segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Suave


A Steinburg Suave é uma cerveja vendida na cadeia de supermercados "Mercadona", e que me chegou através de uma colega, que gentilmente me ofereceu para experimentar.

De um amarelo dourado, límpido, cristalino e com uma boa retenção de dois dedos de espuma, que deixa um "rendilhado" no copo ao bebermos a cerveja.

De um aroma a notas cítricas e talvez a milho. 

O Sabor é suave, e o final de boca tem um ligeiro amargor. Tem carbonatação média e 5% ABV.

No geral é uma cerveja suave que se bebe muito bem, especialmente se for bem geladinha, e em boa companhia numa tarde de calor.


quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Como é que o bicho (do mato) mexe

A "Bicho do Mato" da cervejaria "Letra", é feita com a colaboração do chef Ljubomir Stanisic. Inserida na Letra Collabs; uma espécie de laboratório de experiências cervejeiras, como é o exemplo da cerveja "Quinto Império" (*1), elaborada em conjunto com a "Dois Corvos".

Trata-se de uma Rye Imperial IPA (*2), encorpada e imensamente lupulada (Com lúpulos americanos Mosaic, Citra e Summit), tendo ja recebido uma medalha de prata no concurso internacional de Lyon, destacando-se entre cerca de um milhar de cervejas, fortalecendo a relação entre cerveja artesanal e a alta gastronomia. Vale a pena transcrever as palavras do chef Ljubomir: "Coloquei tudo de mim dentro daquela garrafa, para chegar a um resultado que fosse mesmo a minha cara. É muito bom ver o esforço e o trabalho - Que é de uma equipa -, reconhecidos" (*3).


É uma cerveja de cor âmbar, quase alaranjada, com boa formação e retenção de espuma douradora, de boa carbonatação. De uma aroma fantástico, intenso, frutado, cítrico, com notas a frutos tropicais e a lúpulo. De paladar lupulado e final de boca seco com amargor bastante acentuado, daquelas que causa algum arrepio, o que não é de estranhar tendo em conta os 66 IBU . É elaborada com malte de cevada, centeio, aveia e penso que trigo também. Tem 8,3% ABV e não há nada como experimentá-la para saber como é que o bicho (do mato) mexe.

(*1) https://www.doiscorvos.pt/pt/cerveja#imperio

(*2) https://www.cervejaletra.pt/pt/loja-online/produto/bicho-do-mato

(*3) https://ominho.pt/cerveja-de-vila-verde-criada-por-ljubomir-stanisic-vence-medalha-em-franca/

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

O criativo Pawel Kwak


Confesso que a cerveja Kwak é uma das que mais aprecio, quer seja pela recordação da altura em que a bebi pela 1ª vez; numa viagem a Bruxelas e do sitio onde bebi; um bar com uma decoração peculiar de marionetas, quer seja pelo curioso e tradicional copo, e claro pela sua apreciável qualidade.


É produzida pela cervejaria Bosteels, responsável também por outras duas famosas marcas: a Tripel Karmeliet e a DeuS. 
Em 1791, Jean-Batist Bosteels estabeleceu a cervejaria, tendo sido seguido por sete gerações que assumiram a cervejaria com zelo, e que nunca pararam de fabricar cervejas, mesmo durante as guerras mundiais.(*1)

Foi então numa dessas gerações, que Ivo Bosteels, filho de Antoine Bosteels, trouxe de volta ao mercado em 1980 a icónica Kwak.
Ora, reza a lenda que Pawel Kwak, criador desta cerveja e dono de uma estalagem, inventou um copo especial, para que os condutores das diligências (Na altura não tinham permissão para deixar a carruagem para saciar a sede junto dos passageiros), pudessem pousá-lo na carruagem, permitindo ter o copo sempre à mão. (*2) (*3)

Copo esse que também tenho, e assim poder apreciar melhor esta cerveja de uma fantástica cor caramelo, formação e retenção de espuma que vai de grande até desaparecer, mas é engraçado ver o efeito que tem quando servida no seu copo de silhueta género "ampulheta", em que se vê a abundante espuma diminuir à medida que a cerveja sobe pelo copo. A carbonatação é média, o aroma tem notas a caramelo, açúcar amarelo, e a mel. O Paladar é similar,  com notas a caramelo também, e com um final de boca adocicado, com os seus 8,4% ABV a nem se fazerem notar assim tanto. Sem duvida, uma das minhas cervejas preferidas.



sábado, 1 de agosto de 2020

A lenda do Spitfire

O Spitfire foi projectado em 1936 por Reginald Mitchell, entrando ao serviço em 1938, o seu nome em Inglês significa "cuspir fogo". Mas a fama deste caça firmou-se na Batalha de Inglaterra em combate contra o Messerschmitt Bf 109, a partir da Blitz sobre as cidades Britânicas. (*1)
E foi precisamente para comemorar o 50º aniversário da Batalha de Inglaterra, realizada nos céus sob o solo de Kent, que esta cerveja foi fabricada. Com lúpulo 100% Kentish, o melhor malte e água extraídos de um poço por baixo da cervejaria Faversham, da Shepherd Neame. (*2)

Produzida pela mais antiga cervejaria da Grã-Bretanha, a Shepherd Neame, e embora 1698 seja a data oficial da sua fundação, há evidências claras de que  sua herança é anterior a este período.
Nesta Link é detalhado, os eventos mais significativos da sua história, desde os primeiros fabricantes de cerveja em Faversham, à chegada da família Shepherd e dos Neames, e até à actualidade como um negócio premiado e bem sucedido.

Ora então e como se apresenta esta denominada Kentish Ale ? Apresenta- se com uma bonita cor âmbar, de formação e retenção de espuma de curta duração e com carbonatação baixa.
Tem um fantástico aroma frutado, com notas a marmelada, a caramelo e a laranja.
Na boca, sabores de malte, especiarias e um final seco com um amargor acentuado. Uma cerveja agradável de se beber com 4.5 % ABV.


(*1) https://pt.wikipedia.org/wiki/Supermarine_Spitfire
(*2) http://www.spitfireale.co.uk/home

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Leffe, tradição cervejeira desde 1240

A Leffe, a par da Duvel, foi uma das primeiras cervejas Belgas que conheci, e desde logo fiquei fã. Considero aquele aroma e sabor únicos, e dá-me sempre um prazer enorme apreciá-la.
Fundada em 1152 a Abadia de Leffe era caracterizada pela hospitalidade dos seus monges. 
Os peregrinos sempre foram bem-vindos em Leffe e em 1240 foi decidido construir uma cervejaria para preparação de uma bebida saudável e revigorante (Naquela época, doenças como a praga eram disseminadas por aquela região, e a fervura da água durante o processo de alta fermentação da cerveja Leffe matava todos os germes. Durante a revolução Francesa a abadia e a cervejaria foram fechadas, até 1924, altura em que a abadia foi restabelecida, naquilo que parecia já ser uma lembrança distante.
(Abadia de Leffe em 1740)
Em 1952, o abade Nys e Albert Lootvoet decidiram retomar a tradição cervejeira da Leffe com a sua receita bem guardada. 
Hoje em dia, pertence à multinacional Belga Ab-Inbev que se comprometeu a honrar a tradição desta cerveja. (*1)
Quem quiser conhecer um pouco da sua história, pode visitar a Maison Leffe em Dinant. (*2)
Passemos então ao estilo que aqui apresento; a Leffe Radieuse, de cor âmbar escuro, espuma de cor creme com muito boa formação, retenção e excelente carbonatação, influenciada também, por estar a beber numa taça Leffe "oficial". O aroma é o típico a baunilha das Leffe (que eu adoro). O sabor tem notas a caramelo, malte e baunilha e com um amargor mais acentuado do que as tradicionais Blonde e Brune, fruto de provável maior incidência no lúpulo, mas com um balanceamento aceitável entre o malte e o lúpulo. É uma das cervejas mais fortes da Leffe com 8.2% ABV, e no geral apresenta-se com a qualidade a que esta cervejaria nos tem habituado.

(*1) https://leffe.com/en/history
(*2) https://leffe.com/en/maison-leffe

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Uma Cerveja dos Diabos

A Duvel foi das primeiras Belgas que conheci, mais precisamente no restaurante do Centre Belge de la Bande Dessinée, estava eu na altura de visita a Bruxelas onde a minha irmã estudava.
Num país que tem das melhores cervejas do mundo e que eu até brincava que se podia beber uma diferente todos os dias (...se calhar até é verdade) a Duvel é uma das clássicas e obrigatórias, uma Belgian Golden Ale com uns preciosos 8,5% ABV. de cor amarelo turvo, com uma excelente carbonatação e uma formação e retenção de espuma incrível e bastante duradoura, fazendo quase lembrar a textura de um pudim Molotov. Tem aromas a baunilha, frutos cítricos e florais, Na boca notas a baunilha, florais e um final de boca com um amargor bastante acentuado. Uma cerveja forte que confesso de que não gostava muito e não era das minhas favoritas, mas hoje em dia vejo-a (e saboreio-a) com outra perspectiva de que é uma grande cerveja.
A história da Duvel Moortgat é baseada no respeito pela tradição e valores de família. Hoje em dia já vai na quarta geração que cuida do legado do fundador Jean-Leonard Moortgat e dos seus filhos. Tudo começou em 1871 quando Jean-Leonard e sua esposa fundaram a fazenda da cervejaria Moortgat. Em 1900, os seus dois filhos Albert e Victor entram então neste negócio que crescia e inspirado pelo sucesso das cervejas inglesas Albert decide criar uma cerveja especial baseada no modelo britânico, tendo então viajado para Inglaterra à procura de uma cepa especifica de levedura que desejava e obtendo uma preciosa amostra de uma cervejaria escocesa. Entre 1918 e 1923 é lançada uma cerveja apelidada de "Victory Ale" para comemorar o fim da 1ª Guerra mundial e em 1960 a terceira geração da família Moortgat acreditava que a cerveja merecia um copo especial, é então que aparece o famoso copo Duvel. Mais momentos marcantes podem ser consultados no link em referência.  (*1).
Vale bastante a pena ver o delicioso video sobre a história desta conhecida cerveja Belga.

Uma ultima curiosidade sobre o seu nome, que em Flamengo significa "Diabo"; Conta-se que em 1923, após degustação o fabricante de sapatos Mr. Van De Wouwer terá exclamado: "This is a real Duvel (Devil)" empolgado pelos potentes aromas desta cerveja (*2); (*3)

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Lady in Red

Continuando a série iniciada em A Receita de Ancião Cervejeiro, passando pelo Aprendiz de Cervejeiro, e terminando para já, sobre os "Os quatro valentes", que num mundo pós-apocalíptico, lutam contra uma lei-seca imposta, produzindo às escondidas as suas próprias cervejas artesanais, numa forma de vida e num autêntico acto de liberdade, mantendo sempre acesa a esperança de uma revolução. (*1).
Chega a vez da "Lady in Red", mais conhecida como "The Stranger", a única conhecedora da formula que o seu Pai escondeu e a única sobrevivente da sua familia que sabe do segredo desta German Red, associando-se ao grupo Steam Brew que possuía condições perfeitas para a produçao da sua excepcional "cerveja vermelha".
E é com essa cor avermelhada que e com uma formação e retenção de espuma média que esta cerveja se apresenta, aroma de malte tostado e talvez caramelo, o paladar equilibrado com notas maltadas e um final de boca seco e amargor moderado sobressaindo os seus respeitáveis 7.9 % ABV. 
Um cerveja com excelente relação qualidade/preço 

quarta-feira, 24 de junho de 2020

The Charge of the Light (Beer) Brigade

A canção "The trooper" faz parte do álbum "Piece of Mind" dos lendários Iron Maiden, cujo LP eu tinha em casa, e que era das minhas irmãs. Recordo que tinha a mítica mascote "Eddie" acorrentada pelo pescoço com o cérebro à mostra e na parte de trás do LP, um cérebro servido numa bandeja com os Maiden, a olhar com um ar repugnante. Confesso que a imagem me criava também alguma repulsa. Mas toda esta imagem de marca dos Maiden é única e reconhecida no mundo inteiro não só pelos inúmeros fãs como por quase toda a gente.
Ora é com essa marca inconfundível dos Maiden e imagem do Eddie (Só uma pequena curiosidade; a música "The Trooper" é inspirada no poema "The Charge of Light Brigade" escrito por Lord Alfred Tennyson sobre a batalha de Balaclava, na guerra da Crimeia em 1854, e que conta a história sob o ponto de vista de um soldado Britânico, que sem esperanças avança contra as linhas Russas. [*1]) que esta cerveja é produzida pela Robinsons com a colaboração dos Iron Maiden, mais concretamente com a ajuda do vocalista Bruce Dickinson. Esta cervejaria de tradições familiares, sediada em Stockport há quase dois séculos, é um dos nomes mais antigos e respeitados na história Britânica das cervejas. (*2).



Esta "Trooper" que em bendita hora apanhei numa Glood caracteriza-se por uma bonita cor âmbar, translúcida, e com uma retenção de espuma pouco douradora de cor creme.
Aroma a frutos, chã, caramelo e talvez passas. Sabor a malte tostado, frutos cítricos, laranja, com carbonatação média e amargor pouco acentuado no final de boca. Uma cerveja com 4.7% ABV que se bebe muito bem e que se pode fazer acompanhar musicalmente com um bom metal clássico dos Maiden. 
Tem direito a site próprio e tudo. (*3)





Iron Maiden  - The Trooper

You'll take my life but I'll take yours too
You'll fire your musket but I'll run you through
So when you're waiting for the next attack
You'd better stand there's no turning back

The bugle sounds as the charge begins

But on this battlefield no one wins
The smell of acrid smoke and horses breath
As you plunge into a certain death

Oh oh oh

Oh oh oh

The horse he sweats with fear we break to run

The mighty roar of the Russian guns
And as we race towards human wall
The screams of pain as my comrades fall

We hurdle bodies that lay on the ground

And as the Russians fire another round
We get so near yet so far away
We won't live to fight another day

Oh oh oh

Oh oh oh

We get so close near enough to fight

When a Russian gets me in his sights
He pulls the trigger and I feel the blow
A burst of rounds takes my horse below

And as I lay there gazing at the sky

My body's numb and my throat is dry
And as I lay forgotten and alone
Without a tear I draw my parting groan

Oh oh oh

Oh oh oh
Compositores: Stephen Percy Harris

domingo, 14 de junho de 2020

Amadurecida em Barris de Carvalho

A Mahou Barrica é uma cerveja envelhecida em barris de carvalho e isso é perceptível no seu paladar, pois dá-lhe um gosto especial. 
Tem um aroma com notas caramelizadas, de aspecto é de cor âmbar transparente, com pouca retenção de espuma e carbonatação média. O paladar é algo adocicado e talvez tenha aqui algumas notas de madeira, uma vez que é envelhecida em barris. Tem um amargor no final de boca e 6.1% Vol.
É uma cerveja produzida pela Mahou que se distingue das demais.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Aprendiz de Cervejeiro


Ora continuando a série Steam Brew, iniciada em Receita de Ancião Cervejeiro, temos a continuação com o "Jovem" como é conhecido nas ruas, outrora um dos melhores alunos do mestre, mas quando apresentou a sua própria criação, que foi apelidada de pouco ética pelo seu professor, decidiu indignado, abandonar o país e viajar pelo mundo onde aprendeu muitas coisas novas. Arrependido e depois de saber da resistência decidiu regressar, e depois de pedir perdão, colocar-se ao lado dos combatentes da liberdade. A sua especialidade é a India pale Ale, cuja receita e fabrico desenvolveu nas suas aventuras e com a ajuda dos seu mestre.
Tem uma fantástica com âmbar e uma boa e persistente formação de espuma. Com uma explosão de aromas tropicais, cítricos e manga. Na boca sente-se a predominância do lúpulo, com uma graduação de álcool considerável (7,8%), e um amargor acentuado no final de boca e também algo seco. 
Receita arrojada do jovem aprendiz. Continua nos próximos capítulos...

domingo, 31 de maio de 2020

Ginger Beer

Desde que ouvi falar de uma Ginger Beer do British Bar fiquei com curiosidade em experimentar, para mais produzida ali. Bem mas enquanto não lá vou, comprei esta na Glood.
As cervejas de gengibre, geralmente não alcoólicas (a do British Bar acho que é), são feitas a partir da fermentação natural de um preparado de gengibre, leveduras e açucar.
As suas origens remontam ao comércio colonial de especiarias com o Oriente, e com as ilhas produtoras de açúcar no Caribe. Era popular na Grâ-Bretanha e nas suas colónias a partir do Séc. XVIII. Foram adicionadas outras especiarias e o seu teor alcoólico foi limitado a 2% pelas leis tributárias em 1855. (*)
Ora voltando ao presente, nesta ginger beer da marca "Old Jamaica" senti um forte sabor a gengibre e aquela sensação característica de picante na garganta, é turva de aspecto e pode-se dizer que assim à primeira vista estranhei um pouco, mas como foi a primeira vez, vou dar um desconto e provar mais umas, pode ser que se entranhe.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

La Roja

Acho bastante piada às edições Reserva da cerveja Alhambra, quer pela sua qualidade quer pelo design e imagem das garrafas, indo buscar algo de antigo que me faz recordar as velhas garrafas de vinho com vidro verde. Esta edição Reserva "Roja" também me lembra pelo seu nome, o epíteto da famosa selecção de futebol Espanhol, invencível pela sua táctica do "tiki-taka", e que ganhou Europeus e o Mundial de 2010. 
Um pouco da sua história conta-nos que esta empresa de cervejas foi fundada em 1925 na cidade de Granada e desde 2006 pertence ao grupo Mahou-San Miguel. (*)
A Cerveja tem uma boa retenção de espuma creme, corpo médio com uma bonita cor âmbar escura, quase cor de vinho, e com carbonatação média. Aroma a passas e frutos secos, o paladar tem um bom equilíbrio entre o malte e o amargor do lúpulo, com um final de boca seco, algo adocicado e suave, impondo-se no entanto os seus 7,2 % Vol. 
Em suma uma cerveja forte, agradável que se bebe muito bem.


quinta-feira, 21 de maio de 2020

Tuber Bock, cerveja artesanal com batata-doce de Aljezur

A cerveja "Tuber" tem uma particularidade que a distingue das demais; é feita com a adição de batata-doce, mais concretamente da variedade "Lira". Ora esta original ideia partiu dos mestres cervejeiros da "Marafada" (Silves); André Gonçalves, e da "Ale n´Tejo" (Sabóia); Sérgio Rodrigues para ser estreada no festival de batata-doce de Aljezur.
Foi com alguma curiosidade que fiz a prova da "Tuber" e foi com satisfação que constatei o sabor suave, algo adocicado e agradável desta receita. 
Com curta duração de espuma, apresenta uma cor âmbar escura e tem 6,5 % de Álcool (nada mau).
É baseada no estilo Dunkles Bock, que usa maltes de primeira qualidade, lúpulos clássicos e levedura típica deste estilo, para além da batata-doce lira, o tubérculo ex-líbris daquela zona do Algarve. (*1).
Apesar de achar que o design do rótulo poderia ser melhorado, tem uma rima engraçada e que passo a citar:

"Além do Tejo, distinta e demarcada
Nasce uma batata doce marafada
Cujas características excepcionais
Permitem uma cerveja diferente das demais

Não é por ser a mais gira
Mas pelo seu sabor doce e sensual
Que todos olham a batata lira
Como um pecado mortal

Dois cervejeiros inspirados
Tiveram uma ideia excepcional
Juntar a lira a maltes seleccionados
E fazer uma cerveja artesanal

Cada um deu o seu toque
Adicionaram lúpulos e que tais
e agora todos querem mais
Desta bela (Tuber) Bock"