quinta-feira, 28 de abril de 2022

The Ginger Grizzly - Ginger Beer


Ora bem desta vez temos uma ginger beer; "The Ginger Griszzly" da Hatherwood Craft beer Company. Na verdade trata-se de uma ginger beer vendida e penso que em exclusivo para o Lidl. Tentei pesquisar sobre algum site ou informação sem grande sucesso, mas pelo pouco que li, aparece o nome da famosa cervejaria Britânica Shepherd Neame ligado, mas não vejo nada oficial.

De cor dourada, boa formação de espuma branca (a retenção vai-se perdendo), tem um aroma intenso a lima, a limão, e faz-me recordar uma gasosa de limão. Com sabor refrescante, adocicado, em que se npta a presença ligeiramente picante do gengibre. Com 4% ABV. É a primeira ginger beer alcoólica que experimento. Muito agradável, e acredito que seja muito refrescante para os dias de verão.

Deixo aqui um vídeo de uma canal que gosto muito e recomendo; o "Real Ale Craft Beer" no qual é feito uma prova desta Ginger Grizzly.



Baltika 2


A Baltika 2 foi lançada em 2004 e esta variedade foi desenvolvida de acordo com as preferências relevantes dos consumidores de cerveja. 

Os amantes de cerveja light gostam do sabor puro, leve e refrescante desta Baltika 2. A combinação única de lúpulos confere a esta cerveja algum amargor, perfeita para saciar a sede, tendo ganho diversos medalhas de ouro logo após o inicio da sua produção. (*1)

Num momento particularmente muito triste em que decorre um conflito armado e que testemunhamos os horrores de uma guerra sem sentido, e que quem mais sofre é a população civil, faço a avaliação desta cerveja que de certeza vai passar a estar indisponível no mercado.

Com uma apresentação clássica nos seus rótulos é uma cerveja com excelente carbonatação, de cor dourada, formação de espuma branca e retenção que se vai perdendo, deixando no entanto um bom rendilhado. Aroma fantástico a malte, sabor muito leve e muito refrescante. Cerveja óptima com apenas 4.7 % ABV. 

(*1) https://eng.baltika.ru/products/baltika/baltika-2-pale/?Ckey=38282

 

quinta-feira, 21 de abril de 2022

La Chouffe Blonde da Brasserie D'Achouffe


Ora aqui temos aqui uma das grandes referências da cerveja Belga, e da Brasserie D'Achouffe, a icónica Blonde oferecida em pack de 4 garrafas com o respetivo copo pela minha irmã no Natal, grande presente. É uma cerveja que tem uma boa formação de espuma branca com retenção não muito douradora, de cor amarelo escuro, quase torrado. Aroma floral, característico da cervejas Belgas, mas também com algumas notas cítricas e a banana. Na boca é uma cerveja que se sente um sabor bastante agradável, com apontamentos abaunilhados e com amargor no final de boca. É uma Golden Ale com 8% de álcool, portanto bem forte e tal como já referi, uma das cervejas Belgas mais marcantes a par de outras bastante conhecidas. Muito boa no cômputo geral.

Vale a pena dar sempre uma espreitadela no site de Marcel & Companhia, em que esta bela La Chouffe é descrita com notas cítricas, seguida de um toque refrescante com um leve sabor de lúpulo. Esta prestigiada e premida Golden beer, foi a primeira a ser lançada pela castiça cervejaria há 40 atrás.(*1)

(*1) https://chouffe.com/en-gb/beers/la-chouffe/

Irish Brewers with big mustache (Irish Craft IPA)


A Irish Craft IPA é uma cerveja produzida em exclusivo para as cadeias de supermercados Lidl, pela cervejeira Irlandesa Rye River, The Crafty Brewing Co. que vem criando novas cervejas desde 2013 para todos os gostos desde lagers, passando por stouts, até ales.
No sitio da internet deste grupo simpático de Irlandeses, esta IPA é descrita como uma cerveja de cor âmbar com aromas a alperce, pêssego e tangerinas balanceado por um sabor suave a malte e "redondo" na boca.(*1)


Tendo sido já premiada, é uma cerveja que só posso dizer bem e que julgo ter sido bem aceite. Tem este rotulo muito engraçado com um bigode, é turva, com cor amarelo escuro, com boa formação inicial de espuma branca, que vai deixando depois um rendilhado no copo. Aroma lúpulado estupendo  com toques de especiarias, frutado e com notas a toranja. Na boca tem sabor lúpulado com final de boca com amargor acentuado como é típico das IPA. Com 6% ABV correspondeu bem às expectativas que depositei e se tiver oportunidade hei-de voltar a comprá-la.

Lady Cherry


A Liefmans Kriek-Brut é uma mistura fresca de cerveja e cerejas que fica a maturar durante ano e meio, permitindo que os sabores de madeira e amêndoas se tornem mais intensos e complexos. A Kriek-Brut é um regalo para os olhos com o seu tom marrom-avermelhado e um elegante colarinho. Esta cerveja equilibra o acento levemente adocicado e azedo das cerejas. (*1)

A rica história da cervejaria Liefmans remonta  1679. Por volta de 1750. o cervejeiro Jacobus Liefmans viu nos solos férteis de Oudenaarde, nas margens do rio Sheldt o sitio ideal para a produção das cervejas. A Liefmans floresceu graças aos talentos da mestre cervejeira Rosa Merckx. Tendo sido a primeira e única mestre cervejeira feminina durante anos, ela adicionou  entusiamo à cultura da cerveja Belga e ainda hoje podemos saborear o paladar dessa paixão. (*2)

É uma "Cerveja de fruta", chamemos-lhe assim, bastante interessante, de "cor rosé", marrom, vermelho muito escuro, turva e pequeno laço de espuma branca. Aroma fantástico a frutos silvestres, a cerejas, vinho rosé talvez, paladar intenso, cerejas, e com uma acidez acentuada equilibrada com algum dulçor. Com 6.0% ABV. Um conceito bastante interessante em que a bebi no inverno mas deve ser extremamente refrescante nos dias de calor.


(*1) https://www.liefmans.com/en/craft-blends/kriek-brut

(*2) https://www.liefmans.com/en/brewery

Super Bock Christmas Brew - Receita de Natal


Mais uma original ideia da Super Bock, em linha com o que já fora feito com a Oktober Edition e à semelhança com outras cervejarias que durante a época festiva de Natal têm as suas edições especiais; casos da Delirium Christmas (Noël) ou da St Bernardus Christmas Ale. (*1).

Apenas disponível durante 8 semanas no periodo de Natal, é uma cerveja de duplo malte produzida com malte pilsner, que lhe confere equilíbrio de corpo, e malte Brown que lhe dá o sabor rico a biscoito e caramelo (*2)

Quanto à prova, esperava melhor sinceramente, não foi uma desilusão como a edição da Oktober Fest do ano passado, da qual não gostei, esta Christmas Brew é um bocadinho melhor. É uma cerveja de cor Âmbar com formação razoável de dois dedos de espuma branca, boa carbonatação, aromas a caramelo e malte tostado. Na boca o mesmo sabor mas com com amargor no final de boca. com 5,7% ABV. Apesar de tudo não se afasta do muito do sabor característico da Super Bock, mas já experimentei edições melhores desta marca, como a excelente edição comemorativa dos 90 anos. Espero que para o ano melhorem a receita e que não passe apenas de um produto de marketing que foi efetivamente melhor como comprova este divertido sketch comercial com referências à sua grande concorrente.

(*1) https://centralbrew.com.br/blog/cervejas-especiais-de-natal-conheca-9-rotulos/

(*2) https://www.superbock.pt/cerveja/super-bock-christmas-brew/


quinta-feira, 7 de abril de 2022

...e D (Letra)


E depois da letra c...vem a d, uma red ale da cervejaria Letra de cor âmbar escuro, quase cobre ou mesmo avermelhada, turva, com uma formação espectacular de espuma bege e retenção bastante razoável. Aroma a caramelo, a lúpulo, frutado. Sabor caramelizado, lúpulado e final de boca seco, alternando do amargo para a suavidade do caramelo. elaborada com o lúpulo americano da variedade cascade apresenta-se com 6% ABV. Uma cerveja muito bem elaborada.

A origem da Letra leva-nos até ao ambiente académico da universidade do Minho (UM), onde surge a FermentUM, uma spin off da UM, que em 2013 apresentou no mercado esta cerveja com o objectivo de criar no nosso país um maior conhecimento e cultura cervejeira, procurando inovar e elevar o valor da cerveja em Portugal. Em 2015 é criado o conceito Letraria Brewpub onde os amantes de cerveja podem degustar e acompanhar de mais perto o processo de produção. Para além da inovação e procura de novas receitas, contam-se algumas parcerias com outras cervejarias como a Brasileira "Cevada Pura" ou a Portuguesa "Dois Corvos".(*1)

(*1) https://www.cervejaletra.pt/pt/historia

C (Letra)...


Temos então neste post, a prova de uma cerveja do Minho; a cerveja letra. Foi das primeiras cervejas artesanais que conheci, nomeadamente no bar Procópio, em Lisboa.(*1)Penso que até seja das primeiras cervejas artesanais a aparecer em Portugal, quando ainda não existia esta abundancia dos dias de hoje. Tem uma imagem de marca original, correspondendo cada letra do abecedário a um estilo diferente. 

Passemos então à avaliação que fiz desta "letra C" Oatmeal Stout: Excelente carbonatação, com formação e retenção de um bom e grande "colarinho" de espuma bege, tive até de aguardar que baixasse um pouco. De cor escura, castanho muito escuro. Aroma a chocolate negro, café. Paladar intenso, com alguma acidez final e amargor definido. Um stout realmente diferente com 5,5%.

Uma vez que referi o bar onde as provei pela primeira vez, sublinho também as quatro "Letrarias" existentes em Vila Verde, Porto, Braga e Ponte de Lima, onde para além da degustação dos diferentes estilos e acompanhar com petiscos e snacks, fazer uma visita à fábrica na companhia do cervejeiro e conhecer o processo de fabrico (Vila verde) (*2)

(*1) https://barprocopio.com/pt/

(*2) https://www.cervejaletra.pt/pt/letraria//letraria-brew-pub-vila-verde

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Lúpulo de mel - Hommelbier de Poperinge


A Hommelbier de Poperinge foi produzida pela primeira vez em 1981 para o festival trianual de lúpulo na vila. Hommel quer dizer lúpulo no dialécto local e foi a inspiração para nome e um tributo a Poperinge e ao seu mais famoso produto exportado. Desde então a Hommelbier tem ganho bastante reputação pelos fans de cerveja espalhados pelo mundo, pelo seu estilo único, produzida com 100% de lúpulos de Poperinge.
Esta Golden Ale caracteriza-se por uma densa espuma branca que nos convida a debruçar sobre a fragrância dos lúpulos aromáticos, levedura e notas frutadas, um sabor refrescante de notas cítricas a laranja e toranja e um final doce a mel com um sabor levemente picante e uma agradável e forte presença a lúpulo. (*1)


Um pouco da sua história remonta-nos ao longínquo ano de 1572 onde a cervejaria Het Sas se fixa em Boezinge na região da Flandres. Passado alguns anos em 1624, outra cervejaria; a Van Eecke estabelece-se num castelo para o Conde de Watou e é durante a revolução Francesa, que o Castelo é pilhado e arrasado após incêndio, mas a cervejaria poupada. Por outro lado no inicio da 1ª grande guerra a cervejaria Het Sas é arrasada pela tropas Francesas, mas restabelece-se novamente em Boezinge no ano de 1924. 
Décadas mais tarde, em 1962 a cervejaria Van Eecke passa para a familia Leroy e em 2016 (Após 11 anos antes ter sido construído uma grande fábrica de engarrafamento em Boezinge com linhas de montagem partilhadas), são finalmente unidas, operando a partir dai com o nome da cervejaria Leroy. (*2)
Gostei desta fantástica cerveja de cor âmbar, turva, boa carbonatação e boa formação e retenção de espuma creme/branca, aroma floral, típico das cervejas Belgas, caramelo, lúpulo e malte. Sabor a caramelo, com um toque de mel, lúpulo e final de boca em que se faz notar bastante o amargor com uns respeitáveis 7,5% ABV.


quinta-feira, 17 de março de 2022

Cerveja do Douro


A Quinta de La Rosa, produtora de vinhos do Porto e de mesa, tornou-se na primeira quinta do Douro a produzir cervejas artesanais.  Nasceu através do desafio de Richard Naisby, mestre cervejeiro e amigo da gestora da quinta Sophia Bergqvist, a fazer cerveja artesanal, aproveitando as cubas de inox da quinta. 
Ao longo do tempo, Sophia entregou a produção da cerveja ao irmão, Philip, e ao filho mais velho Kit Weaver, que teve formação em Cambridge precisamente com Richard Naisby, e assim nasceram as duas primeiras cervejas da Quinta de La Rosa, uma IPA e uma Lager. (*1)

E foi assim que tendo-me despertado alguma atenção e aproveitando uma promoção, levei uma IPA para experimentar.
É uma cerveja de acor âmbar com formação e retenção razoável (diria mesmo que boa) de espuma branca, turva, com aroma intenso e agradável a toranja, frutos cítricos. Não é encorpada mas tem um sabor lúpulado, intenso, com alguma acidez e com final de boca com amargor acentuado e seco. Com 6.5% ABV. Uma cerveja interessante da Quinta de La Rosa.

(*1) https://visao.sapo.pt/visaose7e/comer-e-beber/2018-04-07-la-rosa-as-cervejas-que-nascem-do-douro/

quinta-feira, 10 de março de 2022

Hungry like the wolf


Experimentei esta curiosa cerveja biológica Belga, quando estava a passar férias no sudoeste Alentejano  e para além do rotulo com um lobo me ter despertado alguma curiosidade, constatei me prova que se tratava de uma excelente cerveja.

Fui pesquisar um pouco da sua história no site da marca que nos diz que nasceu no início de 2004, e três anos mais a cervejaria Lupulus decidiu criar uma nova cerveja, em barris e garrafas de champagne. Os cervejeiros queriam oferecer uma cerveja tradicional com sabor único, usando equipamentos modernos e a região onde a cervejaria se estabeleceu deu-lhes a inspiração que procuravam.

A cervejaria está instalada numa magnifica fazenda do Sec. XIX, parte do património das Ardenas, localizada no meio de verdes campos circundantes ao lado de um riacho de água doce. Sabe-se que em tempos antigos, os lobos povoaram a paisagem das Ardenas e há quem diga que estas mantilhas vieram da Eslovénia, onde se cultiva o melhor lúpulo do mundo...Será a história verdadeira ? Uma coisa é certa, o lobo estava por trás da nova cerveja: Lupulus. O nome deriva do nome latino da planta de lúpulo; Humulus Lupulus, que significa pequeno lobo humilde. (*1)

É uma cerveja com uma boa formação e retenção de espuma branca, turva de aspecto e amarelo escuro de cor, semelhante às cervejas de trigo. O Aroma é aquele tipico "abaunilhado" como chamo, e que muitas vezes encontro em cervejas Belgas, mas que pode ser descrito como floral, também cítrico e com notas a banana. O Sabor é suave, em que se notas as notas do lupulo, mas muito fácil de beber com um final com algum amargor. "Apenas" com 8% ABV mas como já referi, suave e muito fácil de beber. 
Fez-me lembrar desta velha e deliciosa música do Duran Duran.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Verões Felizes


A Carlsberg é uma cerveja que me trás à memória verões felizes, passados em Armação de Pera no Algarve, onde o meu Tio, os meus primos ou o meu Pai, ali à beira mar da esplanada da "Palhota", descascavam amendoins e por vezes acompanham com cervejas. Ora recordo dessa altura as garrafas castanhas da Carlsberg que tinham o rotulo na parte superior da garrafa, onde uma pelicula dourada envolvia a carica e o topo, caricas que eu adorava fazer coleção das várias marcas chegando a  apanha-las do chão. Recordo-me também vagamente das garrafas da Tuborg, Schweppes, Trinaranjus, Sumol e Pirolitos.
 

A fazer lembrar um pouco essas originais garrafas, embora diferentes, foram as ultimas de cor verde, cujo rotulo também estava na parte superior. 


Assim, e tendo ainda esta ligação aos saudosos tempos que vivi fiz questão de colocar uma foto das anteriores garrafas verdes que ainda consegui comprar, e que também me recordam umas férias mais recentes, em que o meu Tio me ofereceu um six pack, achei piada também colocar; Uma foto antiga de Armação de Pera (*1) onde encostada à muralha se vislumbra a velha "Palhota"


a publicidade da Carlberg desses tempos (*2), as tiras do Homem Aranha que eu lia no Diário Popular (*3) que o meu Pai comprava


e a música do Hermes Aquino que fazia parte da banda sonora da telenovela Brasileira "O Casarão", uma das muitas que víamos nas TV´s a preto e branco desses verões felizes.


Regressando ao presente, e passando à prova; é uma cerveja leve que eu gosto, de cor dourada, com formação razoável e retenção média de espuma branca, carbonatação média, aroma a malte, e sabor de uma pilsner equilibrada pela doçura do malte e o amargor do lúpulo que se nota no final seco. 
Com 5% ABV, é ideal para se beber em finais de tarde e de preferência à beira mar com um brilhozinho nostálgico nos olhos.
Mas este post não ficaria completo sem falar um pouco da história desta marca, que nos conta uma curiosa disputa familiar.
Foi fundada em 1847 por Jacob Christian Jacobsen, um filantropo e colecionador de artes, que começou a produzir a primeira lager na sua adega, e tendo posteriormente dado à sua cervejaria Carlsberg, o nome do seu filho "Carl", e à colina que homenageou e em que se situava: "bjerg".


Pois é precisamente o seu filho Carl, que depois de passar uns anos pela Europa, mais precisamente na Escócia, conhece as cervejas britânicas de alta fermentação e regressa a casa com esse conhecimento. Sendo nomeado pelo seu Pai para a gestão de uma nova cervejaria, Carl produz os estilos Porter e Ale, mas começa também a produzir cerveja Lager, que compete directamente com a do seu Pai. 
Desta disputa surge uma batalha levada a tribunal depois deste ter fundado a sua própria cervejaria chamada Ny (Nova) Carlsberg, e da qual Carl sai vencedor.
À semelhança do seu Pai, que criara uma fundação para apoiar a ciência, cria em 1882 a nova fundação Carlberg dedicada à promoção das artes.
Em 1906, nova e antiga Carlsberg são oficialmente reunidas sob a égide da fundação Carlsberg, e Carl torna-se assim o primeiro director executivo da cervejaria que hoje em dia é um grande grupo multinacional que congrega várias marcas. (*4) (*5)






sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Westmalle - Na rota dos caminhos Trappists


As cervejas Trappists produzidas na Abadia de Westmalle são famosas no mundo inteiro. A fábrica de cerveja contribui para o sustento da Abadia e em Westmalle a produção de cerveja está longe de ser apenas uma mera actividade comercial. A maior parte das receitas obtidas com a venda de cervejas é investido para criar melhores condições de trabalho e aquelas que não são usados para o seu próprio sustento são canalizados para projectos de cariz social e caridade. (*1)

Nos tempos da revolução Francesa os monges Trapistas tiveram de abandonar a Abadia em La Trappe. Em 1793 um grupo desses Monges chegou a Antuérpia planeando fixarem-se no Canadá, mas o Bispo de Antuérpia convenceu-os a estabelecerem-se numa pequena propriedade em Westmalle. Entre 1815 e 1830 o mosteiro estava dentro do território do Reino Unido dos países Baixos, onde o governo queria abolir ordens contemplativas como a dos Trapistas, contudo os monges provaram a sua utilidade para a sociedade, fundando uma escola e estabelecendo uma guest house e em 1836 o priorado converteu-se em Abadia. Depois de algum tempo a construção iniciou-se em 1900 e em 1930 a o estabulo foi renovado onde se estabeleceu uma nova cervejaria nos terrenos da Abadia. (*2)

Seguindo um pouco "os caminhos das Trappists", esta é a quarta cerveja que experimento das onze que são autorizadas a usar o selo da autenticidade (*3), e este selo tem o peso de qualidade que não deixa ninguém indiferente. Passando então à minha prova, oferta da minha irmã mais nova, é uma cerveja dubbel de cor castanho escuro, com excelente formação de espuma bege e retenção magnifica parecendo formar um creme. Aroma a malte, no paladar passas de uva, caramelo e final seco sobressaindo algum amargor com uns respeitáveis 7% ABV. As papilas gustativas agradecem.

(*1) https://www.trappistwestmalle.be/en/brewery 

(*2) https://www.trappistwestmalle.be/en/history-abbey 

(*3) https://pt.wikipedia.org/wiki/Cerveja_trapista