sexta-feira, 1 de abril de 2022

Lúpulo de mel - Hommelbier de Poperinge


A Hommelbier de Poperinge foi produzida pela primeira vez em 1981 para o festival trianual de lúpulo na vila. Hommel quer dizer lúpulo no dialécto local e foi a inspiração para nome e um tributo a Poperinge e ao seu mais famoso produto exportado. Desde então a Hommelbier tem ganho bastante reputação pelos fans de cerveja espalhados pelo mundo, pelo seu estilo único, produzida com 100% de lúpulos de Poperinge.
Esta Golden Ale caracteriza-se por uma densa espuma branca que nos convida a debruçar sobre a fragrância dos lúpulos aromáticos, levedura e notas frutadas, um sabor refrescante de notas cítricas a laranja e toranja e um final doce a mel com um sabor levemente picante e uma agradável e forte presença a lúpulo. (*1)


Um pouco da sua história remonta-nos ao longínquo ano de 1572 onde a cervejaria Het Sas se fixa em Boezinge na região da Flandres. Passado alguns anos em 1624, outra cervejaria; a Van Eecke estabelece-se num castelo para o Conde de Watou e é durante a revolução Francesa, que o Castelo é pilhado e arrasado após incêndio, mas a cervejaria poupada. Por outro lado no inicio da 1ª grande guerra a cervejaria Het Sas é arrasada pela tropas Francesas, mas restabelece-se novamente em Boezinge no ano de 1924. 
Décadas mais tarde, em 1962 a cervejaria Van Eecke passa para a familia Leroy e em 2016 (Após 11 anos antes ter sido construído uma grande fábrica de engarrafamento em Boezinge com linhas de montagem partilhadas), são finalmente unidas, operando a partir dai com o nome da cervejaria Leroy. (*2)
Gostei desta fantástica cerveja de cor âmbar, turva, boa carbonatação e boa formação e retenção de espuma creme/branca, aroma floral, típico das cervejas Belgas, caramelo, lúpulo e malte. Sabor a caramelo, com um toque de mel, lúpulo e final de boca em que se faz notar bastante o amargor com uns respeitáveis 7,5% ABV.


quinta-feira, 17 de março de 2022

Cerveja do Douro


A Quinta de La Rosa, produtora de vinhos do Porto e de mesa, tornou-se na primeira quinta do Douro a produzir cervejas artesanais.  Nasceu através do desafio de Richard Naisby, mestre cervejeiro e amigo da gestora da quinta Sophia Bergqvist, a fazer cerveja artesanal, aproveitando as cubas de inox da quinta. 
Ao longo do tempo, Sophia entregou a produção da cerveja ao irmão, Philip, e ao filho mais velho Kit Weaver, que teve formação em Cambridge precisamente com Richard Naisby, e assim nasceram as duas primeiras cervejas da Quinta de La Rosa, uma IPA e uma Lager. (*1)

E foi assim que tendo-me despertado alguma atenção e aproveitando uma promoção, levei uma IPA para experimentar.
É uma cerveja de acor âmbar com formação e retenção razoável (diria mesmo que boa) de espuma branca, turva, com aroma intenso e agradável a toranja, frutos cítricos. Não é encorpada mas tem um sabor lúpulado, intenso, com alguma acidez e com final de boca com amargor acentuado e seco. Com 6.5% ABV. Uma cerveja interessante da Quinta de La Rosa.

(*1) https://visao.sapo.pt/visaose7e/comer-e-beber/2018-04-07-la-rosa-as-cervejas-que-nascem-do-douro/

quinta-feira, 10 de março de 2022

Hungry like the wolf


Experimentei esta curiosa cerveja biológica Belga, quando estava a passar férias no sudoeste Alentejano  e para além do rotulo com um lobo me ter despertado alguma curiosidade, constatei me prova que se tratava de uma excelente cerveja.

Fui pesquisar um pouco da sua história no site da marca que nos diz que nasceu no início de 2004, e três anos mais a cervejaria Lupulus decidiu criar uma nova cerveja, em barris e garrafas de champagne. Os cervejeiros queriam oferecer uma cerveja tradicional com sabor único, usando equipamentos modernos e a região onde a cervejaria se estabeleceu deu-lhes a inspiração que procuravam.

A cervejaria está instalada numa magnifica fazenda do Sec. XIX, parte do património das Ardenas, localizada no meio de verdes campos circundantes ao lado de um riacho de água doce. Sabe-se que em tempos antigos, os lobos povoaram a paisagem das Ardenas e há quem diga que estas mantilhas vieram da Eslovénia, onde se cultiva o melhor lúpulo do mundo...Será a história verdadeira ? Uma coisa é certa, o lobo estava por trás da nova cerveja: Lupulus. O nome deriva do nome latino da planta de lúpulo; Humulus Lupulus, que significa pequeno lobo humilde. (*1)

É uma cerveja com uma boa formação e retenção de espuma branca, turva de aspecto e amarelo escuro de cor, semelhante às cervejas de trigo. O Aroma é aquele tipico "abaunilhado" como chamo, e que muitas vezes encontro em cervejas Belgas, mas que pode ser descrito como floral, também cítrico e com notas a banana. O Sabor é suave, em que se notas as notas do lupulo, mas muito fácil de beber com um final com algum amargor. "Apenas" com 8% ABV mas como já referi, suave e muito fácil de beber. 
Fez-me lembrar desta velha e deliciosa música do Duran Duran.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Verões Felizes


A Carlsberg é uma cerveja que me trás à memória verões felizes, passados em Armação de Pera no Algarve, onde o meu Tio, os meus primos ou o meu Pai, ali à beira mar da esplanada da "Palhota", descascavam amendoins e por vezes acompanham com cervejas. Ora recordo dessa altura as garrafas castanhas da Carlsberg que tinham o rotulo na parte superior da garrafa, onde uma pelicula dourada envolvia a carica e o topo, caricas que eu adorava fazer coleção das várias marcas chegando a  apanha-las do chão. Recordo-me também vagamente das garrafas da Tuborg, Schweppes, Trinaranjus, Sumol e Pirolitos.
 

A fazer lembrar um pouco essas originais garrafas, embora diferentes, foram as ultimas de cor verde, cujo rotulo também estava na parte superior. 


Assim, e tendo ainda esta ligação aos saudosos tempos que vivi fiz questão de colocar uma foto das anteriores garrafas verdes que ainda consegui comprar, e que também me recordam umas férias mais recentes, em que o meu Tio me ofereceu um six pack, achei piada também colocar; Uma foto antiga de Armação de Pera (*1) onde encostada à muralha se vislumbra a velha "Palhota"


a publicidade da Carlberg desses tempos (*2), as tiras do Homem Aranha que eu lia no Diário Popular (*3) que o meu Pai comprava


e a música do Hermes Aquino que fazia parte da banda sonora da telenovela Brasileira "O Casarão", uma das muitas que víamos nas TV´s a preto e branco desses verões felizes.


Regressando ao presente, e passando à prova; é uma cerveja leve que eu gosto, de cor dourada, com formação razoável e retenção média de espuma branca, carbonatação média, aroma a malte, e sabor de uma pilsner equilibrada pela doçura do malte e o amargor do lúpulo que se nota no final seco. 
Com 5% ABV, é ideal para se beber em finais de tarde e de preferência à beira mar com um brilhozinho nostálgico nos olhos.
Mas este post não ficaria completo sem falar um pouco da história desta marca, que nos conta uma curiosa disputa familiar.
Foi fundada em 1847 por Jacob Christian Jacobsen, um filantropo e colecionador de artes, que começou a produzir a primeira lager na sua adega, e tendo posteriormente dado à sua cervejaria Carlsberg, o nome do seu filho "Carl", e à colina que homenageou e em que se situava: "bjerg".


Pois é precisamente o seu filho Carl, que depois de passar uns anos pela Europa, mais precisamente na Escócia, conhece as cervejas britânicas de alta fermentação e regressa a casa com esse conhecimento. Sendo nomeado pelo seu Pai para a gestão de uma nova cervejaria, Carl produz os estilos Porter e Ale, mas começa também a produzir cerveja Lager, que compete directamente com a do seu Pai. 
Desta disputa surge uma batalha levada a tribunal depois deste ter fundado a sua própria cervejaria chamada Ny (Nova) Carlsberg, e da qual Carl sai vencedor.
À semelhança do seu Pai, que criara uma fundação para apoiar a ciência, cria em 1882 a nova fundação Carlberg dedicada à promoção das artes.
Em 1906, nova e antiga Carlsberg são oficialmente reunidas sob a égide da fundação Carlsberg, e Carl torna-se assim o primeiro director executivo da cervejaria que hoje em dia é um grande grupo multinacional que congrega várias marcas. (*4) (*5)






sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Westmalle - Na rota dos caminhos Trappists


As cervejas Trappists produzidas na Abadia de Westmalle são famosas no mundo inteiro. A fábrica de cerveja contribui para o sustento da Abadia e em Westmalle a produção de cerveja está longe de ser apenas uma mera actividade comercial. A maior parte das receitas obtidas com a venda de cervejas é investido para criar melhores condições de trabalho e aquelas que não são usados para o seu próprio sustento são canalizados para projectos de cariz social e caridade. (*1)

Nos tempos da revolução Francesa os monges Trapistas tiveram de abandonar a Abadia em La Trappe. Em 1793 um grupo desses Monges chegou a Antuérpia planeando fixarem-se no Canadá, mas o Bispo de Antuérpia convenceu-os a estabelecerem-se numa pequena propriedade em Westmalle. Entre 1815 e 1830 o mosteiro estava dentro do território do Reino Unido dos países Baixos, onde o governo queria abolir ordens contemplativas como a dos Trapistas, contudo os monges provaram a sua utilidade para a sociedade, fundando uma escola e estabelecendo uma guest house e em 1836 o priorado converteu-se em Abadia. Depois de algum tempo a construção iniciou-se em 1900 e em 1930 a o estabulo foi renovado onde se estabeleceu uma nova cervejaria nos terrenos da Abadia. (*2)

Seguindo um pouco "os caminhos das Trappists", esta é a quarta cerveja que experimento das onze que são autorizadas a usar o selo da autenticidade (*3), e este selo tem o peso de qualidade que não deixa ninguém indiferente. Passando então à minha prova, oferta da minha irmã mais nova, é uma cerveja dubbel de cor castanho escuro, com excelente formação de espuma bege e retenção magnifica parecendo formar um creme. Aroma a malte, no paladar passas de uva, caramelo e final seco sobressaindo algum amargor com uns respeitáveis 7% ABV. As papilas gustativas agradecem.

(*1) https://www.trappistwestmalle.be/en/brewery 

(*2) https://www.trappistwestmalle.be/en/history-abbey 

(*3) https://pt.wikipedia.org/wiki/Cerveja_trapista

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

St. Bernardus Wit


E regressamos a uma marca que já aqui provei, desta vez para falar da St. Bernardus Wit uma tradicional cerveja não filtrada de trigo. Foi desenvolvida com a colaboração de Pierre Celis, o lendário mestre cervejeiro que conduziu ao ressurgimento da white beer na década de 60. É uma cerveja clássica e destinta com a sua atrativa cor amarelo-dourado, é famosa pelas notas picantes a coentros e laranja, com toques de cravo picante com fragrâncias frutadas e cítricas. Estas ervas picantes combinam com a cremosidade do trigo para produzir uma cerveja equilibrada. A sensação suave na boca produz uma adorável interação entre a doçura do malte e a acidez, criando assim uma sensação refrescante. (*1)


Assim depois desta apresentação no sitio da St. Bernardus, eis a minha singela avaliação: 
Uma cerveja de trigo tipicamente Belga, diferente das germânicas, de cor amarelo-escuro, turva, com boa formação e retenção douradora de espuma branca. Muito aromática , com notas a banana e aquele aroma balsâmico e floral tão característico das cervejas Belgas. Na boca é uma cerveja seca, algo amarga e acida. Boa carbonatação com 5.5% ABV. Muito refrescante.






quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Abbot Ale - Néctar do Abade


Em Bury St Edmunds, a casa da Abbot Ale, a fabricação remonta há 1000 anos atrás. Na verdade, no Domesday Book existem registos de cervejeiros que terão servido o Abade no grande Mosteiro da cidade.

Tendo sido herdado a sua experiência, o processo de fabricação de cerveja quase não sofreu alterações ao longo de centenas de anos, demorando sete dias para criar o pint perfeito da Abbot Ale. Sendo o seu processo de produção mais moroso apresenta notas frutadas, riqueza de malte com um equilíbrio soberbo de lúpulo, tendo sido já galardoada com a prestigiada Monde Gold Award. (*1)

E foi assim que por terras Algarvias me deparei com esta Abbot Ale da Green King, tendo-me despertado a curiosidade e tendo interesse em conhecer mais a escola inglesa levei-a comigo e não me arrependi, pois trata-se de uma cerveja de cor âmbar, translucida, formação e  retenção média com um a dois dedos de espuma. Aroma a caramelo, especiarias e sabor a malte, caramelo, notas a passas, sultanas e toffee com amargor no final de boca. Tem 5% ABV e confesso que é um estilo que ao inicio estranhei, mas que agora já se entranhou e aprecio. Boa cerveja.

(*1) https://www.greeneking.co.uk/our-beers/abbot-ale/


segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

The Farmer


Depois de terem sido lançadas três estilos da Steam Brew, eis que o Lidl dá continuação com mais duas cervejas desta marca. Desta vez chega-nos uma Wheat Pale Ale, personalizada na já conhecida saga como o "Agricultor", um ajudante de uma região envolvente  e abastecedor dos cervejeiros da resistência. Por várias vezes os seus campos de trigo foram descobertos e incendiados pelos agentes da lei seca, mas só e trabalhando arduamente tem feito chegar as suas especialidades cervejeiras até ao seu destino. (*1).

É nos apresentada como uma pale ale de trigo de aroma rico a malte e lúpulada três vezes, com notas frutadas, cítricas e exóticas muito equilibradas, que se devem às variedades de lúpulo citra e Hallertauer Blanc.

No que à minha prova diz respeito é uma cerveja com boa formação e retenção de um bom "creme" de espuma branca. De cor amarelo escuro, quase a pender para tons alaranjados e turva, característico das cervejas de trigo, aroma a banana, tem no sabor notas frutadas, toranja e com final de boca com amargor algo acentuado, é uma cerveja leve e refrescante que se bebe muito bem com 5,6% de alcool. Cá esta mais uma boa cerveja da Steam Brew, diria que talvez a melhor das que provei.

(*1) https://steam-brew.com/pt

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Ó Xico Esperto !!


Segue-se quase em jeito de sessão dupla a "Xico Esperto", igualmente produzida pela Praxis para o Lidl, é uma pilsner com sabor amargo ligeiramente acentuado, destacando-se pelo lúpulo aromático.

Caracteriza-se por uma cerveja de cor âmbar, com formação de espuma branca e retenção pouco douradora. Aroma cítrico e a lúpulo. Sabor em que se nota a presença do lúpulo, com final de boca com amargor. É uma cerveja agradável. 

https://institucional.lidl.pt/media-center/comunicados-de-imprensa/2020/cervejas-tuga-praxis

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

Gingão, Gingão...


Depois de ter feito um post sobre a "loirinha", a primeira cerveja que experimentei desta serie especial da Praxis, feita especialmente para a cadeias de supermercados Lidl, chega a vez da Gingão que foi uma agradável surpresa. Tem as mesmas características da cerveja preta, apresenta um sabor torrado, pouco amargo e um aroma intenso e trata-se de uma cerveja mais robusta, devido ao seu ingrediente chave: a Aveia e também a água do Alto Mondego com ph neutro, ideal para a produção da cerveja e comum na composição destas cervejas da Praxis. (*1)

De cor preta com matiz grená, boa formação e retenção média de espuma branca, aroma muito agradável a malte tostado e um pouco de chocolate. Com sabor leve, similar ao aroma, algo adocicada e com final de boca sem amargor, Muito fácil de beber, muito agradável e com 4,9% de álcool com o selo de qualidade desta cervejaria de Coimbra.

(*1) https://institucional.lidl.pt/media-center/comunicados-de-imprensa/2020/cervejas-tuga-praxis

terça-feira, 30 de novembro de 2021

Erdinger de Inverno


Com um delicado sabor aromático esta Erdinger é uma cerveja sazonal de Inverno. Com aromas de malte aveludados e um toque de doçura tornam esta cerveja de trigo muto suave. Esta cerveja encorpada é acompanhada por notas delicadas de avelãs e frutos vermelhos, carbonatação generosa e com lúpulo levemente amargo no final. Muito saborosa e para quem gosta de uma cerveja de trigo com caracter, tornando as noite de Outono e Inverno num verdadeiro deleite. Esta Schneeweisse está disponível de Outubro a Fevereiro. (*1)

Acabei no entanto por prová-la noutra altura, tendo ficado fã desta estupenda cerveja invernal de trigo, com cor âmbar, turva, boa carbonatação e uma excelente retenção e formação de espuma. Aroma a caramelo, mas também com notas a banana. O sabor é suave e idêntico ao aroma. Uma cerveja muito suave com final de boca sem grande amargor e com 5,6 % ABV. Muito boa. 

(*1) https://uk.erdinger.de/beer/schneeweisse.html 

sexta-feira, 22 de outubro de 2021

O Segredo do Terceiro Lúpulo


Desde 2007 que os cervejeiros da Duvel tem estado ocupados a inovar com uma terceira variedade de lúpulo para dar um toque surpreendente e algum amargor extra, e desde dai tem resultado em seis Tripel Hop únicas que tem complementado a linha da Duvel, até, em 2016, irem em busca de uma Tripel Hop definitiva. Mais de 5000 fãs provaram e elegeram a Citra como lúpulo favorito. 


Os cervejeiros da Duvel não só adicionaram uma terceira variedade de lúpulo, como aplicaram um processo especial de dry-hopping, que resultou numa intensificação e refinou o aroma do lúpulo no final. O terceiro lúpulo aromático é cultivado em Yakima Valley, Washington, que enriquece o sabor com notas frescas de Toranja e frutos tropicais. (*1)


É uma cerveja fantástica com uma explosão de aromas a notas cítricas com forte predominância de Toranja. Um aroma que emana do copo em redor, cor amarelo turvo, espuma branca com uma excelente formação e retenção, sabor de amargor bem acentuado devido aos lúpulos usados. 
Cerveja  marcante com 9,5% e final de boca seco. Uma experiencia sensorial ótima.

sexta-feira, 1 de outubro de 2021

From Russia With Love


E eis que chega aqui ao blog a vez da Baltika, a cerveja de origem Russa, mais concretamente de São Petersburgo, cujo impacto da sua boa apresentação me tinha deixado curioso numa vez que tinha entrado num restaurante de comida Russa aqui na Rua de São José em Lisboa. Desde dai já tive oportunidade de experimentá-la algumas vezes tendo comprovado a sua qualidade também. Mas comecemos como de costume por um pouco da sua história.

Assim a construção da primeira cervejaria começou em 1978 e quando foi concluída em 1990 a nova cervejaria estatal foi baptizada de Baltika Brewery, e o primeiro lote foi despachado em Novembro desse ano, mas como nessa época a marca ainda não havia sido criada foi produzida sob nomes diferentes como Zhigulevskoe ou Rizhskoe. Em 1992 a marca Baltika é criada com o intuito de produzir cerveja com alto padrão de qualidade Europeu equipando-a como o melhor da alta tecnologia Europeia. Segue-se o ano de 1996 com a marca a tornar-se a mais popular e a afirmar-se como nº 1 no mercado e expandindo-se no ano a seguir fundindo-se com outras cervejarias Russas, virando-se depois para o mercado de exportação e integrando o grupo Carlsberg em 2008. Actualmente é representada em mais de 75 países no mundo.*(1)

Gostei de ver no rotulo as referencias em Português, o que é naturalmente de saudar. Sobre esta Baltika 7, é cerveja de cor dourada com boa formação de espuma branca, retenção média e boa carbonatação. Aroma a malte com notas de limão, sabor igualmente a malte, refrescante, com final de boca não muito amargo. Cerveja agradável com 5.4% ABV


*(1) https://baltika-beer.com/about-company/history.php