e a fusão de diversidades cria algo de realmente especial. A fábrica está localizada entre as cidades de Yuncos e Numancia de la Sagra, no coração da região de La Sagra (Toledo), a apenas 15 minutos de Toledo e 20 de Madrid. (*1)

Toledo (Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Toledo)

E é precisamente a Toledo, uma mistura de diferentes ideias e culturas, que esta marca vai beber para conceber de diferentes estilos, como são exemplo: "a La Sagra Bohemian Pilsner", que combina a chama Espanhola com a engenhosidade Checa, a "Porter", criada a partir da experiência dos cervejeiros Britânicos; a "India" uma potente IPA de 7,2%, ou esta "Suxinsu", de triplo malte, aroma floral, sabores frutados de pêssego e damasco. (*2)
Na minha prova achei uma cerveja de cor âmbar escuro, turva, com um dedo de espuma e boa carbonatação. Aroma a sultanas, açúcar amarelo, pêssego, frutado e agradável. Na boca sobressai o alto teor alcoólico com final de boca não muito amargo, fez-me lembrar um pouco o vinho do porto. Com 9.1%. ABV. 
Uma cerveja curiosa.




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Coruja IPA


Com uma forte aposta na imagem e marketing, a Coruja apresenta-se como reposta ao aumento do interesse em cerveja artesanal no mercado nacional. Tendo já oportunidade de provar a American Amber Lager e a Session Season (que com muita pena minha deixou de ser comercializada), apresento a India Pale Ale. Ao contrário da American Amber, que incide mais numa cerveja de estilo maltado, a IPA incide, como é característico deste género, num sabor lúpulado. Escura, amarga, com ingredientes 100% naturais e aroma e sabor acentuados pela técnica do dry Hopping. (*1)

Como referi existe aqui uma componente grande de imagem, como é exemplo; o site próprio com a explicação do processo de produção (*2), e a sua colecção de rótulos pensados para uma experiencia de realidade aumentada através de uma app descarregada para o smartphone.(*3) 


É uma cerveja de cor âmbar transparente, com boa carbonatação e formação de espuma, com retenção não muito duradoura. Aroma com notas a especiarias, sobressaindo o lúpulo. Sabor igualmente lúpulado com final de boca com amargor acentuado. Com 6 % ABV.  Faz jus ao estilo IPA e à conceituada marca portuguesa.

(*1) https://www.superbockcoruja.pt/corujas/india-pale-ale/

(*2) https://www.superbockcoruja.pt/processo/

(*3) https://www.colecaocoruja.com/


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

A Princesa de Namur


Esta cerveja tem uma história engraçada: Blanche Namur era o nome da filha do conde de Namur de seu nome John. Conta-se que Magnus Eriksson IV, rei da Suécia e Noruega, foi atraído pela beleza da jovem princesa quando estava a viajar por França em busca de uma mulher para casar. A princesa embarcou com ele para a Escandinávia e tornou-se a Rainha da Noruega, Suécia e Escandinávia. Em memória da sua delicadeza e doçura, a Brasserie Du Bocq dedicou uma wittebier à princesa - Blanche de Namur. (*1)

Mas tudo começou em 1858, quando Martin Belot, um fanzendeiro de Purnode, fez uma cerveja pela primeira vez nas dependências da fazenda. No inicio era só produzida no inverno. 
Foi no inicio do Sec. XX que "La Galouise", actualmente a marca mais antiga produzida, escura de alta fermentação, foi um sucesso inegável. 
A cervejaria foi incorporada como uma sociedade anonima em 1949. Independente de qualquer grupo cervejeiro Belga ou estrangeiro, ainda mantém o seu caracter familiar. 
Aproveitando a mania das cervejas tradicionais a Brasserie du Bocq lançou-se à exportação e é um sucesso, sendo uma das cervejarias independentes mais importantes da Valónia. 
Algumas da cervejas fabricadas pela cervejaria são a "Gauloise Blonde", "Tete de Mort Triple" ou a "Blance de Namur". (*2)


Ora a Blanche de Namur é uma cerveja de trigo Belga, com boa carbonatação, de um amarelo pálido, turvo com boa retenção e formação de espuma. De um magnifico aroma perfumado, floral, um pouco de banana e cítrico também. Paladar leve sem amargor, muito fácil de beber e refrescante. 4,5% ABV. Uma cerveja que superou nitidamente as minhas expectativas. Muito boa.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Delírio de Cerveja


Uma vez chegados a uma das garrafas mais originais e uma das melhores cervejas Belgas, falemos um pouco da sua história que nos faz recuar até 1654, ano em que se encontra registo de actividade da cervejeira Melle, mas foi só em 1902 que Léon Huyghe ali se estabeleceu. passados 4 anos comprou-a e baptizou-a de "Brouwerij-Mouterij den Appel", mas como muitas cervejarias tiveram problemas com ocupação das suas propriedades durante a 1ª Guerra Mundial, só em 1939 é que a cervejaria encontrou o local, onde até hoje produz as suas cervejas. Começou por produzir cervejas de baixa fermentação, mas com quedas de vendas durante a década de 70, decidiu levas a cabo uma restruturação da empresa, métodos e produção. em 1985 a produção das tradicionais pilsners foi trocada pelo método de alta fermentação. A primeira cerveja a ser produzida foi a "Artevelde Grand Cru" em 1987, mas a sua cerveja mais emblemática "Delirium Tremens" saiu das linhas de produção três anos mas tarde. Denominada de "Show Beer" foi sem dúvida a cerveja que tornou a Huygue famosa, e do seu portefólio fazem parte outras conhecidas marcas como a Guillotine ou a Mongozo. (*1)


E vamos à cerveja, uma Strong Blond Beer, de cor dourado escuro com muito boa formação e retenção de espuma branca, um aroma fabuloso, perfumado diria eu, com notas florais, um sabor doce no inicio, mas com final de boca a sobressair amargor, um cerveja tão fácil de beber, que nem nos damos conta dos seus 8,5% ABV. Grande cerveja no geral.

(*1) http://www.dcnbeers.com/brands/delirium 

https://www.delirium.be/en