terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

A Princesa de Namur


Esta cerveja tem uma história engraçada: Blanche Namur era o nome da filha do conde de Namur de seu nome John. Conta-se que Magnus Eriksson IV, rei da Suécia e Noruega, foi atraído pela beleza da jovem princesa quando estava a viajar por França em busca de uma mulher para casar. A princesa embarcou com ele para a Escandinávia e tornou-se a Rainha da Noruega, Suécia e Escandinávia. Em memória da sua delicadeza e doçura, a Brasserie Du Bocq dedicou uma wittebier à princesa - Blanche de Namur. (*1)

Mas tudo começou em 1858, quando Martin Belot, um fanzendeiro de Purnode, fez uma cerveja pela primeira vez nas dependências da fazenda. No inicio era só produzida no inverno. 
Foi no inicio do Sec. XX que "La Galouise", actualmente a marca mais antiga produzida, escura de alta fermentação, foi um sucesso inegável. 
A cervejaria foi incorporada como uma sociedade anonima em 1949. Independente de qualquer grupo cervejeiro Belga ou estrangeiro, ainda mantém o seu caracter familiar. 
Aproveitando a mania das cervejas tradicionais a Brasserie du Bocq lançou-se à exportação e é um sucesso, sendo uma das cervejarias independentes mais importantes da Valónia. 
Algumas da cervejas fabricadas pela cervejaria são a "Gauloise Blonde", "Tete de Mort Triple" ou a "Blance de Namur". (*2)


Ora a Blanche de Namur é uma cerveja de trigo Belga, com boa carbonatação, de um amarelo pálido, turvo com boa retenção e formação de espuma. De um magnifico aroma perfumado, floral, um pouco de banana e cítrico também. Paladar leve sem amargor, muito fácil de beber e refrescante. 4,5% ABV. Uma cerveja que superou nitidamente as minhas expectativas. Muito boa.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Delírio de Cerveja


Uma vez chegados a uma das garrafas mais originais e uma das melhores cervejas Belgas, falemos um pouco da sua história que nos faz recuar até 1654, ano em que se encontra registo de actividade da cervejeira Melle, mas foi só em 1902 que Léon Huyghe ali se estabeleceu. passados 4 anos comprou-a e baptizou-a de "Brouwerij-Mouterij den Appel", mas como muitas cervejarias tiveram problemas com ocupação das suas propriedades durante a 1ª Guerra Mundial, só em 1939 é que a cervejaria encontrou o local, onde até hoje produz as suas cervejas. Começou por produzir cervejas de baixa fermentação, mas com quedas de vendas durante a década de 70, decidiu levas a cabo uma restruturação da empresa, métodos e produção. em 1985 a produção das tradicionais pilsners foi trocada pelo método de alta fermentação. A primeira cerveja a ser produzida foi a "Artevelde Grand Cru" em 1987, mas a sua cerveja mais emblemática "Delirium Tremens" saiu das linhas de produção três anos mas tarde. Denominada de "Show Beer" foi sem dúvida a cerveja que tornou a Huygue famosa, e do seu portefólio fazem parte outras conhecidas marcas como a Guillotine ou a Mongozo. (*1)


E vamos à cerveja, uma Strong Blond Beer, de cor dourado escuro com muito boa formação e retenção de espuma branca, um aroma fabuloso, perfumado diria eu, com notas florais, um sabor doce no inicio, mas com final de boca a sobressair amargor, um cerveja tão fácil de beber, que nem nos damos conta dos seus 8,5% ABV. Grande cerveja no geral.

(*1) http://www.dcnbeers.com/brands/delirium 

https://www.delirium.be/en

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Loirinha

Elaborada pela Praxis exclusivamente para ser vendida nos supermercados das cadeia Lidl, temos três cervejas artesanais; as "Tuga", das quais fazem parte a "Loirinha" que aqui apresento; a "Gingão" e a "Xico Esperto". Cada uma com sabores e aromas diferentes, produzidas pelo mais antigo produtor de cerveja artesanal em Portugal, e com um dos ingredientes diferenciadores da Praxis: a água do Alto Mondego, com ph neutro, ideal para a produção de cerveja, não havendo necessidade de ser moldada quimicamente, contribuindo assim para um produto final de elevada qualidade. (*1)

É uma cerveja turva, de cor âmbar claro, quase alaranjado, com fraca retenção de espuma e carbonatação média. Aroma a frutos cítricos, laranja (o que não é de estranhar, uma vez que na sua composição é usada a casca de laranja), com sabor leve, ligeiro amargor sobressaindo os frutos cítricos e final semi-seco. 

Elaborada com maltes de cevada e de trigo e com 5.1% ABV é uma cerveja que no verão, bem fresca irá saber muito bem.

(*1) https://institucional.lidl.pt/media-center/comunicados-de-imprensa/2020/cervejas-tuga-praxis

sábado, 30 de janeiro de 2021

A Lenda do Dragão

 


A lenda do dragão (draak em Flamengo) é secular e fala-nos de um dragão dourado que enfeitou a proa de um navio Viking navegado pelo rei nórdico, Sigrid Magnusson, durante uma cruzada. depois de muitas batalhas contra os muçulmanos em Espanha e nas baleares, entre outros, ocupou a cidade de Sidon.

Após esta vitória, o guerreiro deu a figura dourada ao imperador de Constantinopla, para que a pudesse pôr na cúpula da Hagia Sophia. Menos de cem anos depois, o conde flamengo Boudewijn IX levou-a para a costa flamenga, onde o dragão nórdico acabou por cair nas mãos do povo de Bruges. Após a Batalha de Beverhoutsveld em 1382, os combatentes de Ghent pegaram no dragão como parte dos despojos de guerra e colocaram-no no campanário. Era lá que as licenças da cidade eram guardadas e o dragão estava lá para protegê-las, como também representava um símbolo de liberdade e poder da cidade. Ainda hoje brilha na sua torre. (*1)

A Gulden Draak é uma cerveja robusta produzida pela cervejaria Van Steenberge à semelhança do símbolo do próprio dragão.

É uma cerveja de cor rubi escuro com uma excelente formação e retenção de espuma bege. Aroma intenso a caramelo, açúcar amarelo, passas e talvez a frutos secos. Cerveja encorpada a sobressair o álcool com a sua elevada percentagem de 10,5%, com notas licorosas, final seco e carbonatação alta. Primeiro sente-se a doçura do malte para depois sobressair o amargor do lúpulo. 

(*1) https://www.guldendraak.be/en/the-legend-of-gulden-draak

terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Azul (Chimay Bleue)


Divinal, é o que se dizer sobre esta cerveja trapista. A Chimay Blue tem um aroma intenso, com notas a chocolate, baunilha e passas. De um castanho escuro, tem uma formidável formação e retenção de espuma bege, um paladar harmonioso e equilibrado, não se notando os seus respeitáveis 9% ABV.



Foi desenvolvida em 1956 (*1) como uma cerveja de Natal, e o seu nome "Chimay" provém de uma cidade localizada na Bélgica, onde os monges trapistas da abadia Note Dame de Scourtmont, desenvolveram e comercializaram cervejas artesanais a fim de apoiar o emprego naquela região. (*2)

1862 é o ano que os monges de Chimay fabricam a sua primeira cerveja de acordo com as tradições monásticas de fabricação natural. Em 1948, dá-se um relevante acontecimento protagonizado plo padre Théodore, que isola as células de levedura únicas, que ainda hoje são a base da produção das cervejas trapistas Chimay. Sendo Chimay Rouge a mais antiga, é no ano de 1966 que é criada a Chimay Triple (rotulo branco) e em 2013 a comercialização da Chimay Dorée (*1)


(*1) https://chimay.com/bieres/ 

(*2) https://www.clubedomalte.com.br/fabricante/chimay 

domingo, 10 de janeiro de 2021

Albert


Uma original ideia foi o que tiveram os mestres cervejeiros da Trevo da Caparica e da Trindade, ao homenagearem Albert Lourtie. E quem afinal foi Albert Louie ? Pois foi um mestre cervejeiro que trabalhou na fábrica do seu Pai em Liège, na Bélgica. Durante a 1ª guerra mundial, foi preso e a fábrica destruída. Decidiu então mudar-se para Portugal em 1918, onde teve um papel importante na história da industria cervejeira nacional. (*1)

Para além da homenagem, a Albert Liège Spelt Ale, representa o que a colaboração entre a Trevo/Trindade pensa ser o o estilo de cerveja típica de Liége, onde se utilizava maioritariamente a Espelta, um cereal ancestral, popular no inicio do Sec. XX. Esta cerveja seria a que se serviria na Brasserie Lourtie-Dor.

A Albert é uma cerveja de cor âmbar, com formação de espuma bege de curta retenção. Aroma a caramelo e nota ligeiramente metálica. O sabor caramelizado é similar ao aroma. 4,2 % de teor alcoólico.

Achei bastante criativo e original o rotulo desta lata de 44cl.que mostra na parte interior como é que esta ideia surgiu, a historia de Albert e a sua composição.



(*1) https://www.nit.pt/comida/gourmet-e-vinhos/trindade-e-trevo-juntaram-se-para-criar-uma-nova-cerveja-portuguesa

domingo, 3 de janeiro de 2021

Cerveja Sol...That´s my brand


É inevitável ao beber uma cerveja Mexicana e não pensar naquelas deliciosas cenas do "Desperado" de Roberto Rodriguez, como esta com o actor Steve Buscemi, quando ele entra num bar Mexicano, ao som do "Six Blade Knife" dos Dire Straits, e pede uma cerveja, uma tal de "Chango", que pelos vistos seria intragável. Deixo aqui um vídeo sobre esta épica cena e um link engraçado acerca desta cerveja fictícia. (*1)



Mas nada que tenha a ver com a "Sol", que até deve ser bem refrescante para dias de calor solarengos. É uma cerveja de cor amarelo dourado, com uma boa formação e retenção de espuma branca e carbonatação média. Com aroma a malte, o paladar é idêntico, sentindo-se pequenas notas cítricas a limão com final um pouco aguado, mas que deve desempenhar na perfeição o seu papel para matar a sede. Cerveja leve com 4,5% ABV.

Nascida no México em finais do sec. XIX, num país que ainda celebrava a sua independência recém-descoberta, dia a lenda que quando o mestre cervejeiro engarrafou o primeiro lote de uma cerveja experimental, este foi iluminado por um raio de sol e decidiu chamá-lo "El Sol". Após a aquisição da cervejaria "El Salto del Agua",  a Sol mudou-se para Orizaba no inico de 1900, onde a cerveja, abençoada por usar as águas mais próximas do sol, tornou-se um ícone Mexicano. (*2)

(*1) https://potablepastime.wordpress.com/2014/04/01/cerveza-chango-mexican-lager/ 

(*2) https://www.sol.com/br/br/nossa-historia 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Bohemia...Alentejana




A Bohemia Pilsener é cerveja muito agradável e bem conseguida pela Sagres. Ao estilo German Pils, junta-se a particularidade de ter na sua produção cevada do Alentejo. O processo de autenticação de utilização de cevada do Alentejo é certificada pela Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC) evidenciada no selo do rótulo, onde também consta uma homenagem à região com imagens de um sobreiro e ao traçado das suas mantas típicas. A cevada utilizada é fornecida por produtores regionais certificados e associados pelo Agrupamento de Produtores de Cereais do Sul. (*1) (*2)

É uma cerveja de cor dourada, ligeiramente turva, boa carbonatação e formação com dois dedos de espuma. Aroma a malte e floral. No Paladar um equilíbrio entre a doçura do malte e o amargor do lúpulo. Uma cerveja com 5.7% ABV.

Mas permitam-me que aos prazeres da cerveja, e já que falamos no Alentejo, junte uma das suas grandes tradições, para além das mantas típicas e o sobreiro aqui referidos; que é a música, interpretada pela bonita voz de Celina da Piedade.

(*1) https://blogcervejariavirtual.com/2016/09/29/o-estilo-german-pils/

(*2) https://www.distribuicaohoje.com/producao/bohemia-apresenta-bohemia-pilsener-cevada-do-alentejo/



sábado, 26 de dezembro de 2020

Piraat (...of Ertvelde)


E foi ao som da banda sonora dos "Piratas das Caraíbas" que provei esta poderosa Piraat, qual rum armazenado no porão de um qualquer navio pirata com a "Jolly Roger" hasteada. (*1)
Uma cerveja com 10,5% ABV que nos embala a imaginação ao projetarmos a correria de um Jack Sparrow perseguido pela praia.

(Fonte da Foto: https://www.magazine-hd.com/apps/wp/disney-capitao-jack-sparrow/)

A Piraat é uma Belgian Golden Strong Ale que fermenta na própria garrafa. Oriunda de Ertvelde, perto de Ghent foi criada em 1988 pela cervejaria Van Steenberghe, após o sucesso da sua Gulden Draak, e onde foram usadas as mesmas leveduras de vinho exclusivas desta última. Na sua elaboração são utilizados também três tipos de malte (Pale Ale, Pilsener e Munich) e dois tipos de lúpulo (Aurora e Petra). (*2) (*3)



A prova: É uma cerveja de cor âmbar, algo turva, com excelente carbonatação e formação de espuma (dois dedos e meio) e que deixa no copo um bonito rendilhado branco. Aroma a caramelo e pêssego. Na boca um paladar intenso e licoroso, com um final de boca marcante.

(*1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Jolly_Roger

(*2) https://www.vansteenberge.com/en/the-top-beers/piraat

(*3) https://www.beertourism.com/blogs/belgian-beer/piraat


.

domingo, 20 de dezembro de 2020

Leão de Munique


A Löwenbräu é uma cerveja de que gosto, recordo-me de uma vez estar no saudoso Burguers & Beer do Saldanha e depois de ter bebido uma ou duas cervejas de alto teor alcoólico, pedi uma Löwenbräu e foi quase que um agradável bálsamo refrescante.

Tendo já aqui feito um post sobre a marzen da Oktoberfest, chega a vez da original. Vamos então falar um pouco da história da marca do leão.

Em 1746/47 o nome Löwenbräu é mencionado nos registos de impostos de Munique. Em 1818 o cervejeiro Georg Brey compra a Löwenbrauerei e com ele começa a ascensão económica, tornando-se a Löwenbräu na maior cervejaria da cidade em 1863/64. Em 1872 é vendida, convertendo-se em sociedade anonima. Em 1912 a Löwenbräu fabrica quase um milhão de hectolitros de cerveja por ano.


A turbulência da primeira grande guerra não ficou sem consequência para a cerveja Löwenbräu, e no final a sua produção era quase metade da dos anos anteriores à guerra. Pelo meio das duas grandes guerras; disponibiliza novamente a sua cerveja forte: "Triumphator", aumenta as suas actividades de exportação, funde-se com a "Union Brewery Schülein & Cie", fabrica cerveja de trigo pela primeira vez e fornece cerveja aos dirigíveis Zeppelin. Em Em 1997 para fazer face aos desafios da globalização une forças a outra cervejaria de Munique: A Spaten. E desde 2004 o grupo Spaten-Franziskaner-Löwenbräu faz parte da InBev, a maior cervejeira do mundo com cerca de 200 marcas de cerveja, dando contudo, importância à independência das marcas e às suas raízes nas respetivas regiões. (*1)

Depois de uma breve passagem pela sua historia, a prova na caneca da versão original; Espuma consistente, branca e duradoura, cor amarelo dourado translucido com carbonatação media. Aroma a malte, milho e algo cítrico. Paladar refrescante, com bom equilíbrio entre o amargor do lúpulo e o malte, final de boca seco e ligeiro amargor. Cerveja de qualidade Alemã.



domingo, 13 de dezembro de 2020

Vadia Loira

 


A cerveja Vadia faz-me recordar uma vez em que falei dela a uma colega, e eventualmente lhe terei mostrado a foto do rotulo com a silhueta de uma mulher sensual (ou mais parecido com uma stripper). Ora esse rotulo, pouco abonatório em conjunto com o nome de Vadia, ter-lhe-á causado um gesto de repudio. E é provável que esta associação do nome e desta imagem, tenha causado alguma desaprovação, e talvez por isso os donos da Vadia tenham decidido alterar a imagem da marca. 


Foi das primeiras cervejas artesanais que vi, hoje é um mercado que prolifera no nosso país, mas andava ao tempo para experimenta-la e quis assim assinalar o primeiro ano deste blog com a prova desta cerveja. Nasceu do gosto comum de três amigos, Nicolas Billard, Nuno Marques e Victor Silva em meados de 2007. Sediada em Ossela, Oliveira de Azeméis, já conquistou inúmeras medalhas nos principais concursos internacionas de cerveja como o World Beer Awards ou o Brussels Beer Chanllange. Para além das instalações onde a Vadia é produzida existe também neste espaço um Brewpub onde se fazem espetáculos de música ao vivo, stand up comedy entre outros. (*1)


Assim, e como já referi abri esta Vadia German Pilsner elaborada com lúpulos oriundos da Alemanha para brindar ao ano um deste blog: "Uma Cerveja no Charco", e no copo ficou à vista a sua cor âmbar, de aspecto turvo com cerca de um dedo de espuma, não muito duradouro, mas que a vai retendo. Com aromas que me pareceram algo de herbal, floral ou mesmo de pêssego. O sabor é suave e com final de boca com amargor muito ligeiro e seco talvez. É uma cerveja agradável com 5% ABV.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Erdinger Pikantus


Antes de falar sobre esta Erdinger Pikantus, apenas uma breve referência a sua história:

Fundada em 1886 na região da Bavária, por Johann Kienle, a Erdinger Weissbräu dá inicio ao seu sucesso como produtora de "weizenbier" - weizen (trigo) bier (cerveja). A família Brombach foi a principal impulsionadora da cervejeira como a conhecemos hoje em dia. O Sr. Franz Brombach tomou posse da cervejeira em 1950, passando em 1975 o seu legado para o filho; o Sr. Werner Brombach que até aos dias de hoje gere a cervejeira, levando o selo de tradição e qualidade a mais de 70 países. (*1)

Passando então à Pikantus, é uma cerveja escura de maltes tostados de trigo e cevada que passa por um longo processo de maturação que lhe confere um sabor forte e complexo. (*2)



Achei que é uma cerveja de cor escura, cobre, com uma interessante carbonatação, apesar de a retenção de espuma não ser muito duradoura. De aromas a malte e caramelo. O sabor é de malte, com a carbonatação a fazer-se sentir, e o final de boca é suave e talvez seco. Não se nota absolutamente nada os seus 7,3% ABV. 

Uma cerveja diferente daquelas a que estamos habituados a ver (e a beber) na Erdinger. 


(*1) http://www.dcnbeers.com/brands/erdinger 

(*2) http://bierwein.com.br/erdinger 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Coruja American Amber Ale


A Coruja foi lançada pela Super Bock devido ao crescente interesse e curiosidade dos consumidores na cerveja artesanal, e que surge numa linha de inovação que a empresa tem seguido nos últimos anos, sobretudo através da gama Seleção 1927, como é referido nesta notícia pelo director de Maketing da Super Bock Group (*1)

Com ingredientes 100% naturais, as cervejas Coruja distinguem-se pelo carácter especial ao serem produzidas utilizando a técnica de dry hopping, que consiste no adicionar tardio do lúpulo ao processo de fabrico o que intensifica o aroma e a experiencia sensorial. (*1)

Foram inicialmente lançados três estilos: A Session Saison (que já tive oportunidade de a experimentar há coisa de ano e meio, tendo-me agradado bastante, mas tenho pena que tenha saído do mercado), a India Pale Ale e a American Amber Ale, que abordarei neste post e que é nos apresentada com uma afinidade harmoniosa entre o caramelo e o malte tostado. (*2)

Ora, na prova que fiz, fez uma boa formação de espuma com cerca de 1 a 2 dedos, embora pouco duradoura, apresentando uma cor âmbar com boa carbonatação, aroma frutado e também notas cítricas. No paladar um sabor lúpulado, acentuado pela técnica do dry hooping e final de boca com amargor acentuado e uns 5,3% ABV. 

Em suma, uma cerveja agradável de se beber. 

(*1) https://www.revistadevinhos.pt/noticias/coruja-e-a-nova-marca-da-super-bock-para-cervejas-especiais

(*2) https://www.superbockcoruja.pt/corujas/american-amber/