A pretexto desta Matiné da Dois Corvos embalo para algo que me soa bem e me traz boas recordações: As Matinés, estas não eram só as do cinema à tarde, das quais eu gostava e ainda gosto muito, tantas e tão boas no cinema Império, para ver um Starwars, um Superman, uma Lenda da Floresta, filme pouco
conhecido do Ridley Scott com o Tom Cruise (*1), em que eu e os meus amigos vínhamos de São Domingos de Benfica como numa excursão ao centro da cidade, ou mesmo nos Alfas triplex e outros cinemas de Lisboa, mas também as matinés das discotecas (*2), como as do Crazy Nights em Picoas, em que juntamente com os meus saudosos e grandes amigos Nuno "Polaco" e Hugo Epifânio, lá parávamos num espaço a abarrotar de gente. Mais tarde, e às 4ª Feiras senão me engano, lá ia com o meu também saudoso e grande amigo Jorge Jardim, depois das aulas no Liceu D. Filipa de Lencastre, às matinés do Central Park, dentro do centro comercial São João de Deus, para num espaço com menos gente e mais confortável para mim, beber um (ou mais) copos de Pisang Ambon com sumo de laranja.
Que saudades desses tempos meu deus, e que saudades de tantos locais e de tanta gente que partiu desses tempos, de um tempo em que como se costuma dizer era feliz e não sabia.
E aproveito para, com um brilhozinho nos olhos como diria o Sérgio Godinho, mudar a agulha para falar desta cerveja da Dois Corvos.
Trata-se de uma session IPA, que combina malte e aveia, assim como lúpulos mosaic e citra, usando-se o dry-hopping resultando num aroma e sabor de intenso perfil a citrinos e frutos tropicais. (*3)
Para mim é uma das melhores cervejas da Dois Corvos (que provei, é claro), é uma cerveja que se bebe muito bem, é leve, faz uma ótima formação de espuma branca de dois ou mais dedos, uma retenção douradora, de cor dourado escuro, quase límpida e algo turva. O aroma é fantástico a frutos tropicais, é fresco, cítrico, a ananas. Muito bom. Na boca tem essa leveza e facilidade de se beber, mas com amargor acentuado no fim, bem apurada e com personalidade. Com apenas 4.5 % ABV. Quanto à imagem tem o crivo das Dois Corvos, sempre com rótulos extremamente engraçados tanto o da renovada imagem com um urso com óculos 3D ? assim como o anterior em tons mais quentes.
Lembro-me das vezes que olhava para as cervejas Baltika, nas prateleiras dos supermercados e saltava à vista a imponência dos seus rótulos e a elegância das sua garrafas. Havia de vários estilos, cada uma numerada conforme fosse uma porter ou uma lager, sendo que a mais forte era a numero 9.
É precisamente a Strong Extra Lager que trago aqui. engarrafada pela primeira vez em 1998 (*1), hoje em dia é muito difícil ou praticamente impossível encontrar uma Baltika à venda, devido ao embargo imposto à Rússia por causa do conflito armado com a Ucrânia. Presenciamos pois os horrores de uma guerra, e um futuro incerto desse desfecho com velhos fantasmas da ameaça nuclear a pairar no ar e que quase ninguém pensaria que regressassem. Traz-nos à memória para os dias de hoje a bela e inquietante música: "Russians" que Sting compôs e lançada em 1985. Vale a pena colocar um excerto da letra que infelizmente se aplica à actualidade, mesmo que os intervenientes políticos sejam outros:
"In Europe and America there's a growing feeling of hysteria
Conditioned to respond to all the threats
In the rhetorical speeches of the Soviets
Mister Krushchev said, "We will bury you"
I don't subscribe to this point of view
It'd be such an ignorant thing to do
If the Russians love their children too..."
Bem, mas tentemos nos alhear um pouco, para falarmos sobre o tema principal deste blog e desta Baltika nº 9. que um amigo meu já me tinha dito muito bem. Com Apenas 8 % ABV, é a cerveja mais forte da Baltika que conheço, de cor dourada, uma boa formação de espuma branca de dois dedos, retenção média, aroma com predominância a malte, notei aqui algum aroma parecido a xarope, tem um sabor com preponderância alcoólica, com algumas notas a xarope, alguma acidez e um final de boca com amargor e seco. É uma cerveja que esperava algo de diferente mas é de facto uma lager extra forte e não me desiludiu de todo, gostei da cerveja. É forte, tem amarrar, tem presença e fez-me lembrar agora a primeira cerveja forte que bebi e que apareceu em Portugal ai pela segunda metade dos anos 90, a Tuborg Strong beer com 7.2 % ABV. Confesso que naqueles tempos não estava muito preparado para ela ou não a sabia apreciar, e não gostava muito, era demasiado forte, mas esta Baltika ainda com mais teor alcoólico é bem superior.
Ora cá está uma cerveja que a achei engraçada, destacando-se visualmente das demais que eu vi nas prateleiras do El Corte Inglês e me despertou curiosidade. De seu nome Tête de Mort (a caveira que normalmente esta associada ao simbolismo da morte, de perigo, da famosa Jolly Roger (*1), das festividades do dia dos mortos no México, mas que aqui na imagem de marca da cerveja não assume o aspeto assustador, mas simpático e com piada).
Agora veio-me à memoria o The Nightmare Before Christmas do Tim Burton (*2) que gostei imenso e que eu e os meus amigos o fomos ver ao saudoso King Triplex há quase três décadas, e que se revelou uma inesperada e agradável surpresa. Naquela noite, apesar de o assistirmos na primeira fila de uma das salas do cinema repleta de gente, saímos todos maravilhados com aquela deliciosa animação "negra" e com a sua banda sonora que me ficou na memória, principalmente este encantador "Whats This".
Passando desta associação do passado (...que saudades), sobre a figura do Jack Skellington e a imagem da Tête de Mort, falemos um pouco da cerveja; É produzida pela Brasserie du Bocq, uma das cervejaria mais importantes da Valónia, que também fabrica a Blanche de Namur de que falei num post anterior. (*3)
É uma cerveja frutada, faz lembrar as cervejas de cereja, como a Kriek, de cor vermelha com boa formação de espuma branca e retenção que perdura durante algum tempo e que depois vai naturalmente desaparecendo, carbonatação média, alguma transparência. Aroma frutado de notas a frutos silvestres, a cereja, a groselha. Sabor a frutos silvestres, um bocado rosé mas adocicado, com ligeira acidez mas depois adocicada e com final de boca seco com "apenas" 8,2% ABV.
Eu sinceramente gostei da cerveja, não sei se beberia outra a seguir ou talvez até bebesse, pois pode parecer algo enjoativa, mas eu gostei.
E da Bella Itália chega-nos esta IPA. Comprada no Lidl e produzida em Riccione, uma comuna Italiana da região da Emilia-Romanha.
O nome desta região fez-me lembrar o antigo grande prémio de formula 1 de São Marino em Imola que regressou ao campeonato mundial em 2020 agora renomeado de GP da Emilia Romanha, e evidentemente marcado pela triste recordação e memória do trágico acidente do nosso saudoso e querido campeão Ayrton Senna em 1994. Ainda me recordo bem desses dias de comoção desde os fatídicos acidentes, pois nesse fim de semana também morreu em pista Roland Ratzenberger, até ao enorme funeral no Brasil no ultimo adeus do povo Brasileiro ao seu grande Tricampeão, e vencedor do seu 1º GP no Estoril à chuva. Para mim um dos meus pilotos favoritos de todos os tempos e um dos melhores do mundo, senão mesmo o maior. Inesquecível.
Mas voltando à cerveja, pouca informação consegui obter dela, portanto sem mais demoras vamos à minha avaliação: Não defraudou as minhas espectativas, correspondeu àquilo que eu estava à espera, é uma IPA muito boa de se beber com dois dedos de espuma branca, boa retenção, cor âmbar, alaranjado, turva. carbonatação média. Aroma a lúpulo com notas cítricas a limão e a toranja. sabor suave, acabando em final de boca com amargor e seco. Com 6.1% ABV. Excelente cerveja.
Não, ainda não foi desta que a Super Bock conseguiu uma receita que me agradasse no que toca a edições da Oktober edition, pelo menos com a qualidade que já demonstrou na excelente edição comemorativa dos 90 anos e a condizer com a grande qualidade da maior parte das cervejas produzidas na Baviera. É certo que não sou conhecedor de muitas cervejas do estilo Helles, mas por exemplo quando equiparada com uma Spaten Helles deixa muito a desejar.
Já agora a título de curiosidade, Helles é um estilo de cerveja tradicional de Munique, de cor amarelo médio a ouro claro, com sabor a cereais e malte pilsen predominante e com amargor baixo a médio-baixo. (*1). Precisamente este é o estilo que os mestres cervejeiros da Super Bock tentaram recriar para esta segunda edição que é caracterizada por cor dourada, espuma cremosa e persistente, apresentando-se com um perfil maltado e doce, e o toque amargo dos lúpulos de notas herbais e cítricas. (*2)
É pois de louvar a continuidade destas edições especiais pela Super Bock, que muito aprecio, e concretamente em relação a esta grande festa Alemã é das poucas marcas no nosso país a fazê-lo, mas confesso que depositava algumas expectativas nesta cerveja, já que a anterior não me tinha agradado, e apesar de ser um pouco melhor que a antecessora Märzen, ainda não foi desta que consegui afastar mais uma desilusão.
É uma cerveja de cor dourada, com boa formação de espuma branca, carbonatação baixa, aroma característico do selo Super Bock, facilmente reconhecido por este aroma a malte, um pouco cítrico e herbal talvez. Sabor a malte, mas seco com amargor no fim, parecendo existir um certo desiquilíbrio entre o sabor do malte e o amargor. A informação do rotulo também deixa a desejar, pois tive de por os óculos para ver a informação da graduação alcoólica (4,9 % ABV). Apesar disso tem um rotulo bonito.
Volto a frisar que é uma ideia engraçada da marca de Leça do Balio, mas continuo a ficar um pouco com as expectativas defraudadas, e isto muito por culpa da edição dos 90, porque depois desta fasquia elevada tudo o que veio depois (Oktober e Christhmas editions) não atingiram aquela qualidade, e atenção nada contra a Super Bock que sempre adorei e quem me conhece sabe bem a preferência que tive ao longo de muitos anos, de maneira que espero que continuem com estas edições e cá estarei para experimentar as próximas edições especiais.
Não só temos Grimbergen em dose dupla (ver post anterior) como também temos uma Double Ambrée, uma cerveja de Abadia Belga, com carácter de frutas maduras e marcadamente maltada, com boa acidez. De perfil perfumado cativante e licoroso, equilibrada entre o amargo e os aromas maltados e florais. (*bonito cartão de visita na store da Super Bock).
Tendo já contado um pouco da sua história, gostava de deambular pela sua imagem de marca; A Fénix. Segundo a mitologia Grega era um pássaro que quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, ressurgia das próprias cinzas. outra característica era a força, o que lhe permitia carregar cargas muito pesadas enquanto voava, contando algumas lendas que chegaria a transportar elefantes. Finalmente poderia transformar-se numa ave de fogo. (*1)
Mas como grande fã de comics não poderia deixar passar também a excelente Saga da Fénix Negra, escrita e desenhada respectivamente pelos lendários Chris Claremont e David Byrne para a Marvel e um marco na história dos X-Men. (*2)
A minha prova: de cor âmbar escuro, avermelhado diria também, com boa formação e excelente retenção de espuma bege, com 6,5% ABV, não muito forte. Aroma a caramelo, talvez frutos secos e sultanas. Sabor a malte, açúcar caramelizado, que faz parte da sua composição, açúcar amarelo e com final de boca seco a combinar com algum amargor, mas apesar de encorpada, é uma cerveja muito fácil de beber e diferente da irmã Blonde. Bastante agradável de se beber
Tal como na mitologia Grega em que a Fénix renasceu das cinzas, os monges da abadia de Grimbergen a norte de Bruxelas ressuscitaram a cerveja que estava "morta" há 220 anos, usando a mesma receita antiga.
Mestres cervejeiros desde o Sec. XII, conta-nos a história que durante um momento de aflição durante a revolução Francesa e antes que a biblioteca fosse destruída esconderam livros com receitas num local secreto (um buraco escavado na parede) e escapar dessa forma à destruição de um incêndio. Quando a Abadia de Grimbergen voltou a funcionar e apesar dos livros recuperados, a receita não voltaria a ser produzida. Com o passar do tempo deixaram de produzir cerveja, de a saber fermentar e até há bem pouco tempo nem sabiam onde estavam os livros. Uma vez localizados depararam-se com outro problema, como estavam escritos em Latim e Holandês antigo perceberam que tinham deixado de saber ler as receitas. Após quatro anos de investigação foi possível recuperar a receita e ressuscitar a cerveja, com os ingredientes naturais e os métodos de fabrico de antes, mas adaptada ao gosto do consumidor do XXI, porque a cerveja que se consumia há dois séculos era mais ou menos como pão liquido. (*).
O mosteiro foi fundado no ser. XII e ardeu três vezes. Por ter ficado em cinzas, mas nunca ter desaparecido faz-se representar por uma Fénix.
Ora bem então passemos à prova que fiz da Grimbergen Bonde, comercializada pelo grupo Carlsberg, e distribuída em Portugal através da Superbock (Corrijam-me se estiver errado). É uma cerveja de fermentação alta com um rótulo bastante bonito da fénix. Cor âmbar, com um dedo de formação de espuma branca, boa retenção apesar da espuma descer mais depressa que esperava, carbonatação média, aroma floral, caramelizado, e também a banana. Sabor adocicado a caramelo, e final de boca com algum amargor e seco, característico das cervejas Belgas, e embora diferente, faz-me lembrar de alguma maneira a leffe. Cerveja bastante agradável com 6.7 % ABV.
E assim chego ao 100º post deste blog, muito bem assinalado e representado por esta Moçambicana, a 2M.
Concebida na CDM - Cervejas de Moçambique, a 2M começou a ser produzida em 1965 em Maputo, e o seu nome deve-se em homenagem ao ex-presidente Francês Marie Edmé Patrice Maurice, Conde de Mac Mahon, que enquanto presidente de França decidiu em 24 de Julho de 1875 a favor de Portugal numa disputa com a Grã-Bretanha relativamente à posse da região sul de Moçambique (*1).
Para além do nosso Pais e da Africa do Sul é também vendida em Inglaterra (em parceria com a cadeia de restaurante "Nandos". É ainda patrocinadora do Moçambola, o campeonato Moçambicano de futebol. (*2)
É uma cerveja de cor dourada, clara, transparente, formação de espuma branca, com retenção pouco duradoura e boa carbonatação. Aroma a fazer lembrar pão. O sabor é leve, bastante leve até (também só tem 4,5% ABV) suave, adocicado e com ligeiro travo de amargor no fim. É refrescante (bebia-a num dia em que esteve bastante quente) e é boa de se beber quando o calor aperta. (Imagino que nos dias mais quentes em Moçambique saiba muito bem) É uma garrafa que apresenta um rotulo e uma imagem engraçada.
E agora algo um bocadinho diferente, uma cerveja de cannabis, ou melhor elaborada também com extrato de proteína de cannabis, para além dos ingrediente normais numa cerveja.
Existem muitas variedades de plantas cannabis, sendo as mais utilizadas a cannabis indica e a cannabis sativa, enquanto a primeira tem altos índices de THC (o composto químico que tem o principal efeito psicoativo no corpo humano), a segunda tem níveis inferiores a 0,3% de THC e altas propriedades benéficas para a nossa saúde.
Ora a Marigold utiliza o extrato de proteína da canabis sativa, não contendo THC, e não produz qualquer efeito, tirando claro está, o efeito do álcool de uma cerveja normal, e um efeito relaxante (já agora sobre os vários benefícios da cannabis para a saúde, podemos dar uma espreitadela no final desta página do site da marca) (*1).
É ainda de mencionar que é elaborada no Norte da Alemanha, mais precisamente em Wittingen seguindo a lei da pureza Alemã de 1516 em que apenas é permitido o uso de ingredientes naturais.
É uma cerveja de cor âmbar e bonita, com um a dois dedos de formação de espuma branca que acaba depressa, carbonatação razoável, aroma a malte, talvez um pouco de caramelo, herbal e talvez lá no fundo se sinta um pouco do aroma a cannabis. Na boca é uma cerveja com sabor agradável, ligeiro amargor e um toque até adocicado no fim, com bom equilíbrio entre o amargor e o adocicado. É uma cerveja agradável de se beber, com 5,8% AVB.
É uma cerveja ainda jovem criada em 2019, mas com um marketing engraçado que transmite uma imagem de liberdade. (Ver site e página do Facebook) (*2)
Odiada por muitos e amada por alguns, assim se apresenta esta cerveja agressiva que na sua arrogância avisa desde já que provavelmente não vamos gostar e ainda duvida do nosso bom gosto para podermos apreciar a qualidade e profundidade desta cerveja. Que petulância dos infernos. (*1).
Nasceu em 1997 num pequeno armazém industrial em San marcos na Califórnia, mas vale a pena dar uma vista de olhos no site para ler a divertida história desta cerveja repleta de bom humor. em que por exemplo se diz que os primeiros ingredientes da Bastard Ale a nível atómico apareceram na criação do universo e do Big Bang. (*2)
Não é uma cerveja para toda a gente, é uma cerveja dos diabos, tem um rotulo e uma imagem bastante peculiar que condiz de certa maneira com o seu conteúdo. Tem uma fantástica cor âmbar quase grená, formação de espuma bege e retenção muito boa deixando um rendilhado no copo, quase límpida, aroma frutado e a caramelo, e talvez frutos silvestres e resina. Sabor muito forte e muito amargo, algo licoroso, com sabor a malte que é rapidamente abafado pelo final de boca estupidamente amargo e final algo seco. É cerveja mais amarga que bebi até hoje. É também forte com 7,2 % vol.
Não sei se algum dia a voltarei a beber, mas quem sabe...
Fabricada desde a década de 1950, a London Pride é também inconfundivelmente a cerveja de Londres. Com o seu sabor bem equilibrado tudo sobre esta autêntica e característica cerveja une-a à cidade Londrina e às pessoas que a amam. Produzida inteiramente com uma variedade de lúpulos de cultivo caseiro, mas a alma desta cerveja está inquestionavelmente no malte. O seu nome foi sugerido e inspirado por uma flor com o mesmo nome, que sobreviveu - e prosperou até - em Londres em tempos de guerra. (*1)
A história da cervejaria Fuller´s começou no século XIX em Inglaterra quando Douglas e Henry Thompson, juntamente com Philip Wood procuraram John Fuller em busca de um investimento para a cervejaria. John reolveu então juntar-se a eles em 1829, mas a parceria foi dissolvida anos mais tarde. Foi apenas em 1845 que o seu filho John Bird Fuller, juntamente com Henry Smith e o seu cunhado John Turner fundaram a Fuller Smith & Turner conhecida até hoje. (*2) (*3)
É uma cerveja que sempre que bebo tem-me agradado, em garrafa ou em copo saída de uma das torneiras do bar "George" na baixa Lisboeta. É uma cerveja da escola Inglesa de cor âmbar, pouco turva, formação de espuma branca de um a dois dedos com média retenção e carbonatação média. Aroma a malte e caramelo, sabor suave a caramelo equilibrado com o amargor final. Com 4.7% ABV bebe-se bem é de facto uma cerveja que aprecio.
Do Sudeste Asiático, mais propriamente de Singapura, chega-nos a Tiger que num clima de calor tropical, praticamente impossível para a produção de malte e crescimento de lúpulo, que debaixo de um sol equatorial, difícil de manter a cerveja fresca durante algum tempo, contra todas possibilidades e desafios com o calor e alma de um tigre e erguida pelo mundo, aqui está ela ousadamente refrescante.
E é assim com este apelativo spot (*1) em que nos é apresentada esta Tigre de Singapura, nascida em 1932 (mas que poderia bem ser a tigre da Malásia a fazer lembrar a saudosa serie de tv; Sandokan, inspirada na personagem criada pelo escritor italiano Emilio Salgari).
É então uma típica lager ou plisner, uma cerveja de cor amarelo dourado, formação de dois dedos de espuma e retenção pouco douradora. Aroma a malte, aroma agradável. Sabor a malte. leve e muito refrescante com 5%. AVB. com ligeiro amargor mas pouco.
Em estreia aqui no blog temos uma cerveja sem glúten; A Mongozo. Da mesma cervejaria que produz a Delirium Tremens, esta premiada cerveja ostenta o selo "Fair Trade" que significa que a sua produção é controlada pela Fairtrade Foudation que faz a proteção dos agricultores e outros trabalhadores envolvidos. É também uma cerveja bio / orgânica (feita com açúcar bio). (*1)
Esta cerveja Belga, com 5% ABV apresenta-se com um a dois dedos de espuma branca, de cor clara, amarelo dourado, límpida, carbonatação média. Aroma típico de uma pilsner, portanto aroma a malte. Sabor também idêntico a uma pilsner, leve e com amargor pouco acentuado. Não se nota nem difere nada de uma cerveja com glúten. Hei-de regressar novamente à prova de cervejas sem glúten.