| https://www.changbeer.com/lamiat |
(*1) https://www.changbeer.com/brand/?lang=en
| https://www.changbeer.com/lamiat |
(*1) https://www.changbeer.com/brand/?lang=en
Segundo o que me apercebi e li, as bebidas de malte são muito consumidas em diferentes países africanos e na América Latina (*2) em que não é alheio o facto de serem bebidas nutritivas.
Produzida pela Sociedade Cabo Verdiana de Cervejas e Refrigerantes (a mesma da Strela), é elaborada com malte, agua, cevada, açúcar e caramelo, para além de ter valores energéticos dos quais fazem parte as vitaminas, ferro, proteínas, carbo hidratos, e com valor energético de 149 Kcal. É uma bebida de cor escura, castanho escura, faz uma formação de espuma bege, que vai desaparecendo naturalmente. Boa carbonatação. Aroma a malte, típico das bebidas de malte, sabor a malte, adocicada, agradável e claro sem álcool.
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| (*4) Praga (Foto retirada do site oficial.) |
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| (*4) Staropramen e Praga (Foto retirada do site oficial.) |
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| Estrelas de figo do Algarve |
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| Cabo Verde - Imagem retirada do link (*5) |
(*3) http://www.editora.ufpb.br/sistema/press5/index.php/UFPB/catalog/book/705
(*4) https://www.caboverdeamusica.online/guitarristas-cabo-verdianos/
A Kirin Ichiban é peculiar no seu processo de fabrico. Elaborada com o mais puro malte, lúpulo e água que ao contrario de outras cervejas apenas a primeira prensagem (first press) do mosto é utilizada. Por isso é denominada Ichiban que significa "primeira" e "melhor" em Japonês. Esta técnica oferece sabores e aromas únicos à Ichiban, para além de ser uma cerveja suave ao contrário das cervejas com 100 % que normalmente são fortes e encorpadas. (1*)
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| A fogueira da nossa festa *Foto: Nuno Afonso |
A tradição da festa esteve alguns anos parada, mas para nossa felicidade voltou e têm-se mantido mais ou menos regular. Ora foi numa dessas festas que um amigo da praceta trouxe umas quantas latas da Cuca e naquela tarde, com o calor, soube-me mesmo bem, leve, refrescante e com sabor, a marcar a diferença entre as habituais Sagres e Superbock, repetentes do evento.
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| Junto com as habitués |
Nasceu em Angola em 1947. dentro do grupo português Central de Cervejas, tendo sido nacionalizada após a independência angolana, em 1975, e de novo vendida pelo Estado, quase duas décadas depois. (*1). Atualmente é comercializada pelo grupo Castel Angola, um dos maiores grupos cervejeiros de África. (*2) que detém várias unidades fabris espalhadas pelo país como as da Cuca ou da Nocal em Luanda, ou a da Eka, na província do Kwanza Norte.
Das vezes que provei a CUCA (que quando apareceu queria dizer: "Companhia União de Cervejas de Angola"), soube-me sempre bem. De cor dourada com boa carbonatação, formação de espuma branca de uma a dois dedos, e retenção que vai caindo gradualmente. É uma cerveja com aroma muito bom a malte. O Sabor é de malte, milho e com ligeiro amargor. Muito leve com 4,5 % ABV é muito agradável de se beber em dias de calor. Em modo de anúncio diria; "Cuca, sabor de Angola".
(*2) https://grupocastelangola.com/produto/cervejas/cuca/cuca/
Eu diria que é uma combinação curiosa de dois produtos distintos de duas terras do mesmo distrito de Setúbal, distrito esse que conheço alguns locais relativamente bem, uma vez que o meu Pai era da Moita do Ribatejo, e ora passeávamos por Setúbal, ora passávamos férias em Troia ou visitávamos Palmela, onde muitas vezes íamos almoçar ao "Retiro Azul", restaurante conceituado e de boas memórias de infância e adolescência, com boa comida, em que eu gostava de acompanhar com um Trinaranjus e a cereja em cima do bolo, que era a tão desejada tarte de amêndoa, isto enquanto olhava com atenção aos saudosos desenhos animados do "Dartacão e os três Moscãoteiros" na TV do restaurante e que eu adorava ver.
Cá fora, recordo também aquela deslumbrante imagem do Castelo de Palmela, e na minha imaginação as imagens de batalhas entre Cristãos e Muçulmanos pelas conquistas e reconquistas da povoação e do seu imponente castelo. Do lado oposto no jardim da alameda a curiosa, fascinante e bonita imagem de uma quinta (de seu nome Quinta dos Carvachos) com muitas laranjeiras, com uma mansão enorme, lagos e casa de caseiros, creio eu.
(*1) https://grandeconsumo.com/adega-de-palmela-e-cerveja-aldeana-lancam-duas-cervejas-de-uva/
(*2) https://www.dn.pt/vida-e-futuro/febre-de-sabado-a-tarde-vai-voltar-a-estar-na-moda-12488295.html
(*3) https://shop.doiscorvos.pt/products/matine-session-ipa
* Foto do Crazy Nights retirada do seguinte grupo do facebook:
https://www.facebook.com/groups/229079017219788/media
Bem, mas tentemos nos alhear um pouco, para falarmos sobre o tema principal deste blog e desta Baltika nº 9. que um amigo meu já me tinha dito muito bem. Com Apenas 8 % ABV, é a cerveja mais forte da Baltika que conheço, de cor dourada, uma boa formação de espuma branca de dois dedos, retenção média, aroma com predominância a malte, notei aqui algum aroma parecido a xarope, tem um sabor com preponderância alcoólica, com algumas notas a xarope, alguma acidez e um final de boca com amargor e seco. É uma cerveja que esperava algo de diferente mas é de facto uma lager extra forte e não me desiludiu de todo, gostei da cerveja. É forte, tem amarrar, tem presença e fez-me lembrar agora a primeira cerveja forte que bebi e que apareceu em Portugal ai pela segunda metade dos anos 90, a Tuborg Strong beer com 7.2 % ABV. Confesso que naqueles tempos não estava muito preparado para ela ou não a sabia apreciar, e não gostava muito, era demasiado forte, mas esta Baltika ainda com mais teor alcoólico é bem superior.
(*1) https://eng.baltika.ru/products/baltika/baltika-9-strong/?Ckey=38282
https://www.bierverkostung.de/bilder_bier/454_2005-09-10_Tuborg_Strong_Beer.jpg
Agora veio-me à memoria o The Nightmare Before Christmas do Tim Burton (*2) que gostei imenso e que eu e os meus amigos o fomos ver ao saudoso King Triplex há quase três décadas, e que se revelou uma inesperada e agradável surpresa. Naquela noite, apesar de o assistirmos na primeira fila de uma das salas do cinema repleta de gente, saímos todos maravilhados com aquela deliciosa animação "negra" e com a sua banda sonora que me ficou na memória, principalmente este encantador "Whats This".
Passando desta associação do passado (...que saudades), sobre a figura do Jack Skellington e a imagem da Tête de Mort, falemos um pouco da cerveja; É produzida pela Brasserie du Bocq, uma das cervejaria mais importantes da Valónia, que também fabrica a Blanche de Namur de que falei num post anterior. (*3)
É uma cerveja frutada, faz lembrar as cervejas de cereja, como a Kriek, de cor vermelha com boa formação de espuma branca e retenção que perdura durante algum tempo e que depois vai naturalmente desaparecendo, carbonatação média, alguma transparência. Aroma frutado de notas a frutos silvestres, a cereja, a groselha. Sabor a frutos silvestres, um bocado rosé mas adocicado, com ligeira acidez mas depois adocicada e com final de boca seco com "apenas" 8,2% ABV.
Eu sinceramente gostei da cerveja, não sei se beberia outra a seguir ou talvez até bebesse, pois pode parecer algo enjoativa, mas eu gostei.
(*1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Jolly_Roger
(*2) https://en.wikipedia.org/wiki/The_Nightmare_Before_Christmas
(*3) http://www.bocq.be/en/#biere-tdm-red
O nome desta região fez-me lembrar o antigo grande prémio de formula 1 de São Marino em Imola que regressou ao campeonato mundial em 2020 agora renomeado de GP da Emilia Romanha, e evidentemente marcado pela triste recordação e memória do trágico acidente do nosso saudoso e querido campeão Ayrton Senna em 1994. Ainda me recordo bem desses dias de comoção desde os fatídicos acidentes, pois nesse fim de semana também morreu em pista Roland Ratzenberger, até ao enorme funeral no Brasil no ultimo adeus do povo Brasileiro ao seu grande Tricampeão, e vencedor do seu 1º GP no Estoril à chuva. Para mim um dos meus pilotos favoritos de todos os tempos e um dos melhores do mundo, senão mesmo o maior. Inesquecível.
Mas voltando à cerveja, pouca informação consegui obter dela, portanto sem mais demoras vamos à minha avaliação: Não defraudou as minhas espectativas, correspondeu àquilo que eu estava à espera, é uma IPA muito boa de se beber com dois dedos de espuma branca, boa retenção, cor âmbar, alaranjado, turva. carbonatação média. Aroma a lúpulo com notas cítricas a limão e a toranja. sabor suave, acabando em final de boca com amargor e seco. Com 6.1% ABV. Excelente cerveja.
Já agora a título de curiosidade, Helles é um estilo de cerveja tradicional de Munique, de cor amarelo médio a ouro claro, com sabor a cereais e malte pilsen predominante e com amargor baixo a médio-baixo. (*1). Precisamente este é o estilo que os mestres cervejeiros da Super Bock tentaram recriar para esta segunda edição que é caracterizada por cor dourada, espuma cremosa e persistente, apresentando-se com um perfil maltado e doce, e o toque amargo dos lúpulos de notas herbais e cítricas. (*2)
É pois de louvar a continuidade destas edições especiais pela Super Bock, que muito aprecio, e concretamente em relação a esta grande festa Alemã é das poucas marcas no nosso país a fazê-lo, mas confesso que depositava algumas expectativas nesta cerveja, já que a anterior não me tinha agradado, e apesar de ser um pouco melhor que a antecessora Märzen, ainda não foi desta que consegui afastar mais uma desilusão.
É uma cerveja de cor dourada, com boa formação de espuma branca, carbonatação baixa, aroma característico do selo Super Bock, facilmente reconhecido por este aroma a malte, um pouco cítrico e herbal talvez. Sabor a malte, mas seco com amargor no fim, parecendo existir um certo desiquilíbrio entre o sabor do malte e o amargor. A informação do rotulo também deixa a desejar, pois tive de por os óculos para ver a informação da graduação alcoólica (4,9 % ABV). Apesar disso tem um rotulo bonito.
Volto a frisar que é uma ideia engraçada da marca de Leça do Balio, mas continuo a ficar um pouco com as expectativas defraudadas, e isto muito por culpa da edição dos 90, porque depois desta fasquia elevada tudo o que veio depois (Oktober e Christhmas editions) não atingiram aquela qualidade, e atenção nada contra a Super Bock que sempre adorei e quem me conhece sabe bem a preferência que tive ao longo de muitos anos, de maneira que espero que continuem com estas edições e cá estarei para experimentar as próximas edições especiais.
(*1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Helles
(*2) https://www.superbockgroup.com/produto/super-bock-oktober-edition-helles/